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Para Cepal e Ipea, Brasil Mais Produtivo é eficiente e eficaz
Segundo estudo conduzido pelas instituições, B+P é importante para aumento da produtividade da indústria brasileira. Programa já atendeu 3 mil firmas e registrou aumento de produtividade de 52,11% e redução do retrabalho de 64,82%.
Brasília (11 de dezembro) – O Brasil Mais Produtivo (B+P) é uma política pública eficiente e eficaz segundo estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). Para as duas instituições, o programa deve ser inserido em uma política ampla de desenvolvimento industrial, articulada a outras iniciativas públicas. Os resultados estão no relatório “Avaliação de Desempenho do Brasil Mais Produtivo”, que será apresentado nesta quarta-feira, 12, em Brasília.
Cepal e Ipea analisaram a formulação e a implantação do programa e o grau de cumprimento dos objetivos, além de identificar boas práticas e recomendar medidas para sua melhoria.
Sobre o desenho do B+P, o documento destaca que o programa permitiu a manutenção de uma agenda de política industrial mesmo em um contexto de fortes restrições fiscais e que apresenta abordagem inovadora, ao incorporar ações de baixo impacto fiscal que somaram, até novembro deste ano, R$ 56 milhões.
Cepal e Ipea avaliaram, ainda, os atendimentos, indicadores e resultados do B+P. O programa cumpriu com sucesso a meta inicial de atender três mil empresas, de distintos setores econômicos, em todo o país. Em média, houve um aumento de produtividade de 52,11% e redução do retrabalho de 64,82%. Também foi registrada uma redução de movimento do trabalho de 60,6%.
O relatório também ressalta que a governança do Brasil Mais Produtivo teve êxito na gestão e solução de gargalos relacionados à operacionalização das ações. “O programa mostrou que é possível, com algum esforço institucional, que políticas industriais para produtividade sejam parte de um sistema comum de atendimento coordenado a partir do MDIC. Essa característica multidisciplinar aumenta o potencial de um programa para atingir objetivos mais ousados”, diz o documento.
O relatório conclui que o Brasil Mais Produtivo “constitui um avanço importante no esforço de equalização e ampliação da produtividade da industrial brasileira”.
Brasil Mais Produtivo
Lançado em abril 2016, o Brasil Mais Produtivo visa aumentar a produtividade em processos produtivos de empresas industriais, com a promoção de melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto.
Na primeira fase, o programa executou a metodologia “manufatura enxuta”, que busca reduzir os sete tipos mais comuns de desperdício no processo produtivos: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.
O atendimento completo teve duração de 120 horas e o investimento por empresa foi de R$ 18 mil (sendo R$ 15 mil pagos pelo programa).
Em abril de 2017, o Brasil Mais Produtivo foi ampliado com a realização de projetos pilotos em duas novas áreas: eficiência energética e digitalização e conectividade. Nessa segunda fase, o programa busca incentivar o uso racional de energia e dos recursos de produção no chão de fábrica e, no eixo tecnológico, os consultores do B+P irão adotar plataformas tecnológicas, como a inserção de sensores e dispositivos, para promover o gerenciamento em tempo real da produção nas empresas atendidas.
O Brasil Mais Produtivo é coordenado pelo MDIC e realizado pelo Senai, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Apex-Brasil, em parceria com o Sebrae e o BNDES.
Distribuição dos atendimentos por Unidade Federativa
|
Região |
UF |
Número de atendimentos |
|
Sul 773 atendimentos
|
Rio Grande do Sul |
241 |
|
Santa Catarina |
324 |
|
|
Paraná |
208 |
|
|
Sudeste 873 atendimentos |
São Paulo |
355 |
|
Rio de Janeiro |
147 |
|
|
Espírito Santo |
33 |
|
|
Minas Gerais |
338 |
|
|
Nordeste 638 atendimentos |
Bahia |
166 |
|
Sergipe |
20 |
|
|
Alagoas |
31 |
|
|
Pernambuco |
151 |
|
|
Paraíba |
55 |
|
|
Rio Grande do Norte |
51 |
|
|
Ceará |
105 |
|
|
Piauí |
33 |
|
|
Maranhão |
26 |
|
|
Norte 234 atendimentos |
Tocantins |
23 |
|
Pará |
70 |
|
|
Amapá |
17 |
|
|
Roraima |
18 |
|
|
Amazonas |
43 |
|
|
Acre |
25 |
|
|
Rondônia |
38 |
|
|
Centro-oeste 482 atendimentos |
Mato Grosso |
144 |
|
Mato Grosso do Sul |
78 |
|
|
Goiás |
247 |
|
|
Distrito Federal |
13 |
|
|
Total de atendimentos |
3.000 |
|
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