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ICMBio responde às principais dúvidas sobre a RDS Córregos dos Vales do Norte de Minas
Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais - Foto: Divulgação/ICMBio
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas foi criada por meio do Decreto nº 12.887, no dia 22 de março de 2026, com o objetivo de proteger os ecossistemas do Cerrado e garantir o modo de vida das populações geraizeiras no norte de Minas Gerais.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável é uma unidade de conservação de uso sustentável, que permite a permanência das comunidades tradicionais e o uso dos recursos naturais de forma equilibrada, conciliando conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.
Além de proteger a biodiversidade, a unidade desempenha papel estratégico na conservação de nascentes e cursos d’água da região, ao mesmo tempo em que fortalece práticas tradicionais, como o extrativismo e a agricultura de subsistência, contribuindo para a sustentabilidade e a valorização cultural das comunidades locais.
Aqui temos algumas das perguntas frequentes sobre a RDS Córregos dos Vales do Norte de Minas
Onde fica localizada a RDS Córregos dos Vales do Norte de Minas?
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas está localizada no norte do estado de Minas Gerais, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados e Serranópolis de Minas.
Qual é a área total de proteção?
A unidade possui 40.834 hectares.
O que ocorrerá com as casas dos moradores da unidade?
A RDS foi criada justamente para garantir o direito das populações tradicionais ao território. As comunidades geraizeiras permanecem na área, com acesso assegurado à terra e a continuidade de seus modos de vida.
Por que a RDS foi criada?
A unidade foi criada para proteger os ecossistemas do Cerrado, conservar a biodiversidade e fortalecer as comunidades tradicionais, promovendo o uso sustentável dos recursos naturais aliado ao desenvolvimento socioambiental.
Quem são os geraizeiros?
Os geraizeiros são populações tradicionais que vivem nas áreas de Cerrado do norte de Minas Gerais, em uma região conhecida como “Gerais”. Esse território abrange principalmente as chapadas que margeiam a Serra do Espinhaço.
Essas comunidades possuem forte vínculo com o território e com os recursos naturais do Cerrado, desenvolvendo modos de vida baseados no uso tradicional da terra, como o extrativismo, a agricultura de subsistência e a criação de animais.
A unidade protege quais tipos de ambientes naturais?
A RDS protege ecossistemas típicos do Cerrado, incluindo áreas de chapadas e vazantes, além de nascentes e cursos d’água importantes para a região.
Como será feita a fiscalização?
A fiscalização será realizada no âmbito da gestão da unidade, com ações voltadas à proteção dos recursos naturais e ao uso sustentável do território, considerando as especificidades das populações tradicionais.
De onde vêm os recursos para a realização da fiscalização?
Os recursos para gestão e fiscalização serão viabilizados por meio da estrutura institucional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável pela administração da unidade.
Quais espécies de animais vivem na RDS?
A RDS abriga uma fauna rica e diversificada, típica do Cerrado, associada a diferentes ambientes, como matas de galeria, áreas abertas e vegetação savânica.
Entre as aves, destacam-se espécies como tesourinha, guaracava, anu-branco, anu-preto, corruíra e sabiá-ferreiro, além de beija-flores, bem-te-vis e corujas. A região também recebe aves migratórias, inclusive da América do Norte, como o maçarico.
A mastofauna inclui grupos como marsupiais, quirópteros, primatas, roedores, carnívoros e perissodáctilos. Entre os animais registrados estão espécies como tamanduá-bandeira, tatu, capivara, veado, lobo-guará, cachorro-do-mato, quati, jaguatirica, suçuarana e anta. Também ocorrem répteis e outros vertebrados, como cascavel, jararaca, jacaré-anão, teiú e lontra.
A unidade protege espécies ameaçadas de extinção?
Sim. A RDS contribui para a conservação de diversas espécies ameaçadas do Cerrado. Entre elas estão o lobo-guará, a suçuarana, a jaguatirica e o tatu-bola, além de outras espécies que sofrem pressão pela perda de habitat e pela caça.
Qual a importância da área para os ecossistemas?
A RDS desempenha papel estratégico na proteção de nascentes e cursos d’água, além de contribuir para a conectividade entre áreas naturais, essencial para a manutenção dos processos ecológicos.
Como a unidade contribui para a conservação da biodiversidade no Brasil?
A criação da RDS fortalece a proteção do Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do país, e amplia a conectividade com outras áreas protegidas, contribuindo para a conservação em escala regional e nacional.
O que pode e o que não pode ser feito dentro da RDS?
A unidade permite o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades tradicionais, respeitando regras de conservação ambiental que serão definidas em seu Plano de Manejo.
A exploração de recursos naturais é permitida?
Sim. Diferentemente de unidades de proteção integral, a RDS permite o uso sustentável dos recursos naturais, especialmente por populações tradicionais, de forma compatível com a conservação ambiental.
O turismo será permitido na RDS?
O turismo pode ser desenvolvido de forma sustentável, respeitando os limites ambientais e as diretrizes de gestão da unidade.
É possível realizar pesquisa científica na área?
Sim, a pesquisa científica é permitida em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), desde que autorizada pelo órgão gestor responsável. As RDS visam preservar a natureza e melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais, promovendo a conservação ambiental e a educação ambiental. A pesquisa deve estar alinhada com os interesses locais e o Plano de Manejo da unidade.
Há atividades tradicionais que poderão continuar ocorrendo na região?
Sim. Atividades tradicionais das comunidades geraizeiras, como o extrativismo, serão mantidas e valorizadas como parte do modelo de uso sustentável da RDS.
Como a RDS pode beneficiar as comunidades locais?
A unidade promove a valorização cultural, o fortalecimento das atividades tradicionais e a melhoria das condições de vida das populações locais.
A RDS pode gerar oportunidades de renda?
Sim. A unidade pode fomentar atividades sustentáveis, como extrativismo, turismo e iniciativas de desenvolvimento socioambiental.
O que é o Conselho Deliberativo da unidade?
A RDS será gerida por um Conselho Deliberativo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e das populações tradicionais residentes na área. O Plano de Manejo da RDS definirá as zonas de proteção integral e será aprovado pelo Conselho Deliberativo da unidade.
Como a população pode participar da gestão da unidade?
A participação ocorre por meio do Conselho Consultivo e de processos participativos na elaboração e implementação das ações de gestão.
O que é o Plano de Manejo e quando ele será elaborado?
O Plano de Manejo é o instrumento que definirá as regras de uso e conservação da unidade, sendo elaborado de forma participativa após sua criação.
Quais benefícios ambientais a criação da RDS traz para a região?
A unidade contribui para a proteção dos ecossistemas do Cerrado, das nascentes e cursos d’água, além de fortalecer a conectividade ecológica com outras áreas protegidas.
Como a conservação da área ajuda a combater as mudanças climáticas?
A proteção dos ecossistemas do Cerrado contribui para a manutenção dos serviços ambientais, como a regulação hídrica e o armazenamento de carbono, fortalecendo a resposta às mudanças climáticas.
