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CONCURSO APO
Desafios atuais realçam o impacto da atuação do Analista de Planejamento e Orçamento
A amplitude da atuação de um Analista de Planejamento e Orçamento (APO), o impacto do seu trabalho sobre toda a sociedade e os desafios que esse profissional enfrenta diante do atual cenário de múltiplas crises foram temas recorrentes nos discursos de abertura do Curso de Formação da 20ª turma de APOs nesta quarta-feira (28/1), na Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
“O MPO e o trabalho de APO têm um perfil amplo: tudo passa pelo orçamento, tudo passa – ou deveria passar – pelo planejamento e tudo passa – ou deveria passar – por uma avaliação e monitoramento. É uma carreira essencial”, disse o ministro de Planejamento e Orçamento substituto, Gustavo Guimarães.
Servidor do Banco Central, Guimarães falou da sua admiração pelos APOs e destacou a responsabilidade desses profissionais, que lidam com o destino de recursos públicos da ordem de trilhões de reais e com decisões que afetam toda a sociedade. “A gente vê no dia a dia como esse trabalho impacta o cidadão”, afirmou.
Guimarães também exortou os futuros analistas a não pararem de aprender. “Continuem estudando. A gente nunca deve perder a oportunidade de aprender”, afirmou.
O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, é APO desde 1998 e abordou o orgulho que sente por seu ofício. “É muito gratificante exercer essa carreira. Toda a atuação de vocês tem o objetivo de diminuir as desigualdades sociais e buscar a melhoria da qualidade do gasto público. O assunto com que a gente trabalha é muito nobre”, afirmou ele, destacando que a SOF completa 55 anos em março.
O secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos (SMA) do MPO, Wesley Matheus de Oliveira, afirmou que sua Secretaria “dá subsídios e evidências para entender o que de fato deve estar no orçamento, reduzir desigualdades e garantir mais resiliência ambiental e climática”.
Em sua fala, ele contou um pouco da história da avaliação de políticas públicas no governo, que remonta a 2003, e citou os avanços recentes promovidos por sua equipe, como a formação de um banco de avaliadores, o lançamento de um painel sobre subsídios da União, a criação da MAPP, uma plataforma de autoavaliação de políticas públicas realizada pelos gestores, e a realização do Fórum Nacional de Avaliação.
A atuação integrada do orçamento, planejamento e avaliação de políticas diante de um cenário desafiador foi o ponto central da fala da secretária Nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis. “Essas três funções são fundamentais para a mudança do nosso país. Estamos num momento de ruptura, de múltiplas crises em escalas que não tínhamos visto até então”, afirmou a secretária, citando a mudança climática e a necessidade de, a partir dela, repensar processos, modelos e o papel do Estado. “O Estado precisa ser do tamanho das necessidades da sociedade. Precisa ser ágil, diverso, resiliente, inovador, participativo e inclusivo”, disse.
Foi esse o ponto destacado pela presidenta da Enap, Betânia Lemos, ao abrir o evento. “Estamos em um momento desafiador de policrise, em que vemos a necessidade de o Estado resolver problemas públicos. Vocês terão a missão de ressignificar o serviço público para lidar com esses desafios”, afirmou Lemos, ressaltando a importância de a administração pública ter a cara do Brasil.
A analista de Planejamento e Orçamento Roseli Faria, falecida em setembro de 2025, foi homenageada no evento.
Pós-graduação lato sensu
Com carga horária de 440 horas e aulas presenciais, o Curso de Formação da 20ª Turma de Analisas de Planejamento e Orçamento equivalerá a uma pós-graduação lato sensu. Serão 19 disciplinas distribuídas entre quatro eixos – Estado, democracia e cidadania; Políticas Públicas e Avaliação; Dinâmicas de Planejamento e Orçamento Público; e Estratégia, Inovações e Tendências em Planejamento e Orçamento.
Oficinas, palestras e laboratórios de casos complementarão a formação dos profissionais, que terão papel estratégico na administração pública e poderão atuar em direção superior, assessoramento técnico especializado, supervisão de ações do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, elaboração e acompanhamento dos instrumentos de planejamento e orçamento e o desenvolvimento de inciativas de modernização e integração entre planejamento e orçamento.
