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Encontro reúne saberes populares da caatinga
Publicado em
07/02/2018 12h39
Atualizado em
07/02/2018 16h53
Evento realizado no sertão de Pernambuco reuniu raizeiros, rezadores e parteiras da Chapada do Araripe.
Realizado pela Rede de Agricultores Experimentadores do Araripe, com apoio de instituições como a Fundação Oswaldo Cruz, Associação Cristã de Base, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ibama, entre outras, o Encontro serviu para incentivar e manter vivas práticas de cura (algumas milenares) que não dependem do sistema biomédico. Nesta segunda edição do evento, foram oferecidos vários serviços, oficinas de agrofloresta, extração de óleos vegetais, primeiros socorros usando óleos essenciais, arteterapia, shiatsu, cromoterapia, aromaterapia e bioenergética.
Além de aproximadamente 80 raizeiros, rezadores e parteiras da região da chapada do Araripe, dos estados de Pernambuco e Ceará, participaram nos últimos três dias do evento cerca de 200 pessoas entre médicos, profissionais de saúde, representantes de instituições públicas, organizações não governamentais e aprendizes de várias partes do Brasil.
Segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Islândia Sousa, o encontro reforçou a política de práticas integrativas e complementares instituída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006. Essas práticas são caracterizadas pela Organização Mundial de Saúde como Medicina Tradicional ou Medicina Complementar. Esse termo significa um conjunto diversificado de ações terapêuticas que difere da biomedicina ocidental, incluindo práticas manuais e espirituais, com ervas, partes animais e minerais, sem uso de medicamentos quimicamente purificados, além de atividades corporais, como tai chi chuan, yoga, lian gong. Outros exemplos de PICs são: acupuntura, reiki, florais e quiropraxia.
O evento foi apoiado pela Coordenação Geral de Populações Tradicionais (DISAT/ICMBio) através do Projeto PNUD, e contou com o envolvimento da APA Chapada do Araripe, ESEC Aiuaba, Flona Araripe-Apodi e Flona Negreiros. O analista ambiental do ICMBio Antônio Alencar, da Flona Negreiros, que trabalhou na concepção, organização e articulação nacional para realização do evento, tem experiência e grande dedicação ao estudo de plantas medicinais do cerrado e caatinga, inclusive já publicou um livro denominado Cordel de Plantas Medicinais do Cerrado.
* Com informações da Fiocruz de Pernambuco
Comunicação ICMBio
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