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MÊS NACIONAL DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÕES - MNCTI

“Credenciamento pela Embrapii veio para potencializar nossas ações junto ao mercado”, afirma diretora do INT

Entidade, que tem sede no Rio de Janeiro, é uma unidade multidisciplinar que atua com pesquisas avançadas para a transferência de tecnologia para o setor produtivo e junto ao governo na promoção de políticas públicas
Publicado em 16/10/2020 17h19 Atualizado em 16/10/2020 17h36
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No dia dedicado à programação do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) no Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações (MNCTI), a entrevista especial foi concedida pela diretora da entidade, Iêda Caminha. O INT promoveu nesta sexta-feira (16) um conjunto de palestras, bate-papos e oficinas disponíveis no canal do ministério no YouTube: www.youtube.com/ascommncti.

A diretora explicou a missão da entidade, que tem sede no Rio de Janeiro, como unidade multidisciplinar que atua com pesquisas avançadas para a transferência de tecnologia para o setor produtivo e junto ao governo na promoção de políticas públicas. A criação da entidade aconteceu em 1921, inicialmente para dirigir pesquisas em combustíveis e minérios.

Hoje o instituto se divide em 3 áreas: Tecnologia Química, Tecnologia de Materiais e Engenharia de Produtos e Processos, que se dividem em 9 competências como Bioprocessamento e Bioprodutos; Catálise e Biocatálise; Corrosão, Biocorrosão e Degradação de Materiais; Energias Renováveis e Eficiência Energética; Engenharia e Ciência de Materiais; Engenharia e Design de Produtos; Manufatura Aditiva; e Tecnologia de Gestão da Produção.

Desde 2014, o INT é uma unidade credenciada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii/MCTI) na área de Tecnologia Química Industrial, o que permite atender às demandas de pesquisa, desenvolvimento e inovação das empresas e maior. Hoje, o INT atende setores como saúde, óleo, gás, petroquímica e cosméticos. Desde então foram desenvolvidos  29 projetos com mais de R$ 52 milhões envolvidos.

“A Embrapii é uma organização social do MCTI. Houve um programa piloto em 2010 com um teste. O INT participou dessa fase. O que se mostrou nesse piloto foi a agilidade de contratação de projetos inovadores junto ao setor produtivo, a flexibilidade, o fluxo contínuo de recursos. Eu diria que essa oportunidade veio para potencializar nossas ações junto ao mercado”.

Outro ponto do bate-papo foram as ações de popularização de ciência e os desafios de promover essas iniciativas de forma online. “Nós temos um programa de popularização chamado de Terças Tecnológicas, em que a gente divulga para as escolas de ensino médio as nossas atividades. No presencial a gente fazia uma vez por mês. No virtual é de 15 em 15 dias e o público é muito maior. Está sendo uma experiência muito gratificante”.

Entre os desafios futuros da instituição, conta a diretora, estão a comemoração do centenário no ano que vem e os objetivos de se consolidar na missão de promover tecnologias avançadas para o setor produtivo e governo.

“Ano que vem faremos 100 anos e nosso objetivo é consolidar o INT como instituição de excelência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico além de apoiar o MCTI na formulação de políticas públicas e transformação do conhecimento em novas tecnologias a serem disponibilizadas aos setores produtivos e diferentes esferas de governo na era da transformação digital e indústria 4.0”.

 

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