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Cepene recebe regata noturna Recife-Tamandaré
Evento não ocorria há 34 anos e foi reeditado com apoio do ICMBio
Evento não ocorria há 34 anos e reeditado com apoio do ICMBio
Brasília (08/03/2016) – Depois de 34 anos, foi reeditada no último fim de semana a regata noturna Recife-Tamandaré, em Pernambuco. A iniciativa foi da Frotilha Recifense de Vela Oceânica (Frevo) e teve o apoio do
Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene)
, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Os veleiros partiram do Recife, à meia-noite e cinco minutos do sábado (5), e o primeiro deles chegou a Tamandaré às 5h30, já com o sol iluminando o belo cenário da costa sul pernambucana. O evento teve ainda o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Prefeitura de Tamandaré, Instituto Recifes Costeiros e associação de turismo local.
Conservação e história
A Baia de Tamandaré é considerada o porto natural de conformação mais perfeita em Pernambuco, muito propícia para o abrigo de embarcações. Já no século XVIII, foi palco da construção do Forte Santo Inácio de Loyola e das batalhas entre holandeses e portugueses. Com mais de 300 anos, a estrutura do forte é composta pelos recifes de coral e óleo de baleia. Atualmente, passa por um processo de restauração.
O Cepene, a UFPE, o Instituto Recifes Costeiros e a Prefeitura ofereceram apoio logístico para a chegada dos barcos. Fixaram as boias de marcação da entrada da barra, cronometraram a chegada de cada uma das embarcações e mantiveram uma lancha de apoio durante todo o período da entrada dos veleiros na barra entre os recifes (daí a origem do nome Pernambuco, em Tupi, abertura no mar entre os recifes).
O Cepene disponibilizou ainda toda a sua estrutura de alojamento, cozinha e refeitório. Na noite do sábado, foi celebrada uma confraternização entre os velejadores e os convidados com premiações e homenagens.
A atividade náutica de vela em Pernambuco é muito tradicional. Tamandaré costuma receber veleiros, inclusive embarcações de outros países da Europa e América, que ficam aportados em frente à sede do Cepene.
Juntamente com a UFPE, o centro presta o apoios aos velejadores, como traslado à terra, fornecimento de água, energia para carregar as baterias, alojamento, entre outros requisitos necessários à manutenção das embarcações e à segurança dos velejadores, que, por sua vez, são potenciais parceiros na conservação da biodiversidade marinha da região.
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280