Eixo II - Monitoramento e Controle Ambiental
O Eixo II tem como objetivo fortalecer o controle ambiental na Amazônia por meio da fiscalização, do monitoramento remoto, do combate aos incêndios florestais, da responsabilização administrativa, civil e criminal e da integração de dados e ações entre diferentes instituições públicas. Ele está organizado em cinco objetivos estratégicos:
- Objetivo 5: Fortalecer a atuação das instituições federais e garantir a responsabilização pelos crimes e infrações administrativas ambientais ligados ao desmatamento, à ocorrência de incêndios florestais e a outras formas de degradação florestal;
- Objetivo 6: Aprimorar a capacidade de controle, prevenção, análise e monitoramento do desmatamento, degradação e cadeias produtivas;
- Objetivo 7: Implementar o Manejo Integrado do Fogo;
- Objetivo 8: Aprimorar o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) e promover a integração de base de dados, incluindo estaduais e municipais; e
- Objetivo 9: Fortalecer a articulação federativa para promoção de ações de prevenção e controle do desmatamento e dos incêndios florestais e implementação da Lei de Proteção da Vegetação Nativa.
Para o Eixo II, nesta 5ª fase do PPCDAm, o ICMBio tem atuado de forma integrada com outros órgãos federais para fortalecer a fiscalização ambiental, combater o desmatamento ilegal e reduzir os incêndios florestais na Amazônia. As principais ações desenvolvidas e resultados alcançados até o momento incluem:
- Fortalecimento da fiscalização ambiental
Houve aumento no número de autos de infração e no embargo de áreas desmatadas ilegalmente. Em 2023 e 2024, o ICMBio lavrou 987 autos de infração e embargou cerca de 62 mil hectares no bioma Amazônia. Essas ações somam-se às operações realizadas pelo Ibama, ampliando a capacidade de resposta do Estado frente ao desmatamento ilegal.
- Apreensão e destruição de bens utilizados em crimes ambientais
Como parte das ações de repressão aos crimes contra a flora, o ICMBio e o Ibama intensificaram a apreensão e destruição de equipamentos e estruturas usadas em atividades ilegais. Nos anos de 2023 e 2024, foram lavrados aproximadamente 7 mil termos de apreensão e mais de 1.700 termos de destruição no bioma Amazônia.
- Reforço do quadro de servidores ambientais
Para ampliar a presença do Estado e fortalecer as ações de fiscalização, foram autorizados e realizados concursos públicos para diversos órgãos ambientais. No caso do ICMBio, houve autorização para 350 vagas, além de concursos para o Ibama, Funai, Ministério do Meio Ambiente e Inpe, contribuindo para o fortalecimento institucional das políticas ambientais na Amazônia.
- Ampliação do uso de aeronaves nas operações ambientais
O ICMBio participa da renovação e ampliação da frota de aeronaves utilizadas no apoio às fiscalizações e ao combate aos incêndios florestais. A nova estrutura permite transportar mais agentes e brigadistas, aumentar as horas de voo e intensificar o combate ao fogo, inclusive com maior capacidade de lançamento de água e acesso a áreas de difícil alcance por via terrestre.
- Atuação integrada no combate aos incêndios florestais
Em situações críticas, o ICMBio conta com o apoio da Força Nacional, que passou a atuar no combate aos incêndios na Amazônia a partir de junho de 2024, além da atuação do Ministério da Defesa, que apoiou as operações por meio do Comando Conjunto Tucumã, em articulação com o Ibama, corpos de bombeiros e outros órgãos públicos.
O detalhamento das ações desenvolvidas pelo ICMBio e por demais órgaos no âmbito do PPCDAm, assim como mais informações sobre o Eixo Estratégico II estão disponíveis em: Núcleo de Monitoramento e Avaliação.
Essas iniciativas demonstram o esforço conjunto do ICMBio e outras instituições para proteger a floresta amazônica, combater o desmatamento ilegal e fortalecer a presença do Estado na região. Para maiores informações sobre o tema, clique aqui. |

