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WWF e Onças do Iguaçu lançam guia de convivência
Publicado em
06/08/2018 19h57
Atualizado em
06/08/2018 20h13
Pensando em munir os produtores do entorno do Parque em que o projeto atua, o guia de convivência “Onças do Iguaçu”, é um material completo sobre como lidar com predações de onças e alternativas sustentáveis para lidar com o problema.
O dono dos animais, Marcos Antonio Alves, vive no local com a mulher e os dois filhos e, sem saber o que fazer, liga para o projeto Onças do Iguaçu (antigo Carnívoros do Iguaçu), que atua na região desde 2009 com o apoio do governo e de outras instituições, como o WWF-Brasil.
O que você acha que acontece em seguida?
Ao contrário do que muitos poderiam pensar, Marcos não quer se vingar da onça e caçá-la ou então receber uma simples indenização pelos animais perdidos.
Com o apoio do Onças do Iguaçu, ele passa a entender que assim como ele se sente ameaçado pelo carnívoro que mora ao lado, a onça vê o Homem que vive ao lado de sua casa como uma ameaça para todas as suas presas, que são caçadas ilegalmente dentro do parque.
E a solução para que ambos possam conviver em paz é a coexistência. Isso mesmo! Onças e homens podem viver lado a lado sem prejudicar um ao outro, desde que sejam tomadas providências para isso.
“Conflitos entre criadores de animais domésticos e felinos silvestres causam prejuízo para os dois lados: os criadores perdem seus animais e, em resposta, os felinos acabam sendo perseguidos. Nossa ideia é ajudar proprietários e criadores de animais domésticos do entorno do Parque Nacional do Iguaçu a entender e enfrentar melhor os problemas com os felinos silvestres”, comenta Yara Barros, coordenadora executiva do projeto Onças do Iguaçu.
Cartilha traz soluções para o problema
Pensando em munir os produtores do entorno do parque em que o projeto atua, o Onças do Iguaçu está lançando o
guia de convivência “Onças do Iguaçu”,
um material completo sobre como lidar com predações de onças e alternativas sustentáveis para lidar com o problema.
“Queremos muito que todos passem a ver esses animais magníficos com outros olhos, que entendam sua importância, seja na manutenção do equilíbrio e da harmonia no pedaço de terra que nos circunda e na natureza como um todo, seja como componentes muito especiais do valioso patrimônio natural do nosso país”, diz Yara.
Filhote é avistado
No sábado, dia 28 de julho, começou a ser avistada no Parque Nacional do Iguaçu uma onça-pintada fêmea acompanhada de um filhotinho. Foi a primeira vez que o filhote foi avistado. As onças-pintadas nascem de olhos fechados e totalmente dependentes das mães. Abrem os olhos com cerca de duas semanas de vida. Até os dois meses de idade sua única alimentação é o leite da mãe. Após essa idade, ela começa a alimentá-los com carne. No entanto, pelo tamanho, este filhotinho tem provavelmente cerca de dois meses de vida.
As onças-pintadas estão criticamente ameaçadas na Mata Atlântica, bioma onde o Parque Nacional está inserido. Estima-se que restem não mais de 300 onças-pintadas na Mata Atlântica. No Parque Nacional do Iguaçu o último censo de 2016 indicou uma estimativa de 22 indivíduos, indicando que a população vem aumentando. Se considerarmos as onças da Argentina e da região do Turvo, são quase 100 animais, praticamente um terço de todas as onças-pintadas da Mata Atlântica. Isso mostra a importância desta região para a conservação da onça-pintada. O Parque pretende repetir o censo para estimar como a população evoluiu nos últimos dois anos.
Conheça o guia aqui
Acompanhe o Projeto Onças do Iguaçu, siga a página no Facebook
Com informações do WWF.
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
Filhote é avistado
No sábado, dia 28 de julho, começou a ser avistada no Parque Nacional do Iguaçu uma onça-pintada fêmea acompanhada de um filhotinho. Foi a primeira vez que o filhote foi avistado. As onças-pintadas nascem de olhos fechados e totalmente dependentes das mães. Abrem os olhos com cerca de duas semanas de vida. Até os dois meses de idade sua única alimentação é o leite da mãe. Após essa idade, ela começa a alimentá-los com carne. No entanto, pelo tamanho, este filhotinho tem provavelmente cerca de dois meses de vida.
As onças-pintadas estão criticamente ameaçadas na Mata Atlântica, bioma onde o Parque Nacional está inserido. Estima-se que restem não mais de 300 onças-pintadas na Mata Atlântica. No Parque Nacional do Iguaçu o último censo de 2016 indicou uma estimativa de 22 indivíduos, indicando que a população vem aumentando. Se considerarmos as onças da Argentina e da região do Turvo, são quase 100 animais, praticamente um terço de todas as onças-pintadas da Mata Atlântica. Isso mostra a importância desta região para a conservação da onça-pintada. O Parque pretende repetir o censo para estimar como a população evoluiu nos últimos dois anos.
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Com informações do WWF.
Comunicação ICMBio
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