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Ministro da Economia afirma que sequência de boas notícias na recuperação econômica brasileira vai continuar

Em evento do Bradesco, Paulo Guedes destacou as reformas estruturais, o avanço da vacinação e a geração de empregos
Publicado em 08/06/2021 19h45 Atualizado em 09/06/2021 16h48

Os avanços no processo de vacinação da população brasileira contra a Covid-19, o sucesso da agenda de reformas estruturais, o recente desempenho da economia nacional e a geração de postos de trabalho em 2021 foram pontos destacados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao participar do evento “12th Bradesco BBI London Conference”, realizado de forma virtual na tarde desta terça-feira (8/6). “O Brasil está surpreendendo com notícias boas e temos certeza que isso vai continuar”, destacou Guedes, em relação ao cenário econômico nacional em 2021.

O Brasil está surpreendendo com notícias boas e temos certeza que isso vai continuar ”, Paulo Guedes

O ministro da Economia ressaltou que o Brasil gerou quase um milhão de empregos formais entre janeiro e abril – número que comprova a força da retomada econômica. Lembrou, ainda, que o país terminou o ano passado com saldo positivo na geração de vagas com carteira assinada, mesmo após os fortes impactos gerados pela chegada da pandemia do novo coronavírus. Guedes destacou que o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) preservou 11 milhões de empregos formais em 2020, ou seja, um terço da força de trabalho com carteira assinada do setor privado. Por meio do BEm, o governo pagou parcela do salário de trabalhadores que negociaram redução de jornada ou de vencimentos com seus empregadores. A estratégia não apenas evitou demissões em massa, mas também preservou força de trabalho para o momento de retomada da economia.

A construção de um conjunto de medidas para apoiar empresas, manter postos de trabalho e ajudar a população que mais sofreu os impactos da pandemia permitiu que o Brasil surpreendesse o mundo e terminasse 2020 com resultados muito melhores do que as estimativas de mercado, declarou o ministro. Ele recordou que a retração de 4,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado ficou bem abaixo das previsões pessimistas, que apontavam para uma queda de até 10%. Afirmou, ainda, que o desempenho do PIB brasileiro no ano passado foi melhor do que o de países ricos, como França e Alemanha.

Mantive a confiança na recuperação, porque sempre estivemos trabalhando nos fundamentos da economia”, Paulo Guedes

Conforme apontou o ministro, os bons resultados obtidos refletem toda uma agenda de mudanças que foi posta em prática desde o início de governo, com foco na redução e qualificação dos gastos públicos e de responsabilidade fiscal. “Mantive a confiança na recuperação, porque sempre estivemos trabalhando nos fundamentos da economia”, disse, ao lembrar de medidas adotadas antes da pandemia, como a Reforma da Previdência. O ministro também reforçou o compromisso com o Teto de Gastos.

Reformas

No momento atual, um dos grandes fatores positivos é o avanço da agenda de reformas, afirmou Guedes. Ele lembrou de conquistas recentes, como as aprovações do novo marco regulatório do Gás Natural e do projeto de autonomia do Banco Central e enfatizou que dentro de três ou quatro meses o Congresso também deverá concluir as Reformas Administrativa e Tributária.

Guedes disse que o governo soube construir uma ampla plataforma de enfrentamento aos impactos da pandemia durante o ano passado e que agora está preparado para manter os instrumentos de apoio que forem necessários. O comentário foi realizado em referência ao questionamento sobre a ampliação do prazo de pagamento do Auxílio Emergencial em 2021. Guedes sinalizou que está sendo estudada a possibilidade de prorrogação durante dois ou três meses, ou seja, até o amplo avanço do processo de vacinação. Depois desse prazo, serão mantidos instrumentos de ajuda à população mais vulnerável, provavelmente em aprimoramento do atual Bolsa Família, mas sob linhas conservadoras do ponto de vista fiscal e, ao mesmo tempo, com responsabilidade social.

Uma estratégia que está sendo estudada pelo governo para ampliar o apoio ao mais vulneráveis, mas mantendo o compromisso fiscal, seria destinar parcela dos recursos obtidos com privatizações aos mais pobres. A ideia foi chamada pelo ministro de “Fundo Brasil”, mas ainda está em análise, destacou. O evento de hoje, focado em investidores internacionais, foi conduzido pelo economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, e pelo estrategista-chefe do Bradesco BBI, André Carvalho.