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XI REUNIÃO DE CONSELHEIROS DE SEGURANÇA NACIONAL DO BRICS
O Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) liderou a delegação brasileira que participou, neste 24/8/21, da XI Reunião de Assessores de Segurança Nacional do BRICS ( NSAs , na sigla em inglês).
A atividade, que reúne anualmente autoridades de nível ministerial de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul responsáveis por temas de segurança institucional, propiciou intercâmbio de opiniões sobre ameaças diversas em escala global, regional e nacional. A reunião foi realizada por videoconferência.
A reunião foi presidida pelo NSA da Índia, Ajit Doval, que enfatizou a relevância do foro como espaço para a promoção do diálogo entre autoridades de alto nível de todos os membros do BRICS. Destacou, a propósito, o lema da presidência indiana ao longo deste ano em que se celebra uma década e meia da constituição do grupo: “BRICS@15: Cooperação para a Continuidade, a Consolidação e o Consenso”.
Também estiveram na pauta de discussões a cooperação entre órgãos policiais e serviços de inteligência, a cooperação estratégica na área de saúde e a revisão dos resultados de recentes reuniões dos grupos de trabalho do BRICS dedicados ao combate ao terrorismo e à segurança no uso das tecnologias de informação e comunicação. Celebrou-se a aprovação, por consenso, de plano de ação para a implementação da “Estratégia do BRICS de Combate ao Terrorismo”, que havia sido acordada no ano passado.
A delegação brasileira contou com a participação de diversos oficiais generais do GSI/PR e da assessoria diplomática do órgão, além de membros da ABIN. Também integraram a representação brasileira, servidores de outras entidades da Administração Federal, como o Ministério da Defesa, o Itamaraty e a Polícia Federal.
Em suas intervenções, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira apresentou percepções nacionais a respeito de diferentes assuntos da pauta internacional, como a questão climática, os desafios da pandemia de COVID-19, o terrorismo e o crime organizado transnacional. Enfatizou o compromisso do Brasil com a democracia e registrou as preocupações do país com a crise migratória decorrente da situação na Venezuela. Reiterou, por fim, expectativa de que os países do BRICS possam perseverar na busca de iniciativas que lhes permitam conjugar esforços para combater ameaças comuns.
A reunião de NSAs do BRICS tradicionalmente ocorre poucas semanas antes da cúpula presidencial que, todos os anos, marca o fim da presidência pro tempore do agrupamento exercida por um dos cinco países, em sistema de rotação que segue a ordem das letras que conformam a sigla do agrupamento. Em 9 de setembro próximo, a Índia transmitirá à China o comando do bloco.