Turfeiras do Brasil em foco: ciência, povos, políticas e práticas
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Programação
14 de dezembro de 2026 | Dia 1
- 08h30 - 10h00: Credenciamento com café
- 10h00 - 10h40: Abertura
- 10h40 - 11h00: Conferência de abertura (Turfeiras como solução baseada na natureza para clima, água e biodiversidade)
- 11h00 - 11h20: Agenda global de turfeiras, Peatland Breakthrough e cooperação internacional
- 11h20 - 11h40: Discussão
- 12h00 - 14h00: Almoço
- 14h00 - 14h20: Sessão 1 | Estado do conhecimento sobre turfeiras no Brasil
- 14h20 - 14h40: Sessão 1 | Biodiversidade associada às turfeiras
- 14h40 - 15h00: Sessão 1 | Importância hidrológica e segurança hídrica
- 15h00 - 15h20: Sessão 1 | Conhecimento tradicional associado às turfeiras
- 15h20 - 15h45: Sessão 1 | Reconstituição paleoambiental
- 15h45 - 16h05: Sessão 1 | Discussão
- 16h05 - 16h30: Café
- 16h30 - 16h55: Sessão 1 | Turfeiras do Bioma Cerrado
- 16h55 - 17h15: Sessão 1 | Os desafios do combate a incêndios em turfeiras.
- 17h15 - 17h35: Discussão | Lacunas de conhecimento e prioridades de pesquisa
- 17h35 - 18h00: Síntese do dia 1
15 de dezembro de 2026 | Dia 2
- 08h45 - 09h05: Sessão 2 | Inventário Nacional de Áreas Úmidas - avanços e expectativas para 2027
- 09h05 - 09h25: Sessão 2 | Mapeamento das áreas úmidas na Amazônia
- 09h25 - 09h45: Sessão 2 | Mapeamento das turfeiras - do campo ao espaço
- 09h45 - 10h05: Sessão 2 | Estoques, fluxos de carbono e fatores de emissão
- 10h05 - 10h20: Café
- 10h20 - 10h45: Sessão 2 | O Cerrado que seca por dentro-produção de dados geoespaciais para análise das perdas hídricas e arenização das veredas do Sistema Aquífero Urucuia
- 10h45 - 11h05: Discussão | Elementos de um sistema nacional de inventário e monitoramento de turfeiras
- 11h05 - 11h25: Sessão 3 | Princípios de restauração hidrológica de turfeiras
- 11h25 - 11h45: Sessão 3 | Reumedecimento e recuperação da vegetação
- 11h45 - 12h05: Sessão 3 | Turfeiras dos Sítios Ramsar e das Áreas Protegidas
- 12h05 - 12h25: Discussão | Escala, critérios e áreas prioritárias para conservação e restauração de turfeiras
- 12h25 - 14h00: Almoço
- 14h00 - 14h20: Sessão 4 | Caminhos nacionais para integrar turfeiras às políticas climáticas e de Biodiversidade
- 14h20 - 14h45: Sessão 4 | Fundos climáticos e cooperação internacional: GEF, GIZ/IKI e outros
- 14h45 - 15h20: Discussão | Como financiar a agenda brasileira de turfeiras
- 15h20 - 15h50: Café
- 15h50 - 17h30: Grupos de trabalho | GT1 Pesquisa, restauração e conhecimentos tradicionais; GT2 Inventário e mapeamento; GT3 Conservação e políticas públicas. Definição de prioridades, responsáveis e propostas para o documento final.
16 de dezembro de 2026 | Dia 3
- 08h30 - 08h40: Síntese do dia 2 e organização da manhã
- 08h40 - 09h30: Plenária dos grupos de trabalho | Apresentação dos três GTs e discussão das recomendações
- 09h30 - 10h00: Café
- 10h00 - 10h30: Governança e cooperação | Subsídios para elaboração de uma Estratégia Nacional de Conservação, Restauração e Uso sustentável de turfeiras
- 10h30 - 11h00: Encaminhamentos | Roteiro para a elaboração de uma Estratégia Nacional para Conservação, Restauração e Uso sustentável de Turfeiras do Brasil: responsabilidades e próximos passos
- 11h00 - 11h30: Encerramento
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Informações úteis
Organização
Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade e Restauração Ecológica (CBC/ICMBio); GIZ; Wetlands International Brasil; Mupan - Mulheres em Ação no Pantanal; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Greifswald Mire Centre (GMC).
Contexto e justificativa
As turfeiras são ecossistemas úmidos com solos que acumulam matéria orgânica e carbono por longos períodos. Sua conservação contribui para a mitigação das mudanças climáticas e para a manutenção da biodiversidade e das funções hidrológicas. A drenagem, a degradação e os incêndios podem comprometer esses estoques e ampliar as emissões de gases de efeito estufa. 0
No Brasil, a diversidade e a distribuição desses ambientes ainda demandam inventários, validação de campo e monitoramento integrado. Conhecer os estoques e fluxos de carbono, a hidrologia, a biodiversidade e as pressões de uso é essencial para orientar a conservação, a restauração e o planejamento climático.
O relatório final da Agenda de Ação da COP30, realizada em Belém em 2025, inclui, em sua seção de implementação de soluções baseadas na natureza, o marco científico de metas globais e princípios orientadores para turfeiras desenvolvido pelo Peatland Breakthrough. O documento associa proteção, restauração, reumedecimento e uso sustentável à mitigação e à resiliência climática.
A oficina pretende traduzir esse reconhecimento internacional em prioridades para o contexto brasileiro, articulando pesquisa, políticas públicas, gestão territorial e participação social. Sua principal contribuição será subsidiar a elaboração de uma Estratégia Nacional de Conservação, Restauração e Uso Sustentável das Turfeiras do Brasil.
Unidades de conservação e turfeiras
As unidades de conservação podem proteger turfeiras e os processos hidrológicos que sustentam seus estoques de carbono, sua biodiversidade e suas funções ecológicas. Essa proteção depende também da integridade das bacias de contribuição e da prevenção de pressões no entorno, como
drenagem, alterações no uso da terra e incêndios. O inventário desses ambientes nas unidades de conservação é uma prioridade para reconhecer sua ocorrência, avaliar ameaças e orientar o manejo.As unidades de conservação também oferecem oportunidades para pesquisa, monitoramento de longo prazo e experiências de restauração hidrológica. A oficina deverá discutir como incorporar as turfeiras aos planos de manejo, ao manejo integrado do fogo e às ações de restauração, incluindo sua articulação com o Programa RESTAURA ICMBio. Nas unidades que integram Sítios Ramsar, essa agenda poderá fortalecer a conservação das áreas úmidas de importância internacional. O trabalho deve integrar gestores, centros de pesquisa, parceiros científicos e comunidades, respeitando os objetivos de cada categoria de unidade.
Povos indígenas, populações tradicionais e turfeirasOs povos indígenas e as populações tradicionais mantêm relações culturais, sociais e de subsistência com os territórios onde ocorrem turfeiras. Seus conhecimentos sobre a água, os solos, a vegetação e as mudanças ambientais podem contribuir para o inventário, o monitoramento, a conservação e a restauração desses ecossistemas. A construção da estratégia nacional deve valorizar esses saberes, promover o diálogo com a ciência e assegurar a participação efetiva desses povos e comunidades na definição de prioridades e ações, respeitando seus direitos, seus modos de vida e suas formas próprias de organização.
Objetivos da oficina
Objetivo geral
Subsidiar a elaboração de uma estratégia nacional para a conservação, a restauração e o uso sustentável das turfeiras brasileiras, fortalecendo sua integração à política climática e às agendas de biodiversidade e segurança hídrica.
Objetivos específicos
- Discutir a contribuição das turfeiras para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas.
- Avaliar o conhecimento disponível e identificar lacunas de inventário, mapeamento, pesquisa e monitoramento.
- Definir prioridades de conservação, restauração hidrológica e uso sustentável.
- Identificar caminhos de integração ao Plano Clima, às NDCs e à contabilidade de gases de efeito estufa.
- Fortalecer a cooperação científica e institucional e formular encaminhamentos para a estratégia nacional.
Participação e metodologia
A oficina reunirá representantes de órgãos públicos, instituições de pesquisa, universidades, organizações da sociedade civil, cooperação internacional e povos indígenas e comunidades tradicionais, buscando integrar conhecimentos científicos e experiências territoriais.
Ciência e diagnóstico: Palestras e debates apresentarão o conhecimento disponível sobre a distribuição das turfeiras, os estoques e fluxos de carbono, a biodiversidade, a dinâmica hídrica e os efeitos da degradação e dos incêndios.
Políticas públicas e cooperação: As sessões discutirão instrumentos climáticos e de biodiversidade, governança, financiamento e cooperação internacional, com atenção às responsabilidades institucionais e às condições de implementação no Brasil.
Grupos de trabalho: Propõem-se três grupos: (1) pesquisa e restauração; (2) inventário e mapeamento; e (3) conservação e políticas públicas. Cada grupo deverá indicar prioridades, ações, possíveis responsáveis, parceiros, prazos indicativos e indicadores de acompanhamento.
Produtos esperados
Os produtos propostos serão discutidos e validados em plenária, com registro de consensos, divergências e lacunas de informação.
- Síntese do conhecimento disponível e das lacunas prioritárias.
- Matriz de ações prioritárias para subsidiar a estratégia nacional.
- Recomendações para integrar turfeiras aos instrumentos climáticos e de biodiversidade.
- Agenda de cooperação, capacitação e mobilização de recursos.
- Relatório da oficina e proposta de encaminhamentos para continuidade dos trabalhos.
Continuidade
Propõe-se consolidar os resultados em documento técnico e pactuar um mecanismo de acompanhamento entre as instituições participantes. Responsabilidades, prazos e forma de coordenação deverão ser definidos durante a oficina.
Programação preliminar e a nota conceitual
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