Sobre a Unidade de Conservação (UC) Federal | Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas
A Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas é uma Unidade de Conservação (UC) Federal inserida nos biomas Marinho (Sistema Costeiro-Marinho, segundo o IBGE) e Mata Atlântica, pertence a categoria de Unidades de Conservação de Uso Sustentável, ou seja, tem como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
A APA Costa das Algas encontra-se localizada ao norte do município de Vitória, capital do estado do Espírito Santo, compreende uma faixa litorânea localizada à direita da Rodovia Estadual ES-010, no sentido sul-norte, e uma porção maior localizada em águas jurisdicionais, na região marinha confrontante aos municípios de Serra, Fundão e Aracruz (ES).

A costa central do Espírito Santo apresenta um mosaico de ecossistemas único no Brasil, formado por recifes e costões rochosos de couraças lateríticas, além de importantes sistemas pluviais e estuarinos. Extensos manguezais são encontrados não somente nos estuários, mas também ao longo de praias e recifes lateríticos. No centro desta peculiar área encontra-se o distrito de Santa Cruz, no município de Aracruz/ES, que apresenta grande biodiversidade de algas, considerada a maior do Brasil, e se constitui num importante habitat de crescimento de espécies de peixes comerciais e ameaçados no sudeste brasileiro, além da diversidade cultural e das atividades de pesca de pequena escala.
A APA Costa das Algas possui 114.931 ha de área, e circunda o REVIS de Santa Cruz, as duas UCs foram criadas em 17/06/2010 com o objetivo de proteger os ambientes naturais da região, que apresentam elevada biodiversidade associada à ocorrência de bancos e pradarias de algas marinhas, sendo indicada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como área prioritária para conservação da biodiversidade.
É encontrada na área da APA Costa das Algas uma grande variedade de macroalgas marinhas, calcárias e não calcárias, incrustantes e articuladas, da linha de praia até profundidades próximas aos 100 metros, no caso das laminarias, proporcionando substrato, abrigo e alimentação para diversificada fauna bentônica, demersal e pelágica na região. Observa-se, ainda, uma variedade de fisionomias do relevo submarino, com a ocorrência predominante de sedimentos biodetríticos e biolitoclásticos e também de recifes lateríticos, bancos de rodolitos, paleocanais e sedimentos litoclásticos. Assista aqui um pouco sobre a APA e o REVIS!
