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ICMBIO RECEBE COMUNITÁRIOS DA AMAZÔNIA
Visitantes conheceram o funcionamento da autarquia
Visitantes conheceram o funcionamento da autarquia
Brasília (24/07/2014) – Lideranças comunitárias de Unidades de Conservação (UC) da região amazônica estiveram reunidas com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nesta sexta-feira (24/07). A atividade é parte do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (Liderar), que promove visitas a instituições que desenvolvem políticas públicas de regularização fundiária e de apoio a agroextrativistas, indígenas e ribeirinhos. O Liderar é uma iniciativa que o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) desenvolve em parceria com a Escola de Ativismo.
Para o assessor pedagógico, Henyo Barreto, o objetivo da visita era conhecer as responsabilidades e as atribuições do ICMBio como instituição e conhecer as políticas que o órgão executa diretamente ou coordena. "Como os comunitários têm muitas dúvidas e questionamentos a respeito tanto do papel do órgão, como dessas políticas, a gente achou importante que eles viessem diretamente e se relacionassem com os gestores públicos que têm essas responsabilidades", comentou.
Uma das representantes da comunidade agroextrativista Repartimento dos Pilões, localizada no entorno da Estação Ecológica do Jari, no Pará, Dilva Araújo, conta que a visita é muito importante porque muitas comunidades ainda não sabem o que é o ICMBio. "Aqui a gente está buscando entender melhor como funciona tudo, nós pensamos em criar uma Reserva Extrativista e esse é um dos motivos de eu estar aqui hoje, para entender como se dá esse processo e saber se o ICMBio poderá nos ajudar".
Ainda segundo Henyo, a ideia é que além de entender melhor o papel do órgão, a visita aproxime as comunidades dos gestores, fazendo com que eles se percebam como cidadãos e participantes ativos do processo para avançar nas reivindicações e demandas sociais.
No ICMBio, a Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades De Conservação (Disat) é a área responsável pela relação com as comunidades tradicionais que vivem em UCs. "É necessário o esforço de todos, tanto da instituição, quanto das comunidades, para que sejam discutidas novas propostas de trabalho e para que possamos encontrar soluções para os problemas, comentou o analista ambiental Carlos Eduardo dos Santos, da Coordenação de Proteção e Uso Sustentável (Coprod/Disat).