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Ibama coordena resgate, cuidado e destinação de primatas da Amazônia em ação de conservação da fauna
O sauim-de-coleira chegou ao Cetas com graves ferimentos e sofreu amputação de membros para sobreviver - Foto: Ibama/AM
Manaus/AM (03/02/2025) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Amazonas (Cetas-AM), coordenou mais uma importante ação de cuidado e conservação da fauna silvestre brasileira, viabilizando a destinação adequada de dois primatas resgatados na Amazônia para instituições especializadas no Sudeste do país.
Com o apoio do programa Avião Solidário da LATAM, um sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie criticamente ameaçada de extinção, foi transportado de Manaus para o Rio de Janeiro, enquanto uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha (Ateles paniscus) seguiu para Minas Gerais. O transporte aéreo gratuito foi fundamental para garantir o bem-estar dos animais, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento e evitando longas viagens terrestres, que poderiam gerar estresse e riscos à saúde.
Desde o resgate até a destinação final, os animais estiveram sob os cuidados técnicos do Ibama. No Cetas-AM, receberam atendimento veterinário, acompanhamento biológico e manejo especializado, seguindo critérios técnicos que avaliam o estado de saúde, o comportamento e as possibilidades de conservação de cada indivíduo.
O sauim-de-coleira, espécie endêmica da região de Manaus e uma das mais ameaçadas do mundo, foi encontrado gravemente ferido e abandonado em uma área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), sendo resgatado em junho de 2025. O animal apresentava lesões severas, com indícios de choque elétrico, além de áreas do corpo necrosadas. Em razão da gravidade do quadro clínico, foi submetido a procedimento cirúrgico para a retirada do braço esquerdo e da cauda. Após meses de cuidados intensivos no Cetas-AM, avaliações técnicas indicaram que o sauim não teria condições de sobreviver em ambiente natural, motivo pelo qual foi destinado ao Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), instituição vinculada ao Plano de Ação Nacional (PAN) da espécie, onde poderá contribuir para ações de conservação e manejo populacional.

- Fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha foi resgatada após ter sido mantida ilegalmente em cativeiro doméstico - Foto: Ibama/AM
Já a fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha foi resgatada em maio de 2025, após ter sido mantida ilegalmente em cativeiro doméstico como animal de estimação. Embora a espécie não esteja atualmente ameaçada de extinção, consta na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites). Após o período de reabilitação no Cetas-AM, o animal foi destinado ao Santuário Onça Pintada, em Minas Gerais, criadouro conservacionista autorizado, onde passa a viver em ambiente adequado à espécie.
Sempre que viável, após avaliações criteriosas de biólogos e médicos-veterinários do Ibama, animais silvestres resgatados são preparados para reintrodução à natureza ou destinados a instituições capacitadas. O trabalho realizado pelos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama é essencial para garantir não apenas o resgate, mas também o cuidado, a recuperação e a destinação responsável da fauna silvestre em todo o país.
Assessoria de Comunicação Social do Ibama
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