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ICMBio responde às principais dúvidas sobre a Estação Ecológica de Taiamã
Tuiuiu na Estação Ecológica de Taiamã - Foto: Palê Zuppani
A Estação Ecológica de Taiamã foi ampliada por meio do Decreto nº 12.887, de 23 de março de 2026, com o objetivo de fortalecer a proteção dos ecossistemas do Pantanal e conservar uma das áreas mais sensíveis e biodiversas da região.
A Estação Ecológica é uma unidade de conservação de proteção integral, voltada prioritariamente à preservação da natureza e à realização de pesquisas científicas, não sendo permitida a exploração direta dos recursos naturais.
Além de proteger a biodiversidade, a ampliação da unidade desempenha papel estratégico na conservação de áreas alagáveis, na manutenção do ciclo hidrológico e na proteção de berçários naturais de peixes e de espécies ameaçadas, contribuindo também para o fortalecimento da gestão ambiental e para a resiliência do Pantanal frente às mudanças climáticas.

A seguir, apresentamos algumas das perguntas frequentes sobre a Estação Ecológica (Esec) de Taiamã.
Onde fica localizada a unidade?
A Estação Ecológica (Esec) de Taiamã encontra-se na porção norte do bioma Pantanal. Está situada no município de Cáceres e de Poconé, ambos no estado de Mato Grosso. Seus limites mais marcantes são o rio Paraguai, a oeste, sul e sudeste; o rio Bracinho, ao norte (interligando a ESEC com a RPPN Jubran); e o rio Formoso, a leste.
Qual é a área total protegida?
A área total é de 68.502 hectares.
Qual o tamanho da área que foi ampliada?
A área foi ampliada em 56.952 hectares.
Por que a unidade foi criada ou ampliada?
A ampliação da Esec de Taiamã visa proteger uma das áreas hidrologicamente mais sensíveis do Pantanal Norte, onde 90% da região proposta é classificada como de importância biológica “muito alta”. A medida busca preservar habitats essenciais, especialmente berçários naturais de peixes, além de garantir a conservação de espécies ameaçadas e dos serviços ecossistêmicos.
Quais tipos de ambientes naturais são protegidos?
A Esec protege um mosaico de ambientes típicos do Pantanal, incluindo áreas alagáveis, rios, lagoas, corixos, savanas, florestas estacionais e formações aquáticas com vegetação como aguapés e vitórias-régias. Esses ambientes são fundamentais para a reprodução de espécies e para a manutenção da biodiversidade.
Como será a fiscalização?
A fiscalização será fortalecida com a ampliação da capacidade de controle e prevenção de incêndios, reduzindo ameaças à vegetação nativa e à fauna. Também serão implementadas ações de monitoramento mais eficazes contra a pesca ilegal e outras atividades predatórias.
Quais espécies de animais vivem na unidade?
A região da Esec apresenta alta diversidade biológica, com registro de 131 espécies de peixes (48% da ictiofauna do Pantanal), incluindo espécies migratórias como o dourado e o pacu. A avifauna é igualmente rica, com 237 espécies registradas, como o tuiuiú e o cabeça-seca. Mamíferos emblemáticos ameaçados, como a onça-pintada e o cervo-do-pantanal, também dependem das áreas adjacentes à unidade de conservação para sua sobrevivência.
A unidade protege espécies ameaçadas de extinção?
Sim. A área abriga populações importantes de espécies ameaçadas, como a onça-pintada, o cervo-do-pantanal e a ariranha, além de aves raras e migratórias, reforçando seu papel estratégico na conservação da fauna do Pantanal.
O que pode e o que não pode ser feito dentro da Esec?
A Esec é uma área de proteção integral que tem como objetivos a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. Nela, são permitidas pesquisas e visitações com objetivo educacional.
Como a ampliação da Esec afeta a pesca na região?
A ampliação promove a conservação dos ambientes aquáticos (rios, lagoas, baías e corixos) e ambientes associados (matas alagadas, campos inundados e praias), fundamentais para a reprodução e o desenvolvimento das espécies de peixes. Isso contribui para a manutenção dos estoques pesqueiros e para a continuidade da pesca profissional e amadora na região.
Além disso, a ampliação busca valorizar os usos tradicionais no entorno da unidade de conservação, incentivando a organização dos setores relacionados à pesca e promovendo o desenvolvimento com base na sustentabilidade e na conservação.
A Esec beneficia o turismo?
O turismo dentro da Esec não é permitido, mas é permitida a visitação para atividades educativas mediante autorização prévia. No entanto, o turismo deve ser beneficiado desenvolvendo-se de forma sustentável no entorno da Esec, com destaque para a observação da fauna e a valorização das belezas naturais, contribuindo para a geração de renda local e para a conservação ambiental.
A navegação pelo Rio Paraguai está permitida?
Sim. A navegação pelo rio Paraguai segue permitida seguindo a legislação pertinente sobre navegação.
É possível realizar pesquisa científica na área?
Sim. A pesquisa científica é incentivada, sendo fundamental para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e subsidiar a gestão da unidade.
Quem é responsável pela gestão e fiscalização da unidade?
A gestão e a fiscalização são de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O que é o Conselho Consultivo da unidade?
É um espaço de participação social que reúne representantes de diferentes setores para contribuir com a gestão, o planejamento e a tomada de decisões sobre a unidade.
Como a população pode participar da gestão da unidade?
A participação ocorre por meio do Conselho Consultivo e de processos participativos, fortalecendo a governança e a construção coletiva das regras de uso do território.
O que é o Plano de Manejo e quando ele será elaborado?
O Plano de Manejo é o documento que define o zoneamento e as normas de uso da unidade, sendo elaborado após a criação ou ampliação da unidade, com participação social. Em 2017 foi publicado o Plano de Manejo da Esec, e com a ampliação o plano será revisto incorporando as áreas ampliadas.
Como a conservação da área ajuda a combater as mudanças climáticas?
A proteção dos ecossistemas pantaneiros fortalece a regulação hídrica, mantém a integridade das áreas alagáveis e aumenta a resiliência do bioma frente às mudanças climáticas e às pressões humanas.