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FINANCIAMENTO EXTERNO
Ministério do Planejamento e Orçamento reuniu especialistas para traçar caminhos para que mais projetos da Cofiex sejam financiados em Real
Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento (Seaid) do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) realizou nesta segunda (9/3) o evento Diálogo sobre Financiamento Externo em Moeda Local, workshop com especialistas que discutiu alternativas e possibilidades para que Instituições Financeira Internacionais (IFIs) desenvolvam mecanismos que permitam a oferta de crédito em Reais, conforme estabelece a Resolução nº 1, de novembro de 2024, da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex).
Na avaliação da subsecretária de Financiamento Externo do MPO, Mariana Cunha, “O evento permitiu avançar em discussões estratégicas para o financiamento externo e abriu caminho para uma pauta que é estrutural para as finanças do país”.
Na 180ª Reunião da Cofiex, em junho de 2025, esse instrumento foi consolidado com a alocação integral de R$ 2,4 bilhões para quatro projetos estruturantes nos estados do Piauí, Pará, São Paulo e no município de Palmas (TO). Todas essas operações foram realizadas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que é atualmente a única Instituição Financeira Internacional (IFI) que conta com tesouraria local.
De acordo com os dados estatísticos da Cofiex , o número de pleitos recebidos atingiu o recorde de 117 em 2024, o que representa praticamente o dobro da média histórica de 59 pleitos. Em termos financeiros, o montante demandado em 2024 chegou a US$ 22,6 bilhões, valor significativamente superior à média de US$ 9,4 bilhões e ao montante efetivamente autorizado no mesmo período (US$ 14,9 bilhões).
“Sempre existe a preocupação do Governo Federal em relação ao aumento da exposição a passivos em moeda estrangeira. A criação do limite adicional em Reais mitiga ambos os problemas: atende à demanda reprimida por operações estruturantes e neutraliza o risco cambial na dívida consolidada do ente e da União como garantidora, o que é considerado uma boa prática de gestão fiscal”, aponta a subsecretária.
Segundo Cunha, o modelo garante também que os entes acessem taxas de juros e prazos de IFIs que, mesmo com custos de swap, “são mais vantajosos que os custos para a obtenção de crédito doméstico. Ainda mais importante, as operações externas contam com apoio técnico e expertise das Instituições Financeiras Internacionais desde a elaboração até a execução completa do projeto”, conclui a subsecretária.
