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Diretor da UICN dá palestra no ICMBio
E defende áreas protegidas a serviço da sociedade
Ivanna Brito
ascomchicomendes@icmbio.gov.br
Brasília (07/10/2015) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recebeu nesta quarta-feira (7), em Brasília, o diretor de Áreas Protegidas da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), Trevor Sandwith. Durante palestra, ele apresentou os resultados do Congresso Mundial de Parques, realizado no ano passado, o documento "Compromisso de Sidney" e as tendências internacionais na gestão das áreas protegidas.
O presidente do ICMBio, Cláudio Maretti, que participou do evento, destacou a parceria com a UICN na avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. Ele disse que essa colaboração deve ser estendida às áreas protegidas. "Temos condições de dar esse mesmo enfoque às áreas protegidas já que a UICN, por meio da Comissão Mundial de Áreas Protegidas, reúne o conjunto mais importante de especialistas no mundo sobre este tema, da mesma forma que a Comissão de Sobrevivência de Espécies", ressaltou.
Avançar, e não não retroceder
Para Trevor Sandwith, é necessário avançar na questão das áreas protegidas, e não retroceder. "Deve-se implementar melhor e evitar a degradação e a desafetação das áreas, por exemplo. Devemos nos colocar a serviço da sociedade", afirmou.
O diretor destacou, ainda, a importância de relacionar as áreas protegidas a outros temas, mostrando ao governo, por exemplo, a importância dessas áreas em temas como mudanças climáticas, saúde e alimentos. "Devemos refletir sobre como fazer para colocar o nosso trabalho a serviço das outras agendas. Temos que convencer as pessoas da importância da biodiversidade e das áreas protegidas, fazendo com que a sociedade se engaje mais", disse ele.
Compromisso de Sidney
A última edição do Congresso Mundial de Parques da UICN foi realizada em 2014, em Sydney, na Austrália. Promovido desde 1962, é o único fórum mundial dedicado às áreas protegidas. O evento ocorre a cada dez anos, com a participação de diversos especialistas que discutem a situação das áreas protegidas. Trevor Sandwith coordenou a edição do ano passado, que teve como tema "Parques, pessoas e planeta, inspirando soluções".
Ao final do congresso, foi elaborado o documento "Compromsisso de Sydney", que reúne recomendações para que o desenvolvimento humano ocorra em harmonia com a conservação da natureza e os modos de vida tradicionais. Representantes de ONGs, lideranças comunitárias e indígenas, setor privado, academia e governos participaram da elaboração do documento.
Indicadores
Na sua explanação no ICMBio, Trevor apresentou os indicadores que compõem a carta: visão, enfoques inovadores, soluções e compromissos. "O documento não foi elaborado para criar um novo trabalho, mas para discutir como implementar melhor o que temos que fazer. Além disso, uma de suas principais mensagens é como usar as áreas protegidas para convencer as pessoas, mostrar que esses locais são parte da solução para o que a sociedade está tratando em outros temas. Com isso, engajá-los para que ocorra esse fortalecimento que esperamos", afirmou.
Livro Verde
Ainda com relação ao engajamento da sociedade, o diretor de Áreas Protegidas da UICN apresentou como uma das soluções para o alcance desse objetivo o Livro Verde. Enquanto o Livro Vermelho apresenta a lista das espécies ameaçadas de extinção, a proposta é que a versão verde reúna uma lista de áreas protegidas bem geridas para reconhecimento pela sociedade.
O diretor falou também sobre como o Livro Verde poderia ser utilizado para medir o alcance de metas e objetivos globais de biodiversidade, pois a lista apresentaria um conjunto de padrões reconhecidos internacionalmente. "Ao final, o que se busca não é apenas ter esses indicadores globais, mas tentar motivar por meio da possibilidade de alcançar uma lista verde, motivar a equipe, os parceiros, o orgulho de uma autoridade local. E, assim, gerar esse movimento positivo", afirmou Trevor.
Comunicação ICMBio
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