Guia unificado de Inteligência Artificial para o Setor Público
Entenda o ciclo de vida de uma solução de IA — da ideia à operação. Para gestores, técnicos e órgãos de controle.
O que é
A adoção de Inteligência Artificial nos serviços públicos exige decisões que vão muito além da tecnologia. O GuIA é um roteiro criado para apoiar as pessoas envolvidas em projetos de IA, de gestores a desenvolvedores.
Ele orienta todo o ciclo de vida da solução (da ideia à desativação), ajudando a avaliar riscos, ética e segurança. Além disso, traz clareza ao diferenciar o desenvolvimento do núcleo da IA (modelos e dados) da construção do aplicativo final (chatbots, assistentes), aplicando-se a qualquer tecnologia, de Machine Learning à IA Generativa.
Como usar este guia
Este Guia funciona como roteiro de orientação para o desenvolvimento de qualquer solução de IA, para todos os envolvidos (desde o demandante até o sustentador), com direcionamentos específicos por perfil de atuação, indicando o que precisa ser complementado, quais controles devem ser revisados e como proceder até a desativação de uma solução já em operação.
As etapas podem ser executadas em sequência ou de forma mais flexível, com ajustes no caminho, conforme as necessidades, os recursos disponíveis e o grau de maturidade de cada organização. Para apoiar o desenvolvimento técnico de soluções específicas, o guia inclui caixa de ferramentas que orientam a equipe técnica com atividades e recomendações específicas para a implementação prática da solução conforme a abordagem tecnológica de IA.
Alta Administração
Visão executiva · classificação de risco · decisões-chave
Gestores de Projeto
Fases do Guia · riscos · indicadores · Matriz RACI
Equipes Técnicas
Pipeline de IA · arquitetura · testes · MLOps
Órgãos de Controle
Governança · conformidade · evidências · LGPD
Ciclo de vida de soluções de IA
O GuIA está organizado em 7 etapas que representam o ciclo de vida completo de uma solução de IA — da ideação à desativação. Cada etapa é dividida em fases com entregáveis esperados, pontos de decisão e Matrizes RACI. O avanço entre fases depende sempre de aprovação pelos decisores indicados na Matriz RACI.
Consiste em mapear e selecionar problemas do serviço público com real potencial de gerar valor e impacto por meio da IA. O foco é aprofundar o diagnóstico das necessidades e priorizar as soluções mais estratégicas, garantindo o alinhamento com as diretrizes federais e a viabilidade dos dados disponíveis.
Identificação de necessidades (orgânicas ou estruturadas), apuração inicial, alinhamento estratégico e priorização via questionário padronizado.
- Demandante: (R) Identifica desafios internos, preenche o ONEPAGE sobre o desafio, estabelece o alinhamento estratégico, realiza a análise de impacto e priorização interna e (A) aprova a análise de disponibilidade dos dados.
- Alta Gestão: (A) Aprova a identificação interna de desafios, o preenchimento do ONEPAGE, o estabelecimento de alinhamento estratégico e a análise de impacto e priorização interna.
- Curador de Dados: (R) Executa a análise de disponibilidade dos dados; (C) é consultado na identificação de desafios, preenchimento do ONEPAGE, estabelecimento de alinhamento estratégico e análise de impacto.
- Gestor de TIC: (C) É consultado na identificação interna, no preenchimento do ONEPAGE, na análise de disponibilidade dos dados e na análise de impacto e priorização; (I) é informado do estabelecimento de alinhamento estratégico.
Geração de hipóteses, desenho da arquitetura de alto nível, avaliação preliminar de dados e de risco ético (AIE), culminando no Estudo Técnico Preliminar (ETP).
- Demandante: (A) Aprova a avaliação de dados, a AIE (Avaliação de Impacto Ético) e a identificação de riscos e barreiras; (R) é responsável por elaborar o ETP e decidir o envolvimento do NIA.
- Gestor de TIC: (R) É responsável por elaborar o ETP, realizar a avaliação de dados, realizar a AIE e identificar os riscos; (C) é consultado na decisão de envolvimento do NIA.
- Alta Gestão: (A) Aprova a decisão de envolvimento do NIA e o ETP; (I) é informada sobre o AIE; (C) é consultada na identificação de riscos e barreiras.
- Curador de Dados: (C) É consultado na elaboração do ETP, na avaliação de dados, na AIE, na identificação de riscos e na decisão de envolvimento do NIA.
- ETDP (Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais): (C) É consultado na elaboração do ETP (Estudo Técnico Preliminar), na avaliação de dados, na AIE e na identificação de riscos.
- Gestor de Segurança da Informação: (C) É consultado na elaboração do ETP, na identificação de riscos e na decisão de envolver o NIA.
Análise sob a perspectiva do Governo Federal, focada na viabilidade técnica e impacto para o setor público. Se houver um processo seletivo de soluções, a fase de validação pelo NIA tem como objetivo principal apoiar a validação e a priorização dos desafios sob a perspectiva do Governo Federal. Esta fase somente é realizada nos casos em que houver um processo seletivo de soluções no qual o NIA deva apoiar.
- Demandante: (R) É responsável pela execução da validação do desafio.
- NIA: (A) Aprova a validação do desafio.
- Curador de Dados: (C) É consultado na validação do desafio.
- Gestor de TIC: (C) É consultado na validação do desafio.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a validação do desafio.
Seleção de especialista ou entidade (interna ou externa) capaz de conduzir as dinâmicas de estruturação com visão sistêmica.
- Demandante: (R) É o responsável executor da definição do facilitador.
- NIA: (C) É consultado (se necessário para apoio) na definição do facilitador.
- Curador de Dados: (I) É informado sobre a definição do facilitador.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a definição do facilitador.
- Gestor de TIC: (A) É autoridade que aprova sobre a definição do facilitador.
É a etapa de diagnóstico aprofundado do problema para desenhar uma solução viável. Nela, avaliam-se os riscos técnicos e éticos, define-se a viabilidade financeira (estratégia de produzir internamente ou comprar no mercado — Make or Buy), esboça-se a arquitetura inicial e planeja-se a experimentação por meio de um Produto Mínimo Viável (MVP).
Mapeamento de processos e dores, aplicação de metodologias (ex: Design Thinking) para desenhar e validar a proposta de MVP.
- Demandante: (A) Aprova a definição da necessidade de parcerias (Make or buy) e a construção da proposta de MVP.
- Gestor de TIC: (R) É responsável pela definição da necessidade de parcerias; (C) é consultado na construção de proposta de MVP.
- Facilitador: (R) É responsável pela construção da proposta de MVP.
- Curador de Dados: (C) É consultado na definição de parcerias e na construção do MVP.
- Alta Gestão: (I) É informada da definição de necessidade de parcerias; (C) é consultada na construção de proposta de MVP.
- NIA: (C) É consultado na definição de necessidade de parcerias (quando houver processo seletivo); (I) é informado da construção da proposta de MVP.
Definição da estratégia Make or Buy, com identificação e contratação dos parceiros de desenvolvimento e operação.
- Demandante: (A) Aprova a definição da parceria.
- Gestor de TIC: (R) É responsável pela definição da parceria.
- Curador de Dados: (I) É informado sobre a definição da parceria.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a definição da parceria.
- NIA: (C) É consultado (caso acionado pelo demandante) na definição da parceria.
Detalhamento técnico dos ativos de dados (custos, segurança, LGPD) e realização da AIE completa.
- Curador de Dados: (R) Executa o detalhamento dos dados, verifica o nível de segurança, consolida o relatório de análise e realiza a AIE complementar; (R/A) é responsável executor e aprova a formalização de acesso aos dados.
- Demandante: (A) Aprova a formalização de acesso aos dados e a consolidação do relatório de análise; (C) é consultado na verificação de nível de segurança e na AIE complementar; (I) é informado no detalhamento dos dados.
- Alta Gestão: (A) Aprova a AIE complementar; (I) é informada no detalhamento dos dados, verificação de segurança, formalização de acesso e relatório de análise.
- ETDP: (A) Aprova a verificação do nível de segurança; (I) é informado no detalhamento de dados e na AIE complementar; (C) é consultado na formalização de acesso e no relatório de análise.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova a verificação de nível de segurança; (C) é consultado na formalização de acesso e na consolidação do relatório de análise; (I) é informado na AIE complementar.
- Gestor de TIC: (C) É consultado em todas as atividades desta fase.
- NIA: (I) É informado sobre a AIE complementar via sistema de organização.
- Executor: (I) É informado em todas as atividades da fase.
- Sustentador: (I) É informado em todas as atividades da fase.
Desenho conceitual, seleção de tecnologias, análise de reuso de componentes e definição de padrões de segurança e observabilidade.
- Gestor de TIC: (A) Aprova o desenho conceitual da solução de IA e a abordagem técnica.
- Executor: (R) É responsável por elaborar o desenho conceitual da solução e a abordagem técnica.
- Demandante: (I) É informado sobre o desenho conceitual.
- Curador de Dados: (C) É consultado na elaboração do desenho conceitual.
- ETDP: (C) É consultado na elaboração do desenho conceitual.
- Gestor de Segurança da Informação: (C) É consultado na elaboração do desenho conceitual.
- Sustentador: (C) É consultado no desenho conceitual e na abordagem técnica.
Levantamento de recursos (tecnológicos/humanos), apuração de custos totais e análise orçamentária.
- Demandante: (A) Aprova a apuração de recursos e custos; (R) é responsável pela análise orçamentária.
- Executor: (R) É responsável por apurar os recursos e custos; (C) é consultado na análise orçamentária.
- Alta Gestão: (A) Aprova a análise orçamentária; (C) é consultada na apuração de recursos e custos.
- Sustentador: (C) É consultado na apuração de recursos e custos e na análise orçamentária.
- Curador de Dados: (C) É consultado na apuração de recursos e custos; (I) é informado sobre a análise orçamentária.
- Gestor de TIC: (C) É consultado na apuração de recursos e custos e na análise orçamentária.
- ETDP: (C) É consultado na apuração de recursos e custos.
- Gestor de Segurança da Informação: (C) É consultado na apuração de recursos e custos.
- NIA: (I) É informado sobre a análise orçamentária via sistema.
Mapeamento detalhado de riscos (dados, tecnologia, regulação) e criação de um plano de mitigação robusto.
- Demandante: (A) Aprova o mapeamento de riscos; (R) é responsável por formalizar o pedido de dados; (C) é consultado na criação do plano de mitigação; (I) é informado sobre a avaliação de risco ético total.
- Executor: (R) É responsável pelo mapeamento de riscos, pela avaliação do risco ético total e pela criação do plano de mitigação; (C) é consultado na formalização do pedido de dados.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova o mapeamento de riscos e a criação do plano de mitigação; (I) é informado sobre o risco ético total e o pedido de dados.
- Comitê de IA - Ética: (A) Aprova a avaliação do risco ético total e a criação do plano de mitigação; (C) é consultado no mapeamento de riscos.
- Curador de Dados: (A) Aprova a formalização do pedido de dados; (C) é consultado no mapeamento de riscos e no plano de mitigação; (I) é informado do risco ético total.
- Gestor de TIC: (C) É consultado no mapeamento de riscos e no plano de mitigação; (I) é informado sobre o risco ético total e o pedido de dados.
- ETDP: (C) É consultado no mapeamento de riscos e no plano de mitigação; (I) é informado sobre o risco ético total e o pedido de dados.
- Sustentador: (C) É consultado no mapeamento de riscos, na avaliação de risco ético, no plano de mitigação e na formalização do pedido de dados.
- RSGI (Responsável Setorial pela Gestão de Integridade): (C) É consultado no mapeamento de riscos, na avaliação do risco ético e no plano de mitigação.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a avaliação do risco ético total.
- NIA: (I) É informado sobre o mapeamento de riscos via sistema.
Refinamento do baseline, estabelecimento de métricas de sucesso (KPIs), thresholds e cronograma macro
- Demandante: (R) Define as métricas de sucesso; (A) aprova a proposta de experimentação e o relatório final.
- Executor: (R) Elabora a proposta de experimentação e consolida o relatório final; (R) atua como responsável na definição das métricas de sucesso.
- Alta Gestão: (A) Aprova a definição das métricas de sucesso; (I) é informada sobre a proposta de experimentação.
- Gestor de TIC: (C) É consultado na elaboração da proposta de experimentação e na consolidação do relatório final.
- Sustentador: (C) É consultado na definição das métricas de sucesso e na consolidação do relatório final; (I) é informado sobre a proposta de experimentação.
- Curador de Dados: (I) É informado na elaboração da proposta de experimentação e na consolidação do relatório final.
- Gestor de Segurança da Informação: (C) É consultado na proposta de experimentação; (I) é informado sobre as métricas de sucesso e o relatório final.
- RSGI: (I) É informado sobre a proposta de experimentação e o relatório final.
- ETDP: (I) É informado sobre a proposta de experimentação.
- CISC: (I) É informado sobre a proposta de experimentação.
- NIA: (I) É informado sobre a consolidação do relatório final.
Consiste no desenvolvimento de protótipos e na realização de testes rigorosos em ambiente isolado para validar o desempenho do modelo, a segurança e as hipóteses técnicas. Essa etapa é crucial para confirmar se a solução atinge os critérios de sucesso definidos antes de se investir na implementação definitiva.
Elaboração do plano de experimentação, definição de histórias de usuário e métricas técnicas específicas.
- Executor: (R) É responsável por especificar casos de uso, definir métricas e definir as premissas de segurança e privacidade.
- Demandante: (A) Aprova a especificação dos casos de uso; (I) é informado sobre as premissas de segurança e privacidade.
- Sustentador: (A) Aprova a definição das métricas da solução; (C) é consultado nas premissas de segurança e privacidade; (I) é informado sobre os casos de uso.
- ETDP: (A) Aprova as premissas de segurança e privacidade; (I) é informado sobre os casos de uso e métricas.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova as premissas de segurança e privacidade; (I) é informado sobre casos de uso e métricas.
- Curador de Dados: (C) É consultado em todas as atividades desta fase.
- CISC: (C) É consultado sobre as premissas de segurança e privacidade; (I) é informado sobre os casos de uso.
- RSGI: (C) É consultado sobre as premissas de segurança e privacidade; (I) é informado sobre os casos de uso.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre as premissas de segurança e privacidade.
- Gestor de TIC: (I) É informado sobre as premissas de segurança e privacidade.
Configuração do ambiente, análise exploratória, treinamento/ajuste de modelos e verificação de qualidade dos resultados.
- Executor: (R) É responsável pela estruturação do ambiente e pela análise exploratória; (R/A) é responsável e aprova a seleção de modelos.
- Gestor de TIC: (A) Aprova a estruturação do ambiente; (I) é informado na análise exploratória.
- Curador de Dados: (A) Aprova a análise exploratória; (I) é informado na seleção de modelos.
- ETDP: (C) É consultado na estruturação do ambiente; (I) é informado na seleção de modelos e na análise exploratória.
- Sustentador: (C) É consultado na estruturação do ambiente; (I) é informado na seleção de modelos e na análise exploratória.
- Demandante: (I) É informado sobre a estruturação de ambiente e a análise exploratória.
- Alta Gestão: (I) É informada na análise exploratória.
- Gestor de Segurança da Informação: (I) É informado sobre a estruturação de ambiente.
- CISC: (I) É informado na estruturação do ambiente.
- RSGI: (I) É informado na estruturação do ambiente.
- NIA: (I) É informado na estruturação de ambiente via sistema.
Testes de performance, robustez (ex: contra prompt injection) e análise de sustentabilidade econômica.
- Executor: (R) É responsável por definir métricas e estórias, validar segurança e analisar viabilidade econômica; (R/A) é responsável executor e aprova a execução dos experimentos e treino.
- Demandante: (A) Aprova a definição de métricas e estórias, e a análise de viabilidade econômica; (C) é consultado na validação de segurança e compliance; (I) é informado na execução de experimentos.
- ETDP: (A) Aprova a validação de segurança e compliance; (I) é informado na definição de métricas e na análise de viabilidade econômica.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova a validação de segurança e compliance; (I) é informado na viabilidade econômica.
- Sustentador: (C) É consultado na execução de experimentos e na viabilidade econômica; (I) é informado na definição de métricas e na validação de segurança.
- Curador de Dados: (C) É consultado na definição de métricas, na execução de experimentos, na validação de segurança e na análise de viabilidade econômica.
- CISC: (C) É consultado na validação de segurança e compliance.
- RSGI: (C) É consultado na validação de segurança e compliance.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a viabilidade econômica.
- NIA: (I) É informado sobre a análise de viabilidade econômica via sistema.
Foca na construção da camada aplicacional (a "casca"), montagem da infraestrutura final e integração da IA ao ambiente de produção. Nesta etapa, realiza-se o desenho detalhado da arquitetura, seguido de testes integrados e testes de segurança fim a fim para garantir a validação definitiva do sistema.
Definição da estrutura segura (camadas, criptografia, RBAC, secrets management) e plano de privacidade.
- Executor: (R) É responsável por definir a arquitetura segura, preparar infraestrutura/pipelines e executar testes de segurança e carga.
- Sustentador: (C) É consultado na arquitetura segura.
- Gestor de TIC: (C) É consultado na arquitetura segura.
- ETDP: (A) Aprova a arquitetura segura.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova a arquitetura segura.
- CISC: (C) É consultado na arquitetura segura.
- RSGI: (C) É consultado na arquitetura segura.
- Demandante: (I) É informado sobre a arquitetura e o design definidos para a solução.
- Curador de Dados: (C) É consultado na definição de arquitetura segura.
Preparação da infraestrutura de dados/integração, pipeline de retreino e dashboards de controle.
- Executor: (R) É responsável pela preparação da infraestrutura de dados/integração, pipeline de retreino e dashboards de controle.
- Gestor de TIC: (A) É responsável pela aprovação.
- ETDP: (C) É consultado na preparação de infra/pipelines.
- Gestor de Segurança da Informação: (C) É consultado nos aspectos de segurança da infraestrutura e pipelines.
- Sustentador: (C) É consultado na preparação de infra/pipelines.
- RSGI: (I) É informado na infra/pipelines.
- Curador de Dados: (I) É informado na preparação de infra.
- Demandante: (I) É informado sobre o progresso da construção e infraestrutura.
- CISC: (I) É informado na infra/pipelines.
Testes integrados, testes de carga, testes de segurança (Red Team) e formalização da gestão de mudanças (GMUD).
- Executor: (R) É responsável pelos testes de segurança e carga; (C) é consultado no plano de rollout.
- Sustentador: (R) É responsável pela elaboração do plano de rollout (GMUD); (C) é consultado nos testes.
- ETDP: (C) é consultado na preparação do plano de rollout; (I) é informado sobre testes.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) aprova o plano de rollout e testes de segurança e carga.
- Gestor de TIC: (A) Aprova os testes de segurança e o plano de rollout.
- CISC: (R) É responsável pelos testes de segurança e carga; (I) é informado no plano de rollout.
- RSGI: (I) é informado nos testes e no plano de rollout.
- Demandante: (C) É consultado no plano de rollout; (I) é informado nas demais atividades.
- Curador de Dados: (I) É informado na preparação de testes e plano de rollout.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre o plano de rollout.
- NIA: (I) É informado sobre o plano de rollout via sistema.
É a colocação da solução em operação real para os usuários finais de forma segura e controlada. Esta etapa consolida a entrada em produção mediante a validação da gestão de mudança (GMUD), garantia de estabilidade do ambiente, entrega dos manuais operacionais (runbooks) e assinatura do termo de aprovação final (Go-Live) para a transferência oficial da solução à equipe de operação.
- Sustentador: (R) É responsável pela execução do rollout (GMUD).
- Executor: (R) É responsável pela execução do rollout (GMUD).
- Demandante, Gestor de TIC, Gestor de Segurança da Informação: (A) são responsáveis pela aprovação do rollout (GMUD).
- ETDP: (C) É consultado na execução do rollout.
- Curador de Dados, Alta Gestão, CISC e RSGI: (I) São todos informados sobre a execução do rollout.
- NIA: (I) É informado da execução do rollout via sistema.
Garante a longevidade, a estabilidade e a eficiência da solução após o lançamento. Envolve o monitoramento contínuo para detectar desvios de qualidade (drift), a gestão de performance e a execução de ciclos periódicos de retreino e melhoria do modelo de IA (MLOps).
Vigilância da performance da solução e dos indicadores estabelecidos.
- Sustentador: (R) É responsável por monitoramento contínuo.
- Gestor de TIC: (A) Acompanha e aprova o monitoramento.
- Demandante, Curador de dados, Alta Gestão, ETDP, Gestor de Segurança da Informação, NIA, CISC e RSGI: (I) São informados por meio de algum painel de observabilidade.
Atividades de retreino do modelo, gestão da performance e evolução contínua da solução baseada em feedback.
- Demandante, Gestor de Segurança da Informação, Gestor de TIC, CISC: (A) Aprova a decisão sobre permanência.
- Sustentador: (R) É responsável por executar a decisão sobre permanência.
- Curador de Dados, ETDP, RSGI: (C) São consultados na decisão sobre permanência.
- Alta Gestão: (I) É informada sobre a decisão sobre permanência.
- NIA: (I) É informado sobre a decisão via sistema.
Trata do encerramento controlado da solução quando ela se torna obsoleta ou deixa de ser viável. Envolve o planejamento da substituição do modelo, o arquivamento seguro dos dados e a garantia de rastreabilidade das decisões passadas, assegurando a transparência e a prestação de contas (accountability).
Análise da necessidade de descontinuidade e planejamento do processo de encerramento.
- Demandante: (A) É responsável pela aprovação da identificação de necessidade e pela elaboração do plano de desativação.
- Curador de Dados: (C) É consultado sobre o plano de desativação.
- Alta Gestão: (A) É responsável pela aprovação do plano de desativação.
- Gestor de TIC: (I) É informado sobre a necessidade de desativação e é (A) responsável pela aprovação do plano de desativação.
- ETDP: (I) É informado sobre a necessidade de desativação e (C) é consultado sobre o plano de desativação.
- Gestor de Segurança da Informação: (I) É informado sobre a necessidade de desativação e (A) é responsável por aprovar ou não o plano de desativação (Aprovação ou rejeição do plano).
- Sustentador: (R) É responsável pela identificação de necessidade e pela elaboração do plano de desativação.
- CISC, RSGI: (I) São informados sobre a necessidade de desativação e (C) são consultados sobre o plano de desativação.
- Comitê de IA: (C) É consultado sobre o plano de desativação.
- NIA: (I) É informado sobre o plano de desativação via sistema.
Ações técnicas para a desativação da solução e eventual substituição por tecnologias mais atuais.
- Demandante: (A) Aprova e certifica a desativação realizada (relatório e evidências).
- Gestor de TIC, Gestor de Segurança da Informação, CISC: (I) São informados da execução de desligamento e (A) aprovam e certificam a desativação realizada (relatório e evidências).
- Sustentador: (R) É responsável por executar desligamento técnico (desativação).
- ETDP, RSGI: (I) São informados da execução de desligamento e (C) são consultados sobre o relatório de desativação.
- Curador de Dados, Alta Gestão: (I) São informados sobre a desativação.
- NIA: (I) É informado sobre a desativação via sistema.
Garantia da governança e auditoria do processo de encerramento.
- Demandante, Gestor de TIC, ETDP, CISC: (I) São informados sobre a auditoria e arquivamento de dados e atualização do inventário.
- Sustentador: (R) É responsável pela identificação da necessidade, pela execução do desligamento técnico e pela atualização do inventário do órgão; (I) é informado sobre a auditoria.
- Comitê de IA - Ética: (A) Aprova a atualização do inventário do órgão; (R) é responsável por auditar e arquivar dados.
- Gestor de Segurança da Informação: (A) Aprova a auditoria e o arquivamento de dados; (I) é informado nas demais atividades desta fase.
- RSGI: (R) É responsável por auditar e arquivar dados; (C) é consultado na identificação da necessidade; (I) é informado sobre desligamento e atualização do inventário.
- Curador de Dados: (R) É responsável por auditar e arquivar dados; (I) é informado sobre desligamento e atualização do inventário.
- NIA: (I) É informado sobre a atualização do inventário do órgão via sistema.
Caixa de Ferramentas
Materiais de apoio para quem está conduzindo ou acompanhando um projeto de IA no governo.
Cada documento aprofunda um tema específico da metodologia.