Perguntas Frequentes (FAQ)
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Conceito e Abrangência - Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
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O que é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus que causa infecções respiratórias que acomete principalmente recém-nascidos e crianças menores de 2 anos, como bronquiolite e pneumonia. A doença costuma ser mais grave nos primeiros seis meses de vida, especialmente em prematuros e em crianças com outras condições de saúde, como cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica da prematuridade.
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Existe tratamento o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?
Não há tratamento específico aprovado. Por isso, o cuidado costuma incluir hidratação e oxigênio, quando necessário. Isso torna a prevenção ainda mais importante.
A introdução da vacina contra o VSR no Sistema Único de Saúde (SUS) é um avanço na proteção dos grupos mais vulneráveis. A imunização de gestantes e o uso do anticorpo monoclonal nirsevimabe, em prematuros e crianças com condições clínicas de risco, ajudam a prevenir casos graves.
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A vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) previne todos os agentes causadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?
Não. A vacina oferecida pelo SUS é específica para prevenir doenças causadas apenas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Ela não protege contra os outros vírus que também podem causar SRAG, como a influenza, SARS-COV-2, adenovírus, parainfluenza.
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Qual o objetivo da estratégia de vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?
A estratégia de vacinação contra o VSR tem como objetivo principal proteger as gestantes e os bebês menores de 6 meses das formas graves da doença, reduzindo internações e complicações causadas pela infecção pelo VSR.
Isso é feito por meio da vacinação das gestantes, que passam anticorpos ao bebê antes do nascimento. Além disso, a vacinação ajuda a: reduzir internações e complicações causadas pelo VSR em crianças pequenas; diminuir a sobrecarga dos serviços de saúde, especialmente durante o período de maior circulação do vírus.
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O que é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?
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Público-alvo e elegibilidade - VSR
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Quem pode receber a vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
O Ministério da Saúde recomenda a vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) para todas as gestantes, a cada gestação, a partir da 28ª (vigésima oitava) semana gestacional, sem restrição de idade materna. A recomendação foi amplamente discutida com especialistas da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI).
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Uma mulher foi vacinada com a vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) antes da 28ª semana de gestação. Qual é a conduta vacinal neste caso?
Caso a vacina seja administrada antes da idade gestacional preconizada, a orientação é realizar o monitoramento da ocorrência de eventos adversos na gestante até o desfecho da gestação e na criança até os 6 (seis) meses de idade, não sendo necessária a administração de uma nova dose. Reforça-se a importância de que os profissionais alocados na sala de vacinação sejam devidamente capacitados e estejam atentos para administrar a vacina contra o vírus sincicial respiratório exclusivamente a partir da 28ª semana de gestação
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A vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) é exclusiva para gestantes?
No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina está disponível exclusivamente para. Porém, segundo a bula, a vacina é indicada para adultos a partir de 18 anos, incluindo idosos e pessoas com comorbidades. Mesmo assim, no SUS, neste momento, o público atendido é somente o das gestantes.
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Por que a vacina só é disponibilizada no Sistema único de Saúde para gestantes?
A escolha por priorizar as gestantes se baseia em dados epidemiológicos: em 2025, 81% das hospitalizações por VSR foram em crianças menores de 2 anos, sendo que mais da metade tinha menos de 6 meses. Pesquisas mostram que a vacinação materna protege o bebê nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior.
A vacina também está disponível nos serviços privados, e conforme a bula, pode ser indicada para adultos a partir de 18 anos, incluindo idosos e pessoas com comorbidades.
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Como a vacinação da gestante protege o recém-nascido contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?
A vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) faz com que a gestante produza anticorpos, que são proteínas de defesa. Durante a gestação, esses anticorpos passam para o bebê, oferecendo uma proteção temporária nos primeiros meses de vida. Essa imunidade passiva visa proteger o recém-nascido durante os primeiros seis meses de vida, período em que o risco de formas graves do VSR é maior.
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Há alguma contraindicação para a vacina na gestação?
Sim. A vacina é contraindicada para gestantes que apresentaram reação alérgica grave a algum componente da vacina ou a uma dose anterior.
Como pode ocorrer reações de hipersensibilidade após a injeção, os serviços de vacinação devem:
- Fazer a triagem antes da aplicação, perguntando sobre alergias importantes e condições que possam dificultar o tratamento de anafilaxia (como o uso de alguns medicamentos, por exemplo, betabloqueadores);
- Observar a gestante por 15 a 30 minutos após a vacinação;
- Estar preparados para identificar e tratar rapidamente qualquer reação aguda.
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Quem pode receber a vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
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Esquema vacinal e vacinação - VSR
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Qual a recomendação de uso e o número de doses da vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
A vacina é aplicada em dose única, com 0,5 mL após reconstituição. Ela deve ser administrada em cada gestação, independentemente da idade da gestante.
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A vacina será disponibilizada em todos os municípios do Brasil?
Sim. A vacina será enviada pelo SUS para todos os estados e municípios, com distribuição simultânea e oferta durante todo o ano.
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A vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) pode ser administrada no mesmo momento que outras vacinas indicadas para a gestante?
Sim. A vacina contra o VSR pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas recomendadas para gestantes, como influenza, covid-19, hepatite B e dTpa, seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ela não interfere no calendário vacinal já existente.
É importante lembrar, quando duas ou mais vacinas injetáveis são aplicadas na mesma visita, é importante que sejam administradas em locais diferentes do corpo, conforme as boas práticas de vacinação.
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Qual a recomendação de uso e o número de doses da vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
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Aspectos técnicos e operacionais - VSR
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Como deve ser feita a reconstituição da vacina?
A reconstituição da vacina deve seguir exatamente as orientações da bula. O profissional de saúde deve conferir o passo a passo indicado pelo fabricante antes do preparo, garantindo que tudo seja feito de acordo com as recomendações técnicas do imunobiológico.
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Qual a temperatura ideal de conservação da vacina?
A vacina deve ser armazenada em câmara científica refrigerada (de +2°C a +8°C) e pode ser utilizado por até 36 meses a partir da data de fabricação. Não deve ser congelada.
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Após a reconstituição, em quanto tempo a vacina pode ser administrada?
Após a reconstituição é indicada a administração imediata da vacina. Caso não seja possível, deve-se armazenar a vacina em temperatura entre +2°C a +8°C, podendo ser administrada em até no máximo 4 (quatro) horas após a reconstituição.
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Como deve ser feita a reconstituição da vacina?
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Informações adicionais e monitoramento - VSR
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Onde deve ser registrada a administração da vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
As doses administradas devem ser registradas nos sistemas de informação e-SUS APS, SI-PNI ou em plataformas próprias ou de terceiros que estejam devidamente integradas à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), conforme estabelecido na Portaria GM/MS n.º 5.66325, de 31 de outubro de 2024, e na Nota Técnica n.º 115/2024-DPNI/SVSA/MS.
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Como deve ser registrada a administração da vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
O registro deve ser nominal, mediante apresentação do Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou do número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) da pessoa que foi vacinada. É necessário que o documento apresentado esteja vinculado ao Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CadSUS). Nos casos em que a pessoa vacinada esteja em situação de rua ou não possua documentação, deve-se proceder à criação de um CNS para permitir o registro da vacinação.
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Onde devo notificar casos de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação (ESAVI) ou Erros de Imunização?
Os profissionais de saúde devem notificar os casos de ESAVI e os Erros de Imunização no e-SUS notifica (módulo ESAVI). Qualquer profissional, em qualquer nível de atenção à saúde (sendo ele primário, secundário ou terciário), de serviço privado ou público, pode realizar a notificação através do acesso gov.br.
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O cidadão também pode notificar?
O cidadão que apresentar evento adverso pode realizar a notificação espontânea sobre o ocorrido para a Anvisa, por meio do registro de um formulário online.
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Quais são os tipos de Erros de Imunização e Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) que devem ser notificados?
Todos os Erros de Imunização devem ser notificados, pois sua ocorrência pode comprometer a segurança ou eficácia da vacina. Todo ESAVI grave também deve ser notificado, já que se trata de um evento de notificação compulsória imediata para o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica - Portaria de Consolidação GM/MS n.º 4/2017 (Anexo 1 do Anexo V).
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Os ESAVI não graves devem ser notificados?
No que se refere aos ESAVI não graves, recomenda-se priorizar a notificação de: casos raros ou inesperados, aglomerados (dois ou mais casos associados a uma mesma exposição vacinal), os surtos, caracterizados pelo aumento da incidência de ESAVI acima do esperado, os eventos adversos de interesse especial (independentemente da gravidade) e os relacionados a sinais de segurança.
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Onde eu posso aprender mais sobre a vigilância de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) e de Erros de Imunização?
Informações adicionais sobre ESAVI e sobre Erros de Imunização estão disponíveis no site oficial do Ministério da Saúde, na seção “Segurança das Vacinas”.
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É possível realizar capacitações online, certificadas pelo Ministério da Saúde, a respeito de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) e de Erros de Imunização?
Na seção “Segurança das Vacinas” é possível ter acesso a cursos gratuitos de capacitação voltados para profissionais de saúde. O treinamento sobre ESAVI pode ser acessado pela plataforma UNASUS, enquanto o curso sobre Erros de Imunização está disponível no Mais CONASEMS.
Acesse o curso "Vigilância ESAVI"
Acesse o curso de "Capacitação Principais Intercorrências e Emergências na Vacinação"
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Onde posso encontrar mais informações sobre a vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
Informações complementares sobre a bula da vacina podem ser consultadas no Bulário Eletrônico da Anvisa.
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Onde posso encontrar mais informações sobre a estratégia de vacinação do vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
Detalhes referentes à Estratégia de Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório em Gestantes podem ser acessados no endereço eletrônico.
Ressalta-se que novas atualizações podem ser publicadas, as quais estarão disponíveis no site oficial do Ministério da Saúde, na seção “Vacinação/Imunização/PNI”.
Acesse a Estratégia de Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório em Gestantes
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Onde deve ser registrada a administração da vacina vírus sincicial respiratório A e B (recombinante)?
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