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Reunião Ministerial Brasil-Finlândia sobre Segurança Cibernética Culmina com Assinatura de Memorando de Cooperação
Em 9/11/2021, o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), General Augusto Heleno, recebeu em seu gabinete, a pedido, comitiva do governo da Finlândia liderada pelo ministro de Desenvolvimento e Comércio Exterior, Ville Skinnari.
As autoridades abordaram diferentes aspectos das relações fino-brasileiras, em especial as ameaças atuais à segurança cibernética e a tecnologia “5G” em contexto geopolítico de crescentes tensões também no ambiente virtual. O ministro Skinarri apresentou elementos da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética da Finlândia, ao passo que o General Augusto Heleno aludiu a iniciativas do GSI/PR nesse setor, como a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética.
Ao fim da audiência, os ministros celebraram Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Área de Segurança Cibernética, que estabelece as bases para diferentes inciativas bilaterais, como a troca de informações sobre incidentes no ambiente virtual, intercâmbio de experiências na formulação de políticas públicas e regulamentos, além de ações de capacitação de técnicos, troca de conhecimentos entre especialistas e conscientização da sociedade sobre riscos “online”.
Brasil e Finlândia têm mantido vínculos cordiais e pragmáticos desde o estabelecimento formal das relações diplomáticas em 1929. Na agenda bilateral, predominam tradicionalmente temas positivos e há interesse mútuo em expandir a cooperação em áreas estratégicas. Ambos os países compartilham preocupações com ataques cibernéticos e possíveis interferências em processos eleitorais.
A economia finlandesa possui notável característica inovadora. A Universidade de Oulu, por exemplo, tem sediado discussões sobre padrões de telecomunicações para 2030 (tecnologia “6G”), que contam com a participação de pesquisadores brasileiros. O Brasil, por sua vez, tem feito grandes esforços para ampliar a segurança no espaço cibernético, o que permitiu ao país avançar 53 posições na mais recente edição do Índice Global de Segurança Cibernética elaborado anualmente pela União Internacional de Telecomunicações, tornando-se, segundo aquela agência da ONU, o 3º país das Américas com mais segurança digital e o 18º no mundo.