Mata Atlântica
A Reserva Biológica de Sooretama é de extrema importância por conservar o maior e mais bem preservado remanescente de ecossistema da floresta atlântica de tabuleiros terciários contínuo. Além disso, abriga um enclave amazônico dentro da Mata Atlântica, evidenciado pela estrutura da vegetação, raízes superficiais e sub-bosque mais ralo, características típicas de florestas amazônicas de terra firme. Essa singularidade é confirmada pela diversidade de espécies vegetais, aves e insetos, incluindo insetos aquáticos.
A paisagem da reserva também se destaca pela presença de formações únicas, como as matas abertas de muçununga em contraste com a floresta ombrófila densa, áreas brejosas, a lagoa do Macuco e uma fauna expressiva composta por grandes mamíferos e aves raras.
Reconhecendo sua relevância para a conservação da biodiversidade global, a UNESCO concedeu à Reserva Biológica de Sooretama o título de Patrimônio Mundial Natural do Brasil, integrando o Sítio de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento, devido à importância das espécies e dos ecossistemas que abriga.
A reserva está situada em região de clima tropical úmido, com precipitação média anual de 1.403 mm, estação seca entre maio e setembro e temperatura média de 23,6 °C (mínima de 15,6 °C em julho e máxima de 27,4 °C em fevereiro). A precipitação média anual é de 1.178 mm.
O território da Rebio Sooretama e seu entorno compreendem dezesseis pequenas sub-bacias, todas drenando para o rio Barra Seca, principal curso d’água da unidade, localizado ao norte. O córrego Cupido, ao sul, é o segundo mais importante. Ambos formam, no extremo leste, a lagoa do Macuco, uma extensa área alagada que, no passado, foi chamada por estudiosos de “pantanal capixaba”. A ocupação contínua e a crescente demanda por água, inclusive para irrigação agrícola, têm provocado alterações significativas na drenagem e nos ambientes da reserva e seu entorno.
