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Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio promovem debates em eventos da COP 15
Espécies migratórias como aves, tartarugas marinhas e peixes não respeitam fronteiras entre países e precisam de ações contínuas e integradas de conservação. Com esse foco é que os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio, Coordenações Gerais, Unidades de Conservação, e o Presidente Mauro Pires participaram de reuniões, eventos paralelos (side events) e outras articulações com países membros da Conferência das Partes (COP) 15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), que acontece em Campo Grande (MS). As plenárias começaram ontem (23) e seguem até esta quinta (26). Confira a programação completa aqui.
Uma das apresentações, feita pelo coordenador do Centro TAMAR/ICMBio Joca Thomé, nesta segunda (23), 12h45, na sala 2, intitula-se “Priorizando a Conservação Baseada em Áreas para Tartarugas Marinhas: Conectividade, Áreas Importantes para Tartarugas Marinhas e Alcançando os Resultados da 30x30 e da BBNJ”.
Essa plenária fez parte da iniciativa promovida pela Secretaria da Convenção de Espécies Migratórias-CMS, World Wide Fund for Nature-WWF (Fundo Mundial para a Natureza), The University of Queensland-UQ (Universidade de Queensland) e outros apoiadores da iniciativa Corredores Azuis, visando a adoção da Decisão 25.3.1, da COP 15, que visa a criação de Corredores Azuis para proteção de especies migratórias.
O coordenador do Centro TAMAR/ICMBio Joca Thome apresentou uma síntese de como se encontram as informações sobre estas espécies no Brasil, incluindo praias, áreas de desova, alimentação e migração das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira, bem como dados de deslocamentos dessas espécies traçados a partir de estudos de telemetria satelital, interação com as pescarias, encalhes, assim como outros dados que revelam mais informações sobre as principais áreas de uso desses animais no Brasil e países vizinhos.
No Brasil ocorrem as seguintes espécies de tartaruga marinha: oliva (Lepidochelys olivacea), verde (Chelonia mydas), cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata) e de couro (Dermochelys coriacea).
A analista ambiental do CEMAVE/ICMBio, Patrícia Pereira Serafini, proferiu plenária intitulada “Acelerando as ações de conservação para o oceano: rotas migratórias marinhas e outras propostas sobre aves marinhas para a COP15” e outra intitulada “Um só organismo, uma só saúde: integrando rios, florestas, e saúde oceânica com focos nas espécies migratórias”.
O analista ambiental do CEPSUL, Isaac Simão Neto, e gestão do Parque Nacional lagoa do Peixe falaram juntos sobre “Automonitoramento na pesca artesanal: uma ferramenta escalável para a conservação de espécies migratórias e implementação da CMS”.
Outras decisões contam com a participação dos Centros de Pesquisas e Conservação, como estratégias de proteção do jaguar, onça-pintada, do surubim, pintado, entre outros.
Saiba mais sobre a Decisão 25.3.1 da COP15 - “Blue Corridors for Turtles”
Essa decisão da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) está relacionada à iniciativa “Blue Corridors for Turtles” (Corredores Azuis para Tartarugas) e ao fortalecimento da conservação de tartarugas marinhas em escala global; buscando reconhecer, apoiar e avançar a identificação e proteção de áreas marinhas essenciais para tartarugas marinhas ao longo de suas rotas migratórias — os chamados Corredores Azuis.Entre os principais pontos da Decisão 25.3.1 estão identificar áreas prioritárias; incentivar o uso de dados científicos (como rastreamento por satélite) para mapear áreas de alimentação, rotas migratórias e zonas de reprodução; integrar essas informações com políticas globais; assim como alinhar essas ações com metas internacionais como: o objetivo 30x30 (proteger 30% do planeta até 2030); o acordo de biodiversidade em alto-mar (BBNJ) e o fortalecimento de cooperação internacional.
Como as tartarugas cruzam fronteiras, a decisão reforça a necessidade de cooperação entre países; gestão transfronteiriça; o apoio à criação de áreas protegidas estimulando que essas áreas identificadas sejam incorporadas aos sistemas de áreas marinhas protegidas e parcerias institucionais. A decisão serve como base para que os países avancem em medidas mais concretas de proteção e implementação.
Meta 30x30 – COP15
Resultados da 30x30 significa a meta da COP 15 que é a de proteger 30% do planeta até 2030, incluindo terras (florestas, biomas); águas continentais (rios, lagos) e oceanos. Essa meta foi acordada por quase 200 países como parte do novo marco global de biodiversidade, e envolve, ainda, restaurar 30% dos ecossistemas degradados; reduzir a perda de biodiversidade e respeitar povos indígenas e comunidades tradicionais.
BBNJ - Biodiversidade além das Jurisdições Nacionais
BBNJ significa Biodiversity Beyond National Jurisdiction – do português Biodiversidade além das Jurisdições Nacionais – ou seja, áreas do oceano que não pertencem a nenhum país (alto-mar). O acordo entre as partes objetiva conservar a biodiversidade marinha nessas áreas; criar áreas marinhas protegidas no alto-mar e definir regras para uso sustentável de atividades como a pesca e mineraçao, por exemplo.
Confira a transmissão pelo Canal Youtube do MMA:
22/03/26 - Cerimônia de Abertura - https://www.youtube.com/watch?v=7IexT9FQK04
23/03/26 - 1º Dia - https://www.youtube.com/watch?v=iKzTTrm11E0
24/03/26 - 2º Dia - https://www.youtube.com/watch?v=DdbUFX134Us
25/0/3/26 - 3o Dia - https://www.youtube.com/watch?v=YOxVOAOgwdc
26/03/26 - Último dia - https://www.youtube.com/watch?v=6ApyZT2pglI
Comunicação Centro TAMAR/ICMBio










