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ATENDIMENTO
Secretário-executivo do Ministério da Saúde vistoria obras de saúde mental, urgência e atenção primária na Região de Campinas
Foto: Gustavo Glória/MS
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, cumpriu agenda nesta terça-feira (13) em Campinas, Hortolândia e Indaiatuba (SP) para acompanhar obras e serviços do SUS que ampliarão a oferta de serviços de emergência, atenção primário e saúde mental, construídas com recursos federais.
A vistoria ocorreu em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) 24 horas, no terreno de construção de uma nova UPA, em duas unidades de Atenção Primária, em um Centro Especializado de Reabilitação (CER) e a base do SAMU 192, além de um hospital recém-habilitado em alta complexidade cardiovascular.
As unidades de saúde estão em municípios integrantes da Região de Saúde Metropolitana de Campinas, que reúne 19 cidades e funciona como rede interdependente de assistência. Com cerca de 1,2 milhão de habitantes, Campinas é polo regional e concentra serviços especializados que atendem também a população dos municípios vizinhos.
“Fortalecendo Campinas a gente consegue atender essa região de São Paulo. É o estado mais rico do Brasil, mas aqui tem muita demanda também, muita carência, e o tempo de espera para atenção especializada ainda é alta. O governo federal precisa estar junto, apoiando, fortalecendo os serviços para atender toda a região de Campinas. Por isso estamos aqui e ainda iremos ofertar, pelo Novo PAC Saúde, equipamentos de radioterapia e de cirurgia”, afirmou Massuda.
Campinas
Em Campinas, a primeira parada foi a obra do CAPS AD III Sul, unidade de saúde mental voltada ao cuidado de pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool, crack e outras drogas. O contrato de construção é de R$ 3,23 milhões, dos quais R$ 2,496 milhões são recursos federais. A obra está com 20% de execução física.
O CAPS vai funcionar 24 horas, com equipe estimada em 60 profissionais, e poderá beneficiar cerca de 185 mil moradores do Distrito de Saúde Sul. A construção atende a uma deliberação da 3ª Conferência Municipal de Saúde Mental, realizada em 2022.
Na mesma região, o secretário vistoriou o terreno da UPA Sul, no Campo Belo. Com contrato de R$ 9,1 milhões, a unidade está em fase preparatória e vai ampliar o atendimento de urgência e emergência na zona sul da cidade, ajudando a reduzir a sobrecarga dos hospitais.
A agenda seguiu no Centro de Saúde Boa Esperança, no Jardim das Paineiras, que receberá o nome de Flávio de Sá. Selecionada no Novo PAC Saúde, a unidade de Atenção Primária tem contrato de R$ 6,5 milhões, está com 50% da obra concluída e deve ser entregue em julho de 2027. Terá cinco equipes de Saúde da Família e cinco de Saúde Bucal, para atender 17,5 mil pessoas.
A unidade será um centro de saúde-escola, em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Unicamp, com estrutura para receber docentes, alunos e residentes da universidade.
Ao todo, a carteira do Novo PAC Saúde em Campinas soma R$ 44 milhões, com investimentos em radioterapia, hemorrede, UBSs, equipamentos cirúrgicos, teleconsulta e renovação da frota do SAMU 192. Em 2026, as transferências do Ministério da Saúde ao município chegaram a R$ 400 milhões. A cidade conta ainda com 94 vagas do Mais Médicos e teve 138,5 mil pessoas atendidas pelo Farmácia Popular neste ano.
Hortolândia
Em Hortolândia, Massuda visitou a base do SAMU 192. Em maio de 2026, o município recebeu do Ministério da Saúde uma ambulância de Suporte Avançado (USA), no valor de R$ 292 mil, para renovação de frota. A entrega integra o programa Agora Tem Especialistas, que amplia e renova frotas do SAMU em todos os estados.
O secretário também acompanhou a obra do Centro Especializado em Reabilitação (CER), licitado por R$ 7 milhões e com 17% de execução física. Hoje o atendimento a pessoas com deficiência funciona em dois endereços separados, e parte do atendimento infantil ocorre em prédio anexo a outro serviço público. O novo prédio vai unificar o serviço em terreno próprio.
Outra parada foi a UBS Nova Hortolândia Dom Bruno Gamberini, de Porte V, com proposta de R$ 6,5 milhões e 10% de execução física. A nova unidade substitui um prédio antigo, em área de forte expansão urbana onde a estrutura atual já não dá conta da demanda. Terá ao menos cinco equipes de Saúde da Família e cinco de Saúde Bucal, além de salas preparadas para teleconsulta.
A carteira do Novo PAC Saúde em Hortolândia soma R$ 21,1 milhões. Em 2026, as transferências do Ministério da Saúde ao município chegaram a R$ 99,5 milhões. O Mais Médicos tem 34 vagas ativas, e o Farmácia Popular atendeu 26,8 mil pessoas no ano.
Indaiatuba
Em Indaiatuba, o secretário visitou o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), mantido pela Fundação Leonor de Barros Camargo desde 1933. Em 2 de julho de 2026, a Portaria GM/MS nº 11.891 habilitou o hospital em alta complexidade cardiovascular, incluindo cirurgia cardiovascular e cardiologia intervencionista.
A habilitação prevê repasse federal anual de cerca de R$ 4,03 milhões. Com ela, o SUS passa a oferecer no município o cuidado completo ao paciente infartado, da urgência ao tratamento hospitalar. O hospital também é habilitado em oncologia e oferece nefrologia e neurologia.
O primeiro atendimento integral já ocorreu, segundo a Prefeitura de Indaiatuba. Um paciente de 71 anos chegou à UPA com infarto agudo do miocárdio, teve o eletrocardiograma laudado em três minutos e recebeu trombolítico ainda na unidade. Transferido ao HAOC, passou por cateterismo e angioplastia no dia seguinte, pelo SUS.
Investimentos em São Paulo
No estado de São Paulo, o Novo PAC Saúde selecionou 3.431 empreendimentos, com investimento total de R$ 5,7 bilhões em obras, equipamentos e veículos. Entre eles estão 368 UBSs, 36 CAPS, 10 policlínicas e dois hospitais regionais, além de 572 ambulâncias para renovação da frota do SAMU 192.
O estado também tem 10 Carretas da Saúde em operação, com exames de imagem, oftalmologia e cuidado da saúde da mulher. Até agora, foram 38.391 pessoas atendidas e 88.663 procedimentos realizados em 39 municípios. No país, 132 carretas já atenderam 460 mil pessoas e fizeram mais de 88 mil cirurgias de catarata.
Narley Resende
Ministério da Saúde