Covid-19
A covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. Pertence ao subgênero Sarbecovírus da família Coronaviridae e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos.
O SARS-CoV-2 pertence à família Coronaviridae, subgênero Sarbecovírus, e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar humanos.
A infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de casos sem sintomas e sintomas com manifestações leves, moderados, graves e críticos. Os sinais e sintomas mais comuns incluem: febre ou calafrios, tosse, fadiga, anorexia, dispneia, mialgia e dor de cabeça. No entanto, outros sintomas não específicos, como dor de garganta, congestão nasal ou coriza, e dor de cabeça, também foram reportados por casos confirmados de covid-19.
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Transmissão
Qualquer pessoa pode contrair a covid-19, pois o vírus é de ampla transmissão. Após a infecção, a maioria das pessoas desenvolve anticorpos em 2 a 4 semanas, mas os níveis podem diminuir ao longo do tempo, permitindo raras reinfecções, principalmente após 90 dias. Isso reforça a necessidade de medidas preventivas, como uso de máscara, vacinação, higienização das mãos e ventilação adequada, já que até indivíduos sem sintomas podem transmitir o vírus.
O coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, é transmitido de três formas:
- Contato direto: ao tocar uma pessoa infectada ou superfícies contaminadas e levar as mãos ao rosto (boca, nariz ou olhos).
- Gotículas: são liberadas ao tossir, espirrar ou falar podem atingir quem está a menos de 1 metro de distância.
- Aerossóis: partículas menores e mais leves que as gotículas que permanecem no ar por horas e podem alcançar também distâncias maiores que 1 metro, especialmente em locais fechados e mal ventilados ou quando há exposição prolongadas, muitas vezes em atividades em grupos que requer esforço respiratório (gritar, cantar, fazer exercícios).
Período de Incubação e Transmissibilidade
Incubação: Atualmente, após a predominância da variante Ômicron no Brasil e no mundo o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas varia de 1 a 10 dias, com uma média de 3 a 4 dias dias.
Transmissão: Ocorre diretamente pelo contato com pessoas infectadas ou indiretamente, pelo contato com superfícies, objetos utilizados por pessoas infectadas.
Sinais e Sintomas clínicos
A covid-19 pode causar desde casos sem sintomas até quadros graves e críticos. Os casos variam conforme a gravidade:
Assintomático: Teste laboratorial positivo, mas sem sintomas.
Grupos de riscos
Embora a maioria dos casos seja leve ou moderada, cerca de 15% podem ser graves e 5% críticos, com complicações como falência respiratória, trombose, ou sequelas neurológicas.
Alguns indivíduos podem sofrer com condições pós-covid, sintomas persistentes que afetam diferentes sistemas do corpo, como pulmões, coração e cérebro, além de impactos psicológicos. Isso pode ocorrer mesmo em casos leves e continua sendo estudado.
Crianças e adolescentes, geralmente apresentam sintomas mais leves, mas podem desenvolver a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), uma resposta inflamatória tardia exacerbada, requer hospitalização e pode ter desfecho fatal. E os sintomas respiratórios não estão presente em todos casos.
Essa resposta tardia também pode ocorrer em adultos, conhecida como Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Adultos (SIM-A) associada à covid-19 caracterizada por um amplo espectro de sinais e sintomas, incluindo alterações cardiovasculares, gastrointestinais, dermatológicas e neurológicas.
Importante a atenção para os grupos de riscos associados com o quadro grave por SARS-CoV-2:
- Idade acima de 60 anos (e o risco aumenta conforme a idade avança).
- Presença de comorbidades: diabetes, hipertensão, doença cardíaca, doença pulmonar crônica, doença vascular, demência, transtornos mentais, doença renal crônica, imunossupressão (incluindo infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV), obesidade e câncer.
- Na gestação (ou gestação recente): mulheres acima de 35 anos, obesas, com condições crônicas de saúde ou transtornos específicos da gravidez (por exemplo, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia/eclâmpsia).
- Tabagistas.
- Não vacinados contra a covid-19.
Atenção também é necessária para grupos que se encontram em situação de vulnerabilidade (povos/comunidades tradicionais, moradores de rua, povos isolados, refugiados).
Prevenção e Controle
A vacinação é a principal forma de evitar casos graves da doença, óbitos e possíveis sequelas. Além disso, as medidas não farmacológicas são importantes para reduzir a transmissão, como:
- Higienização das mãos: Use água e sabão ou álcool 70% para evitar que o vírus seja transmitido pelo contato com superfícies contaminadas.
- Uso de máscaras: Recomendado para pessoas com sintomas gripais, casos confirmados, imunossuprimidos, idosos e em ambientes com risco de transmissão, como locais fechados ou aglomerações. Em unidades de saúde, o uso de máscaras é obrigatório para profissionais e visitantes.
- Etiqueta respiratória: Cubra nariz e boca com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar, descarte o lenço e higienize as mãos. Evite tocar o rosto com as mãos não higienizadas.
- Distanciamento físico: Mantenha pelo menos 1 metro de distância de outras pessoas, especialmente em locais públicos. Garantir uma boa ventilação em ambientes fechados também é essencial.
- Uso de Equipamento de proteção individual pelos profissionais de saúde constitui a principal medida de prevenção da transmissão entre pacientes e profissionais de saúde e deve ser adotada no cuidado de todos os pacientes, independentemente dos fatores de risco ou da doença de base.
- Limpeza e desinfecção de superfícies com água e sabão e detergente, limpeza com solução de hipoclorito de sódio em pisos e superfícies dos banheiros.
Essas medidas são ajustadas conforme o cenário epidemiológico local, com as autoridades definindo o uso de máscaras ou o distanciamento físico em situações de maior risco, como surtos ou aumento de casos. Manter essas práticas combinadas com a vacinação é a melhor forma de proteger a saúde e prevenir a covid-19.
Tratamento
A maioria dos casos de covid-19 apresentam sintomas leves e podem ser tratados ambulatorialmente.
No Brasil, foi incorporada ao SUS a associação dos fármacos antivirais nirmatrelvir e ritonavir (NMV/r), para ser utilizado no tratamento da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em grupos populacionais específicos, com o objetivo de reduzir o risco de internações, complicações e óbitos pela covid-19 nessas populações, que são mais vulneráveis a apresentarem agravamento pela doença.
O medicamento disponível no SUS está indicado para pacientes com alto risco para evolução para doença grave, com diagnóstico confirmado de covid-19 (por TR-AG ou exame de biologia molecular), com sintomas leves e moderados (não graves) e que não requerem oxigênio suplementar, independentemente da condição vacinal. a saber:
a) Imunocomprometidos com idade ≥ 18 anos.
b) Pessoas com idade ≥ 65 anos.
Ressalta-se que o NMV/r deve ser administrado em até 5 dias do início dos sintomas. Sendo importante que estes grupos procurem atendimento médico quando apresentarem Sinais e sintomas gripais para o diagnóstico oportuno.
Condições Pós-Covid
As condições pós-covid, também conhecidas como “covid longa” são sinais, sintomas ou alterações clínicas que persistem ou se desenvolvem após a covid-19. Essas manifestações podem afetar qualquer pessoa, em qualquer idade, independentemente de ter tido uma infecção leve, moderada, grave ou mesmo assintomática. Elas podem afetar diferentes partes do corpo e ter um impacto significativo na qualidade de vida e na capacidade funcional das pessoas afetadas.
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