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Inteligência Artificial
MDIC reforça papel estratégico da infraestrutura da qualidade nas discussões sobre inteligência artificial e a competitividade do país
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu a integração entre inteligência artificial e normalização técnica como eixo estratégico para a competitividade do país. O posicionamento foi apresentado em encontro promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na terça-feira (14/4), que reuniu órgãos públicos e especialistas para discutir a governança da IA e seus impactos sobre o ambiente produtivo e a atuação do Estado.
Na abertura, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, destacou a importância de alinhar o desenvolvimento tecnológico e a inovação a instrumentos que garantam segurança jurídica, eficiência e confiança.
“A normalização é um instrumento estratégico para reduzir custos, facilitar o comércio e ampliar a competitividade. Ao integrar esse processo à inteligência artificial, o Brasil fortalece sua inserção internacional e avança em um ambiente regulatório mais previsível”, destacou Pedro Ivo.
O secretário ressaltou ainda que a transformação digital já integra as políticas estruturantes do ministério, com efeitos diretos sobre a modernização dos serviços e a qualidade das informações.
“A Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade coloca a transformação digital no centro das políticas públicas. A inteligência artificial tem papel decisivo nesse processo, com impacto direto na qualidade da informação e na modernização dos serviços”, afirmou.
A participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) evidenciou a dimensão internacional do tema e o esforço do governo brasileiro para ampliar sua atuação nos espaços de definição de padrões e diretrizes relacionados à inteligência artificial.
Ao longo da programação, especialistas discutiram os efeitos globais da IA, os desafios regulatórios e a importância da convergência entre diferentes abordagens para dar suporte a políticas públicas mais eficazes.
Também foram abordadas as contribuições de organismos internacionais na regulamentação técnica das tecnologias da informação e comunicação, além da atuação do MDIC, do Inmetro, da Anatel e de outros atores na consolidação da infraestrutura da qualidade no país.
O coordenador-geral de Infraestrutura da Qualidade do MDIC, Tiago Munk, participou do painel “IA e a Estratégia Nacional da Infraestrutura da Qualidade”, no qual apresentou a infraestrutura da qualidade como instrumento aplicado à formulação de políticas públicas, à competitividade e à inserção internacional, em diálogo com os desafios da inteligência artificial.
“As normas técnicas podem cumprir papel central na governança da inteligência artificial ao definir critérios, requisitos e boas práticas aplicáveis a sistemas, produtos e serviços. É fundamental que o Brasil assuma papel ativo na elaboração de normas internacionais”, enfatizou.
O encontro marcou um avanço na articulação do governo em torno da inteligência artificial, com foco na definição de diretrizes e no fortalecimento da coordenação institucional diante das transformações tecnológicas. A agenda posiciona o país de forma mais estruturada para responder aos desafios e oportunidades da economia digital.