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Veadeiros investe na segurança dos frequentadores
Grupo de voluntários ensina técnicas de resgate e salvamento
Grupo de voluntários ensina técnicas de resgate e salvamento
Brasília (08/10/2015) – Um servidor do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e seis bombeiros militares acabam de participar de capacitação em técnicas verticais, incluindo resgate com maca, ministrada pelo Grupo Voluntário de Busca e Salvamento (GVBS) da Chapada dos Veadeiros e por técnicos da operadora Travessia Ecoturismo.
O treinamento foi dado no Espaço Infinito, que abriga o atrativo conhecido como Raizama, com seu profundo cânion no rio São Miguel, por condutores de visitantes especializados nesse tipo de resgate. Foram utilizados equipamentos adquiridos pelo parque com recursos do Projeto GEF Cerrado de 2014. A iniciativa teve o objetivo de garantir mais segurança aos frequentadores da unidade de conservação, principalmente em situações de emergência.
"A capacitação é parte dos esforços de preparação de bombeiros e servidores para atuar em casos emergenciais, já que a Chapada dos Veadeiros reúne atrativos turísticos em ambientes naturais públicos e privados com alto grau de periculosidade em função da geografia do local, como rios, cânions, cachoeiras, poços e morros pedregosos", disse o coordenador de Uso Público e Negócios do parque, Luiz Henrique Neves.
Além disso, segundo o coordenador, o quartel do Corpo de Bombeiros mais próximo da região onde fica a maioria dos atrativos está localizado a cerca de três horas de viagem de carro. "Quando há acidentes, são os voluntários do GVBS que dão o primeiro atendimento à vítima até a chegada do socorro especializado", ressaltou ele.
Falta de apoio
O GVBS da Chapada dos Veadeiros existe desde 1997 e teve seu auge em 2006, quando o Ministério do Turismo, por meio do Programa Aventura Segura, capacitou condutores de visitantes locais em uma grade diversificada de busca e salvamento, resgate em áreas remotas, orientação e navegação, atendimento de emergência pré-hospitalar, entre outros.
Nos últimos anos, houve grande desmobilização de voluntários e o grupo se enfraqueceu, restando poucos voluntários que sempre são chamados para este tipo de operação. Isso se deve, segundo o coordenador do parque, à falta de apoio financeiro para custear as operações de resgate, busca e salvamento, muitas vezes bancadas com recursos próprios dos voluntários, e, também, à obsolescência dos equipamentos.
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280