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Fauna
Podemos chamar de fauna o agrupamento de animais, esse agrupamento pode ser delimitado por uma determinado espaço ou momento no tempo, agora você vai conhecer algumas das espécies que vivem no PARNA Serra do Divisor atualmente.
Mamíferos
AteIes chamek Basicamente frugívoro, com baixas taxas reprodutivas, necessidade de grandes áreas de vida e grupos divididos em pequenos subgrupos, Ateies é facilmente extinto localmente mesmo sob uma pressão de caça moderada, sendo muito visado pelo seu tamanho. Ocorrem a grandes distâncias das margens dos rios mais habitados e, prioritariamente, em florestas densas, altas e pouco perturbadas.
Cacajao rubicundus existem poucas informações disponíveis sobre a ecologia dessa subespécie de Cacajao, sendo o gênero muito ameaçado pela sua distribuição restrita e pela pressão de caça. Apesar de sofrer pressão de caça por parte de alguns moradores (especialmente no Sul do PNSD), sua distribuição dentro do Parque pode estar mais relacionada com uma exigência de habitat (florestas densas, sobre solos férteis e com grande disponibilidade de frutos) do que com uma perturbação qualquer. Pelos informes dos moradores, na Parte Sul do PNSD a espécie ocorreria principalmente em áreas pouco habitadas (cabeceira do Igarapé Aparição, próximo ao sopé da Serra do Rio Branco).

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Callimico goeldii naturalmente rara e com distribuição restrita no Brasil ao Estado do Acre e ao trecho do Rio Juruá no Estado do Amazonas, é uma espécie com uma exigência muito forte de habitat: prefere tipologias florestais com sub bosque denso e com ocorrência de bambu. No PNSD foi observado um grupo em uma área de capoeira com sub bosque denso sem bambu no Igarapé Ouro Preto e outro encontrado em uma mancha de bambu no Igarapé Ramon. Essa espécie, devido ao seu pequeno porte, não costuma ser alvo dos caçadores locais.
Saguinus subgrisescens Espécie de primata com distribuição no Brasil muito semelhante a de Callimico goeldii; praticamente todo o Estado do Acre e a região fronteiriça do Estado do Amazonas. É o único Callitrichinae que possui três molares de cada lado da mandíbula, e também é o único gênero cujas fêmeas rotineiramente dão a luz filhotes únicos, ao invés de gêmeos.
Apesar de sua ampla distribuição a Ariranha ou Lontra (Pteronura brasiliensis), já está extinta em várias partes do país. Populações maiores da espécie encontram-se principalmente na bacia amazônica, mas mesmo aqui suas densidades estão em declínio pela caça, alteração da vegetação ribeirinha e da qualidade da água. Dentro do PNSD, conforme relato de moradores, a Pteranura brasiliensis ocorre somente em áreas pouco habitadas.

Predador de topo de cadeia, as principais perturbações que ameaçam a sobrevivência da Panthera onca na natureza são a destruição do habitat e a pressão de caça. Como necessitam de grandes áreas de vida para sobreviver, a existência de grandes populações restringe-se hoje à floresta amazônica. Algumas das evidências no PNSD são de animais que foram caçados pelos moradores, sendo que esta pressão de caça deve ser considerada atualmente a principal ameaça para a espécie dentro do PNSD.



