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DIA NACIONAL DA VACINAÇÃO
Ministério da Saúde apoia estados e municípios para ampliar a proteção da população
Foto: Marco Loli/ MS
Neste sábado (17), é celebrado o Dia Nacional da Vacinação. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a população tem acesso gratuito às vacinas que protegem contra mais de 20 doenças. Somente em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 222 milhões de doses para todo o país, apoiando a vacinação de rotina realizada por estados e municípios.
O Ministério da Saúde convida a população a conferir a caderneta de vacinação e verificar se há doses em atraso. Quem identificar pendências deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, conforme os dias e horários de funcionamento em cada região e de preferência levando a caderneta, para receber orientação da equipe de saúde sobre as vacinas indicadas para cada idade e situação de saúde. A ausência da caderneta não impede a vacinação.
O documento também está disponível em formato digital pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, que permite consultar o histórico de doses registradas. O acesso é gratuito, por meio da conta Gov.br.
O SUS oferece vacinas contra poliomielite, sarampo, rubéola, caxumba, coqueluche, difteria, tétano, hepatites A e B, febre amarela, meningites, tuberculose, HPV e dengue, conforme idade, histórico vacinal e condições de saúde. O calendário também inclui vacinas para gestantes, como a que protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) coordena as estratégias nacionais e apoia tecnicamente estados e municípios, que executam as ações nos territórios. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o envio regular de vacinas, o microplanejamento, a identificação de áreas com baixas coberturas, a busca ativa de pessoas não vacinadas e mobilizações nacionais, como o Dia D.
Aumento das coberturas vacinais
Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil.
Um dos principais resultados desse esforço foi a recuperação, em 2024, do certificado de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, reconhecimento mantido pelo Brasil desde então. O status havia sido perdido em 2019, em um contexto de queda das coberturas vacinais e registro de mais de 20 mil casos da doença.
Os avanços também são reconhecidos internacionalmente. Dados divulgados pela OMS e pelo Unicef, em 14 de julho, mostram que o Brasil reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, uma queda de cerca de 90% entre 2023 e 2025. Com isso, o país passou a integrar o grupo das nações que mais reduziram o número de crianças não vacinadas, evidenciando a recuperação da imunização infantil.
Sarampo
O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 4 mil casos confirmados em 2026. Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram confirmados 61 casos importados ou relacionados a importação em 2026.
A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no SUS, com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar a UBS e conferir a caderneta.
Atualizações do calendário de vacinação
Entre 2023 e 2026, o Calendário Nacional de Vacinação passou por mudanças, entre elas a introdução da vacina contra a dengue no SUS, a adoção da dose única da vacina contra o HPV para o público de 9 a 14 anos, a oferta da vacina contra o VSR para gestantes e a inclusão de uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.
Manter a vacinação em dia protege cada pessoa, a família e a comunidade. Entre os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, estão:
- BCG;
- Hepatite B recombinante;
- Pentavalente (DTP/Hib/HB);
- Poliomielite inativada (VIP);
- Rotavírus humano;
- Pneumocócicas 10-valente e 20-valente;
- Meningocócica C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningocócica ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- Pneumocócica 23-valente;
- dT;
- HPV quadrivalente;
- Dengue tetravalente.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde