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Flona Palmares abriga espécie rara de ave
A araponga-do-nordeste era reconhecida apenas por seu canto
A araponga-do-nordeste era reconhecida apenas por seu canto
Sandra Tavares
ascomchicomendes@icmbio.gov.br
Brasília (16/02/2016) - Cinco exemplares da araponga-do-nordeste, espécie rara conhecida cientificamente como
Procnias averano
, foram avistados dia 13 de fevereiro, na
Floresta Nacional (Flona) de Palmares
, unidade de conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) localizada em Altos, Piauí.
Segundo os observadores, que vieram de Minas Gerais e Maranhão, eram quatro machos e uma fêmea. Fato de muita relevância, pois em outras áreas do Nordeste, onde há ocorrência da espécie, para visualizá-la chega-se a esperar até uma semana, muitas vezes sem sucesso pois a ave não aparece. Na Flona Palmares a espécie foi visualizada pela primeira vez há sete anos, na trilha da Sapucarana. O responsável pelo registro foi o fotógrafo, músico, guia local e voluntário Lucas Alencar.
A araponga-do-nordeste é uma espécie muito arisca, de canto peculiar por lembrar atividades de um ferreiro quando afia suas ferramentas. Sua presença na Unidade de Conservação é motivo de orgulho, pois a riqueza de sua biodiversidade é encontrada em poucos pontos do Nordeste. Um comportamento interessante da ave é que ela sempre canta no início das chuvas e depois desaparece no final delas, reaparecendo para anunciar o recomeço de novo período chuvoso no Piauí.
A ave é alvo de monitoramento contínuo, sistematizado por meio de anotações em relatórios de campo acerca do seu canto. “Contamos também com apoio da comunidade local e de visitantes para conservação da espécie”, destaca Gaspar da Silva Alencar, chefe da Flona Palmares.
A Flona Palmares é alvo de estudos e pesquisas que são autorizadas via
SISBio
realizadas por universidades locais e de outras regiões do Brasil. “Recentemente recebemos visitantes especialistas no bioma que nos colocaram que a Flona possui elevados índices de conservação”, frisa Gaspar. A UC é visitada por aves em rotas migratórias e é ponto de reprodução de outras espécies da fauna silvestre, como o canário e xexeu.
A Unidade de Conservação não conta com Plano de Manejo mas dispõe de um plano de gestão, monitoramento, controle, fiscalização e visitação, com embasamento metodológico e técnico-científico, a partir dos quais vem protegendo essa e as demais espécies existentes em sua área.
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280