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MGI e SEGIB avançam na construção do MVP de implementação da governança da inovação governamental
A Diretoria de Inovação Governamental (Dinov) junto com a Coordenação-Geral de Inovação e Governança Estratégica (CGINGA) realizou nesta terça-feira, dia de 16 de junho, uma reunião com atores estratégicos do ecossistema de inovação pública para avançar na construção do MVP de implementação do modelo de governança da inovação governamental. A iniciativa conta com apoio metodológico da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e integra os esforços da estratégia GINGA, lançada pelo MGI para fortalecer a inovação como capacidade institucional e estratégica do Estado brasileiro.
Durante o encontro, a Diretora de Inovação Governamental do MGI, Claudia Martinelli, destacou que o Brasil já conta com um ecossistema dinâmico de inovação pública, com mais de 200 laboratórios e unidades dedicadas ao tema, além de iniciativas consolidadas como a Semana de Inovação, prêmios, redes e referenciais normativos. O desafio, segundo ela, é avançar da lógica de iniciativas isoladas para uma abordagem mais sistêmica, capaz de articular atores, priorizar agendas estratégicas e ampliar a escala das soluções inovadoras.
A governança é uma das cinco frentes estruturantes da GINGA, ao lado de incentivos, normas, gestão de capacidades e ambiência para inovação. A proposta busca criar mecanismos de coordenação que não centralizem ou engessem o ecossistema, mas ofereçam orientação, articulação, gestão do conhecimento e suporte para que experiências inovadoras possam ganhar sustentabilidade, difusão e impacto.
A reunião contou com representantes de instituições como SEGIB, Enap, CGU, TCU, MCTI, MEC, AGU, Caixa, Universidade de Brasília, além de outras secretarias do MGI como a SETE e a SEST. O grupo foi reunido para contribuir com a transição entre o MVP de desenho, construído a partir de laboratório de governança realizado anteriormente, e o MVP de implementação, etapa voltada a traduzir as funções previstas no modelo em arranjos institucionais concretos.
Pablo Pascale, da Diretoria de Inovação Pública e Cidadã da SEGIB, explicou a metodologia da próxima etapa. Os participantes receberão um formulário de convergências, no qual poderão avaliar a proposta inicial elaborada pela equipe da Ginga, indicar pontos de concordância, tensões, divergências e sugestões de aprimoramento. As contribuições serão sistematizadas para subsidiar uma próxima atividade coletiva em julho, voltada à construção de consensos e ao refinamento do modelo.
A relevância da iniciativa também foi destacada por Antonio Isidro, coordenador do Linegov/UnB e professor da Universidade de Brasília. “Quero parabenizar vocês pela coragem e ousadia de um projeto como esse, para orquestrar tantos atores com diferentes experiências, áreas de atuação e desafios”, afirmou.
Ao final da reunião, Claudia Martinelli destacou o caráter pioneiro do trabalho e a oportunidade de o Brasil se posicionar na fronteira da discussão sobre governança da inovação em governo. A próxima etapa será conduzida de forma colaborativa, com possibilidade de conversas bilaterais e aprofundamentos técnicos com os integrantes do grupo estratégico.