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MULHERES NA CIÊNCIA
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: Governo do Brasil amplia políticas para fortalecer a presença feminina na ciência
Alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) particpantes do Programa Asas para o Futuro,
Nesta quarta-feira (11), é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído em 2015 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover a igualdade de gênero no campo científico e ampliar a participação feminina na produção do conhecimento.
Apesar de avanços importantes, as mulheres seguem sub-representadas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Dados da UNESCO indicam que elas representam apenas 33% das pesquisadoras no mundo. No Brasil, as desigualdades também se refletem no mercado de trabalho: segundo o IBGE, entre profissionais das ciências e intelectuais, as mulheres recebem, em média, 36,7% a menos que os homens.
Os números evidenciam a persistência de barreiras estruturais e culturais que dificultam o acesso e a permanência de mulheres e meninas em campos historicamente dominados por homens. Embora apresentem desempenho semelhante ao dos meninas em ciências e matemática, muitas jovens ainda não são incentivadas a seguir carreiras em STEM.
O cenário reforça a necessidade de políticas públicas e iniciativas que ampliem o acesso, a permanência e o reconhecimento das mulheres na ciência, como estratégia fundamental para o desenvolvimento do país e a redução das desigualdades de gênero.
Asas para o Futuro
O Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres em parceria com órgãos do Governo Federal, busca ampliar a participação de jovens mulheres, de 15 a 29 anos – especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social e econômica – nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). A iniciativa combina formação técnica, apoio financeiro e ações de inclusão, com o objetivo de reduzir desigualdades de gênero e ampliar o acesso das mulheres a setores estratégicos para o desenvolvimento do país.
O programa oferece cursos e oficinas profissionalizantes em parceria com Institutos Federais, bolsas de estudo no valor de R$300 mensais para mulheres em situação de vulnerabilidade, apoio à inserção no mercado de trabalho, formação sociopolítica em direitos das mulheres, acompanhamento pedagógico e mentoria.
Prêmio Mulheres e Ciência
Outra iniciativa relevante é o Prêmio Mulheres e Ciência, resultado de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPq, Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco da América Latina e Caribe (CAF). A iniciativa reconhece pesquisadoras e instituições que se destacam pela excelência científica, pelo impacto de suas trajetórias e pelo compromisso com a diversidade e a equidade de gênero no ambiente acadêmico.
A principal novidade da segunda edição é a criação da categoria Incentivo, voltada a jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres. O resultado preliminar foi divulgado nesta terça-feira (11):
- 1º lugar – Lara Dourado Borges – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)
- 2º lugar – Raíssa da Luz Rangel – Instituto Federal da Bahia (IFBA)
- 3º lugar – Laíza de Almeida Bride – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)
Além da categoria Incentivo, a premiação contempla as categorias Estímulo, Trajetória e Mérito Institucional, distribuídas nas grandes áreas do conhecimento.