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COVID-19

Ministro da Economia destaca as principais lições extraídas da crise causada pela pandemia

Em evento da Sociedade Nacional de Agricultura, Paulo Guedes também reiterou a importância de a classe política controlar os orçamentos públicos
Publicado em 11/02/2021 12h00 Atualizado em 18/02/2021 12h00

A classe política precisa reassumir o protagonismo do controle dos orçamentos públicos, e o combate à pobreza de maneira eficaz só ocorre quando o dinheiro vai diretamente para o beneficiário do auxílio. Essas foram as duas principais lições extraídas da crise causada pela pandemia da Covid-19 na economia, segundo o ministro Paulo Guedes, que participou nesta quinta-feira (11/2) de um evento virtual comemorativo aos 124 anos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

“A política tem que comandar os orçamentos públicos. Não podemos nos esconder atrás de orçamentos indexados, orçamentos vinculados, orçamentos com gastos obrigatórios”, afirmou o ministro. Guedes salientou o êxito obtido em 2020 com o envio, para estados e municípios, de recursos destinados unicamente ao combate à pandemia.

A estratégia adotada pelo governo para proteção da parcela mais vulnerável da população, mediante a colocação em prática do auxílio emergencial, mostrou ao país, segundo Paulo Guedes, que “é possível reduzir a pobreza muito rapidamente se o dinheiro for diretamente para a mão do pobre, em vez de se utilizar o aparelho de Estado, gigantesco, um leviatã ineficiente”. O ministro ressaltou que o auxílio emergencial permitiu “a maior redução de pobreza no país nos últimos 40 anos”. 

Gerações futuras 

Esse fato – ressalvou o ministro – não significa que o país deva aceitar que despesas emergenciais se tornem permanentes. Sobre a possibilidade de um novo auxílio emergencial, diante do recrudescimento da pandemia, Guedes salientou que, caso ocorra, deve estar condicionado ao estabelecimento de contrapartidas de estados e municípios.

“Esta guerra precisa ser vencida pela geração atual”, argumentou Paulo Guedes. “Temos que proteger as gerações futuras”. O ministro alertou sobre o risco de que “as contrapartidas” venham a estar “embutidas numa guerra futura”, ao reiterar sua sugestão ao Congresso Nacional de que a PEC do Orçamento de Guerra faça parte do Pacto Federativo. “Precisamos sinalizar um arcabouço fiscal”, concluiu o ministro.  

Assista à participação do ministro no evento virtual comemorativo aos 124 anos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA):