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Junto à comunidade: ICMBio reforça o combate ao fogo e presta assistência às famílias da Resex Riozinho do Anfrísio, no Pará
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, acompanha as equipes envolvidas na operação de combate aos incêndios florestais na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira (PA) - Leandro Eiró
O avanço dos incêndios florestais na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio, em Altamira (PA), ameaça moradias, roçados e os meios de vida das comunidades tradicionais que vivem no território. Desde 7 de outubro, quando foi identificado o primeiro alerta de incêndio na unidade de conservação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mobiliza brigadistas e estrutura de apoio para conter as chamas e reduzir os prejuízos à população.
Com cerca de 737 mil hectares, a Resex enfrenta focos de incêndio favorecidos pela estiagem, pelo calor intenso e pela vegetação seca. O fogo atingiu áreas de cultivo de cacau e avançou sobre a vegetação nativa. A estimativa é de aproximadamente 4 mil hectares atingidos, o equivalente a cerca de 0,5% da área da unidade de conservação.
A gravidade da situação aparece no relato de Antônio Matos, líder da comunidade Boa Saúde II e presidente da Associação de Moradores. Durante visita à região, ele descreveu o avanço das chamas e agradeceu o trabalho das equipes de combate.
“Nós estamos com a situação muito difícil dentro da nossa unidade de conservação. A gente está vendo incêndio para todo lado, casa sendo consumida pelo fogo... Então, eu quero agradecer ao ICMBio e aos brigadistas, por nos darem esse apoio e estarem lutando junto com a gente para salvar nossas comunidades”, agradece Antônio.
A atuação das brigadas tem sido decisiva para proteger as residências. Em uma das áreas atingidas, o incêndio chegou próximo às casas, mas o trabalho dos brigadistas permitiu evitar que o fogo avançasse sobre as moradias.
“Se nós não tivéssemos brigadistas aqui, essas casas teriam sido todas incendiadas. Por isso, eu acho muito importante o trabalho do ICMBio. Acho que o importante é isso, proteger nossas casas, proteger nossa roça, proteger nossas famílias", enfatiza.
Além das casas, o incêndio ameaça a produção e a renda das famílias. Os roçados de cacau, a pesca e outras atividades tradicionais sustentam a vida na reserva. A estiagem também dificulta a pesca, já que o nível dos rios está baixo, aumentando a dependência dos cultivos atingidos pelo fogo.
Reforço das brigadas
O ICMBio iniciou a operação com 19 brigadistas mobilizados no primeiro acionamento, em 7 de outubro. Com a chegada de reforços de Carajás (PA) e do Parque Nacional de Itatiaia (RJ), no fim de semana de 17 de outubro, o efetivo passou a 33 profissionais.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, esteve na unidade de conservação em 16 de outubro, depois de visitar, no dia anterior, o Parque Nacional da Amazônia e a Resex Tapajós-Arapiuns, também situados na Região Oeste do Pará e atingidos por incêndios.
“Vi pessoalmente que é possível salvar as comunidades, suas casas e modos de vida, pois estive em um incêndio que chegou na borda das residências e foi mitigado graças ao trabalho das brigadas”, destacou o presidente do Instituto.
Nas três unidades de conservação, o Instituto coordena frentes de combate, com comando dos incidentes sediado na Coordenação Territorial de Itaituba (PA). Dois helicópteros apoiam o transporte de pessoas, equipamentos e kits de ajuda humanitária.

- Brigadistas do ICMBio e equipe envolvida na operação de combate aos incêndios florestais na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio - Leandro Eiró