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Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade

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Publicado em 27/03/2026 11h02 Atualizado em 30/03/2026 09h27

 

OBJETIVO ESTRATÉGICO: Gerar e disseminar dados, informações e conhecimentos técnicos e científicos acerca do meio ambiente.  

Indicador estratégico: Percentual de implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

75% 

78% 

(atualização parcial) 

 

Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade 

O Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes - Programa Monitora (IN ICMBio n° 02/2022) caracteriza-se por ser de longa duração, voltado ao monitoramento do estado de conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos associados. Seus resultados subsidiam a avaliação da efetividade de conservação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a adaptação às mudanças climáticas e o uso e manejo dos recursos naturais nas unidades de conservação (UCs). 

O Índice de Implementação do Programa Monitora (IIPM) é calculado no início de cada ano, após atualização gerencial do Programa Monitora realizada pela Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade - COMOB, em colaboração com os pontos focais dos Centros Nacionais de Pesquisa responsáveis por auxiliar as UCs na implementação dos protocolos de monitoramento. 

 Uma vez que as informações estão em processo de entrega à Coordenação para atualização, o IIPM apresentado neste relatório está parcialmente atualizado. O IIPM leva em consideração as Unidades de Conservação que participam do Programa Monitora e é categorizado em três níveis:  

Categoria de Implementação 

 

IIPM (%) 

 

Indicador 

 

Baixa 

 

<50 

Menos de 30% do total de UCs federais participando do Programa Monitora e com a maioria delas com problemas na execução dos 

protocolos de monitoramento 

Média 

50 < IIPM < 75 

Médio nível de implementação 

 

Alta 

 

>75 

Alto nível de implementação com mais de 30% 

do total de UCs federais participantes do Programa, e 90% delas em Operação 

 

O IIPM de 2024 para 2025 apresenta constância (IIPM médio), uma vez que ainda não temos a atualização total das UCs que iniciaram a operacionalização dos protocolos, assim como as UCs que por um tempo estiveram inoperante e agora retornaram às atividades. 

Das 344 UCs federais do ICMBio, 129 participam do Programa Monitora, o que corresponde a um indicador de 37,5%, sendo que dessas 129, 106 (cento e seis) estão em plena operação, ou seja, realizando as amostragens, conforme planejado, o que corresponde a 82,17% de todas as UCs do Programa Monitora (valor inferior aos 90% descritos na categoria de implementação “alta”). Sendo assim, classifica-se na Categoria de implementação média. 

As demais UCs estão na seguinte situação: 

  • 12 (doze) em implantação, com atividades de planejamento e implantação de estações amostrais, o que corresponde a 9,30% de todas as UCs do Programa Monitora. 

  • 11 (onze) com algum problema na execução dos protocolos e requerem atenção especial no acompanhamento e retomada das atividades, o que corresponde a 8,52% de todas as UCs do Programa Monitora. 

Importante destacar que a COMOB, junto com os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio (CNPCs) e equipes locais de gestão, têm mapeado os motivos da interrupção das atividades e pactuado, caso a caso, estratégias para retomada do Programa Monitora. Em geral, foram registrados problemas vinculados ao cenário climático desfavorável à execução das atividades em campo ou a desestruturação das equipes locais envolvidas com as atividades de monitoramento. 

A COMOB e os CNPCs têm feito esforços no sentido de promover capacitações e oficinas, de modo a atender o crescente número de adesões de novas UCs ao Programa Monitora, em diferentes ecossistemas, assim como para realizar a reciclagem de pontos focais já capacitados. 

Com o intuito de manter a qualidade e a padronização das coletas de dados, em 2025 o Programa Monitora oportunizou 78 cursos. Desses, 51 foram coordenados pela COMOB e CNPCs, sendo 36 EAD, 13 presenciais e 1 no modo híbrido (Tabela 1), e 27 coordenados por UCs participantes do Programa (Tabela 2). No total, estes eventos capacitaram mais de 1200 pessoas, entre servidores do ICMBio e colaboradores locais (Figura 15). 

 

Tabela 1 – Cursos organizados pela COMOB e CNPCs em 2025. Fonte: Banco de dados, COMOB. 

Curso 

Modo 

Data de 

Início 

Data de fim 

Nª de 

cursistas 

Nº de 

Instrutores 

Organizador 

5° Curso de capacitação para o uso do Sistema de Gestão de dados do Programa Monitora  (SISMonitora)  perfil  Gestor 

técnico - Subprograma Marinho e Costeiro 

 

EAD 

 

29/01/2025 

 

31/01/2025 

 

6 

 

6 

 

COMOB 

Curso de Capacitação de Monitores no PE do Rio Doce/MG - Protocolo básicos alvos 

globais Subprograma Terrestre Florestal 

 

Presencial 

 

14/03/2025 

 

23/03/2025 

 

19 

 

3 

IEF/MG e COMOB 

XXIV Curso de Capacitação de Monitores para pontos focais do Programa Monitora 

- componente florestal, alvos globais na 

FLONA de Tefé/AM 

 

Presencial 

 

12/05/2025 

 

18/05/2025 

 

14 

 

3 

 

ICMBio Tefé E COMOB 

Monitoramento da biodiversidade: gestão, análise e síntese dos dados | PDP 

EAD 

01/01/2025 

11/04/2025 

264 

0 

COMOB/ EVG 

Protocolo Básico de monitoramento do 

Alvo Global do Componente Campestre Savânico do Programa Monitora| PDP 

 

EAD 

 

24/03/2025 

 

21/05/2025 

 

19 

 

3 

 

CBC 

Curso de monitoramento participativo e 

ecossistêmico da pesca artesanal em UCs - turma sul e sudeste| PDP 

 

Presencial 

 

19/05/2025 

 

23/05/2025 

 

27 

 

12 

 

COMOB 

2º curso dos protocolos básicos de monitoramento dos alvos globais do componente Ambiente Recifal - nordeste e 

norte| PDP 

 

Presencial 

 

20/10/2025 

 

24/10/2025 

 

22 

 

6 

 

COMOB 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC PARNA Jamanxim 

 

EAD 

 

25/04/2025 

 

25/04/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC PARNA da Amazônia 

 

EAD 

 

25/04/2025 

 

25/04/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC ARIE Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos 

Florestais 

 

EAD 

 

25/04/2025 

 

25/04/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC REBIO Nascentes da Serra do Cachimbo 

 

EAD 

 

21/05/2025 

 

21/05/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC PARNA Campos Amazônicos 

 

EAD 

 

28/05/2025 

 

28/05/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC RESEX Rio Cajari 

 

EAD 

 

26/05/2025 

 

26/05/2025 

 

1 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC NGI Guajará Mirim 

 

EAD 

 

12/06/2025 

 

12/06/2025 

 

6 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC PARNA Mapinguari 

 

EAD 

 

17/06/2025 

 

17/06/2025 

 

1 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Componente Igarapé - UC PARNA Itatiaia 

EAD 

14/10/2025 

14/10/2025 

3 

2 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC RDS de Itatupã- Baquiá 

 

EAD 

 

06/08/2025 

 

06/08/2025 

 

5 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC PARNA do Juruena 

EAD 

15/08/2025 

15/08/2025 

1 

2 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC RESEX Auatí- Paraná 

 

EAD 

 

16/10/2025 

 

16/10/2025 

 

4 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC RESEX Tapajós- Arapiuns 

 

EAD 

 

18/11/2025 

 

18/11/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC RESEX do Médio Juruá 

 

EAD 

 

18/11/2025 

 

18/11/2025 

 

3 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC RESEX Renascer 

EAD 

22/09/2025 

22/09/2025 

3 

2 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Pesca Continental - UC PARNA Anavilhanas 

 

EAD 

 

29/07/2025 

 

29/07/2025 

 

2 

 

2 

 

CEPAM 

Ciclo de Capacitações SISMonitora CEPAM 

- Quelônios - UC REBIO Trombetas 

EAD 

21/11/2025 

21/11/2025 

3 

2 

CEPAM 

Capacitação SISMonitora - Gestor técnico - 

CEPENE 

EAD 

09/01/2025 

09/01/2025 

1 

1 

COMOB 

5º Curso - Gestor técnico e Validador - CEPENE, CEPNOR, CEPSUL, TAMAR 

 

EAD 

 

29/01/2025 

 

31/01/2025 

 

5 

 

5 

CEPNOR, CEPSUL, 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - NGI Bragança (RESEX Gurupi Piriá, RESEX Caeté 

Taperaçu e RESEX Arai Peroba) 

 

EAD 

 

07/03/2025 

 

07/03/2025 

 

1 

 

1 

 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - 

PARNA Jericoacoara 

EAD 

13/03/2025 

13/03/2025 

1 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - RESEX Marinha Lagoa do Jequiá 

EAD 

14/03/2025 

14/03/2025 

2 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador e 

Coletor- NGI Florianopolis (RESEX Pirajubaé e ESEC Carijós) 

 

EAD 

 

18/03/2025 

 

18/03/2025 

 

5 

 

2 

CEPSUL, COMOB 

Capacitação SISMonitora - Coletor- NGI Antonina Guaraqueçaba (APA Guaraqueçaba,  ESEC  Guaraqueçaba  e 

PARNA Superagui) 

 

EAD 

 

29/04/2025 

 

29/04/2025 

 

8 

 

2 

 

CEPSUL, COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - NGI Salgado Paraense (RESEX Chocoaré Mato Grosso, RESEX Mãe Grande Curuçá e RESEX 

Mestre Lucindo) 

 

EAD 

 

18/07/2025 

 

18/07/2025 

 

1 

 

1 

 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - Área 

de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha - Rocas - São Pedro e São Paulo 

 

EAD 

 

25/07/2025 

 

25/07/2025 

 

1 

 

1 

 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador - 

RESEX Cassurubá e CEPENE 

EAD 

25/08/2025 

25/08/2025 

3 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora - Operador RESEX Soure e NGI Bragança (RESEX’s Gurupi 

Piriá, Caeté Taperaçu e Arai Peroba) 

 

EAD 

 

03/10/2025 

 

03/10/2025 

 

4 

 

1 

 

COMOB 

Curso Protocolos básicos dos alvos globais do componente Manguezal do Programa Monitora (ICMBio São Luis) 

 

Híbrido 

 

16/09/2025 

 

18/09/2025 

 

16 

 

3 

COMOB, 

ICMBio São Luis, CT Belém 

Curso Protocolos básicos dos alvos globais do componente Manguezal do Programa 

Monitora (ICMBio Bragança) 

 

Presencial 

 

07/10/2025 

 

09/10/2025 

 

20 

 

4 

OMOB, 

ICMBio Bragança, 

RARE e CEPNOR 

Curso Protocolos básicos dos alvos globais do componente Manguezal do Programa Monitora  (Parque  Nacional  do  Cabo 

Orange) 

 

Presencial 

 

05/11/2025 

 

12/11/2025 

 

25 

 

3 

COMOB, 

PARNA Cabo Orange e 

RARE 

Curso Protocolos básicos dos alvos globais do componente Manguezal do Programa Monitora (APA Costa dos Corais) PDP 

 

Presencial 

 

25/11/2025 

 

28/11/2025 

 

26 

 

2 

COMOB, CEPENE, 

ICMBio Costa 

dos Corais 

Curso Local de Capacitação de Monitores no PARNA da Serra da Bodoquena (MS) - Protocolo   básicos   alvos   globais 

Subprograma Terrestre Florestal 

 

Presencial 

 

06/03/2025 

 

15/03/2025 

 

16 

 

1 

PARNA DA SERRA DA BODOQUENA 

e Comob 

Capacitação SISMonitora: Perfil Operador - 

RESEX do Rio Cajari 

EAD 

12/03/2025 

13/03/2025 

8 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora: Perfis Operador e Coletor: PARNA da Serra dos Órgãos 

EAD 

14/03/2025 

14/03/2025 

11 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora: Perfis Gestor 

Técnico e Validador: RAN 

EAD 

14/07/2025 

21/07/2025 

2 

1 

COMOB 

Capacitação SISMonitora & ODK (Flona de 

Mulata / NGI Porto Velho / Resex do Tapajós-Arapiuns) 

 

EAD 

 

07/10/2025 

 

08/10/2025 

 

7 

 

1 

 

COMOB 

Capacitação SISMonitora e ODK (NGI Guajará-Mirim/ NGI Porto Velho/NGI Cautário-Guaporé/NGI Cuniã- Jacundá/Flona do Iquiri/Parna de Pacaás 

Novos) 

 

 

EAD 

 

 

15/10/2025 

 

 

15/10/2025 

 

 

18 

 

 

1 

 

 

COMOB 

Curso de Capacitação local no Programa Monitora para monitores com amostragem - Componente Florestal - 

protocolos básicos da REBIO do Rio Acre 

 

Presencial 

 

09/04/2025 

 

17/04/2025 

 

16 

 

1 

COMOB e 

ESEC do Rio do Acre 

Curso de Capacitação local no Programa Monitora para monitores com amostragem - Componente Florestal - 

protocolos básicos da FLONA de Caxiuanã 

 

Presencial 

 

16/07/2025 

 

24/07/2025 

 

22 

 

2 

COMOB e FLONA de 

Caxiuanã 

Curso de Capacitação local no Programa Monitora para monitores com amostragem - Componente Florestal - 

protocolos básicos da REBIO Guaribas 

 

Presencial 

 

08/08/2025 

 

12/08/2025 

 

12 

 

2 

REBIO 

Guaribas e COMOB 

Curso de Capacitação local no Programa Monitora para monitores com amostragem - Componente Florestal - 

protocolos básicos da RESEX do Rio Cajari 

 

Presencial 

 

01/09/2025 

 

15/09/2025 

 

24 

 

1 

RESEX do Rio Cajari e COMOB 

Curso de Capacitação local no Programa Monitora para monitores com amostragem - Componente Florestal - protocolos básicos do PARNA da Serra da 

Bodoquena 

 

 

Presencial 

 

 

06/03/2025 

 

 

15/03/2025 

 

 

16 

 

 

1 

 

PARNA da 

Bodoquena e COMOB 

Curso Protocolos básicos dos alvos globais do componente Manguezal do Programa Monitora (Resex Cassurubá) 

 

Presencial 

 

09/11/2025 

 

11/11/2025 

 

23 

 

6 

RESEX DE CASSURUBÁ, CEPNOR e 

COMOB 

 

Tabela 2 – Cursos locais organizados pelas UCs em 2025. Fonte: Banco de dados, COMOB. 

Curso 

Modo 

Data de 

Início 

Data de fim 

Nª de 

cursistas 

Nº de 

Instrutores 

Organizador 

Curso de Capacitação de Pontos Focais e Monitores no PARNA Chapada dos Veadeiros Protocolo básico alvo global plantas herbáceas e lenhosas nativas e 

exóticas 

 

 

Presencial 

 

 

06/05/2025 

 

 

09/05/2025 

 

 

25 

 

 

2 

PARNA DA CHAPADA DOS VEADEIROS 

Curso de Capacitação de Pontos Focais e Monitores no PARNA da Serra do Cipó Protocolo  básico  alvo  global  plantas 

herbáceas e lenhosas nativas e exóticas 

 

Presencial 

 

11/03/2025 

 

14/03/2025 

 

25 

 

2 

PARNA DA SERRA DO CIPÓ 

Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) 

do Componente Campestre e Savânico 

 

Presencial 

 

12/05/2025 

 

15/05/2025 

 

18 

 

3 

 

ESEC DE CUNIà

Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) 

do Componente Campestre e Savânico 

 

Presencial 

 

24/02/2025 

 

26/02/2025 

 

23 

 

2 

 

PARNA DE BRASÍLIA 

Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) 

do Componente Campestre e Savânico 

 

Presencial 

 

08/04/2025 

 

11/04/2025 

 

9 

 

2 

PARNA DA CHAPADA DOS 

GUIMARÃES 

Curso de Capacitação Local de Monitores da Biodiversidade e Amostragem do Parque Nacional da Serra do Cipó - Protocolo  Básico  e  Avançado  de 

Borboletas Frugívoras 

 

 

Presencial 

 

 

28/05/2025 

 

 

06/06/2025 

 

 

10 

 

 

1 

 

PARNA da 

Serra do Cipó 

Curso de Capacitação para o Protocolo de Automonitoramento da Pesca - Componente Área Alagável 

 

Presencial 

 

12/06/2025 

 

12/06/2025 

 

62 

 

1 

RESEX ARIÓCA PRUANà

Curso de Capacitação de Monitores do Programa Monitora - Componente Florestal;  alvos  globais  -  protocolo 

presencial 

 

Presencial 

 

23/06/2025 

 

28/06/2025 

 

35 

 

1 

 

REBIO DO TINGUÁ 

Capacitação Local de Monitores da Biodiversidade - Alvo Plantas Arbóreas e Arborescentes no Parque Nacional da 

Serra do Cipó/MG 

 

Presencial 

 

03/11/2025 

 

03/11/2025 

 

8 

 

1 

PARNA DA SERRA DO CIPÓ 

Capacitação Local de Monitores da Biodiversidade - Reserva Extrativista Ituxi 

/ AM 

 

Presencial 

 

07/10/2025 

 

09/10/2025 

 

 

3 

 

RESEX ITUXÍ 

Curso de Monitoramento Participativo da pesca artesanal na APA Delta do Parnaíba 

 

Presencial 

 

17/11/2025 

 

19/12/2025 

 

27 

 

6 

APA DELTA 

DO PARNAÍBA 

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, alvos globais do Componente Igarapé/Riacho, Subprograma Aquático Continental, Programa Nacional de Monitoramento da 

Biodiversidade do ICMBio (Monitora) 

 

 

Presencial 

 

 

05/08/2025 

 

 

08/08/2025 

 

 

25 

 

 

4 

NGI 

Jamanxim, NGI Médio Tapajós, NGI Serra do 

Cachimbo 

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, Protocolo básico de Monitoramento da Pesca Continental para  o  alvo  Pesca  Continental,  do 

componente Área Alagável 

 

 

Presencial 

 

 

10/04/2025 

 

 

10/04/2025 

 

 

18 

 

 

2 

 

RESEX RENASCER 

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, Protocolo básico de Monitoramento da Pesca Continental para  o  alvo  Pesca  Continental,  do 

componente Área Alagável 

 

 

Presencial 

 

 

14/06/2025 

 

 

14/06/2025 

 

 

23 

 

 

1 

 

RESEX ARIÓCA PRUANà

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, Protocolo básico de Monitoramento da Pesca Continental para  o  alvo  Pesca  Continental,  do 

componente Área Alagável 

 

 

Presencial 

 

 

10/07/2025 

 

 

10/07/2025 

 

 

36 

 

 

1 

 

RESEX DO MÉDIO JURUÁ 

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, Alvo Complementar de Monitoramento   de   Pirarucu,   do 

componente Área Alagável 

 

 

Presencial 

 

 

08/07/2025 

 

 

09/07/2025 

 

 

36 

 

 

1 

RESEX DO MÉDIO JURUÁ 

Capacitação para o monitoramento da biodiversidade, Protocolo básico de Monitoramento da Pesca Continental para  o  alvo  Pesca  Continental,  do 

componente Área Alagável 

 

 

Presencial 

 

 

07/10/2025 

 

 

07/10/2025 

 

 

32 

 

 

2 

 

RDS DE ITATUPÃ- BAQUIÁ 

Capacitação do Monitoramento de Quelônios componente Áreas alagáveis - Subprograma aquático continental do monitoramento da biodiversidade - UC 

RESEX Verde Para Sempre 

 

 

Presencial 

 

 

01/09/2025 

 

 

02/09/2025 

 

 

21 

 

 

1 

 

Resex Verde para Sempre e NGI Terra 

do Meio 

Capacitação local teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

 

24/02/2025 

 

 

 

 

26/02/2025 

 

 

 

 

24 

 

 

 

 

2 

 

 

NGI 

Contagem- Brasília 

Capacitação regional teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

 

10/03/2025 

 

 

 

 

14/03/2025 

 

 

 

 

25 

 

 

 

 

2 

 

 

 

NGI Cipó Pedreira 

Capacitação local teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

08/04/2025 

 

 

 

11/04/2025 

 

 

 

9 

 

 

 

2 

 

 

PARNA 

Chapada dos Guimarães 

Capacitação local teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

 

06/05/2025 

 

 

 

 

09/05/2025 

 

 

 

 

24 

 

 

 

 

1 

 

 

PARNA da 

Chapada dos Veadeiros 

Capacitação local teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

 

12/05/2025 

 

 

 

 

14/05/2025 

 

 

 

 

19 

 

 

 

 

2 

 

 

 

NGI Cuniã- Jacundá 

Capacitação local teórico-prático "Aplicação do Protocolo Básico de Monitoramento do Alvo Global (Plantas Herbáceas e Lenhosas, Nativas e Exóticas) do Componente Campestre e Savânico" do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio - Programa 

Monitora 

 

 

 

Presencial 

 

 

 

21/10/2025 

 

 

 

24/10/2025 

 

 

 

34 

 

 

 

2 

 

 

 

APA 

Ibirapuitã 

Capacitação de Monitores Quelônios - UC RESEX Medio Jurua 

Presencial 

01/07/2025 

01/07/2025 

Sem informação 

1 

RESEX Médio Juruá 

Capacitação de Monitores Quelônios - UC RESEX Unini 

Presencial 

01/08/2025 

01/08/2025 

Sem informação 

 

NGI Novo Airão 

Capacitação de Monitores Quelônios - UC PARNA Jau 

Presencial 

01/08/2025 

01/08/2025 

Sem informação 

 

NGI Novo Airão 

 

A COMOB, em parceria com os CNPCs, também atua no planejamento e organização de oficinas e reuniões para estruturação e avaliação de componentes, subprogramas e do Programa Monitora. 

Em 2025, avançou-se com a estruturação do componente Praia do Subprograma Marinho e Costeiro, testagem de protocolos com apoio do Projeto GEF Terrestre, ampliação dos espaços para discussão coletiva sobre a implementação do Programa Monitora e inovação tecnológicas, assim como com a publicização de resultados do monitoramento da biodiversidade em ecossistemas marinhos e costeiros de todo o Brasil e do componente Florestal, do Subprograma Terrestre, com a realização dos seguintes eventos: 

  1. Oficina para Elaboração da Estratégia de Inovação do Programa Monitora, ocorrido em Brasília, entre os dias 25 e 27 de março de 2025, em parceria com WWF-Brasil, Instituto IPÊ, IUCN, WCS, reunindo cerca de 50 participantes nos 3 dias de evento; 

  1. 1ª Oficina de gestores e pesquisadores para estruturação do componente praia do Programa Monitora, entre os dias 25 e 29 de agosto de 2025, ocorrido no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste - CEPENE/PE, reunindo cerca de 42 pessoas; 

  1. Oficina sobre uso dos dados do Monitora e mudanças climáticas - metodologia Design Thinking, realizado em Goiânia, em parceria com o WWF; 

  1. III Oficina Virtual para Encontro dos Saberes, ocorrido via Teams, dia 02 de julho de 2025, com participação de 45 pessoas, dentre representantes dos Centros de Pesquisa, UCs e Núcleos de Gestão Integrada - NGIs; 

  1. II Encontrinho dos Saberes da FLONA Caxiuanã, ocorrido em 16 de julho de 2025, com participação de 22 pessoas, com representantes do NGI Breves, IPÊ, Imazon e Benevides Madeiras; 

  1. II Encontro dos Saberes da RDS Itatupã-Baquiá, ocorreu em São João do Jaburu, em Gurupá/PA. Teve a presença de 70 pessoas; 

  1. I Encontro dos Saberes da RESEX de Cururupu, ocorreu na data de 04 de dezembro de 2025, na Ilha da Caçacueira em Cururupu/MA, com participação de aproximadamente 70 pessoas. 

 

Figura 15 – De cima pra baixo, esquerda para direita: 1 - Oficina para Elaboração da Estratégia de Inovação do Programa Monitora; 2 - Oficina sobre uso dos dados do Monitora e mudanças climáticas - metodologia Design Thinking; 3 - 1ª Oficina de gestores e pesquisadores para estruturação do componente praia; 4 - II Encontro dos Saberes da RDS Itatupã-Baquiá.
Figura 15 – De cima pra baixo, esquerda para direita: 1 - Oficina para Elaboração da Estratégia de Inovação do Programa Monitora; 2 - Oficina sobre uso dos dados do Monitora e mudanças climáticas - metodologia Design Thinking; 3 - 1ª Oficina de gestores e pesquisadores para estruturação do componente praia; 4 - II Encontro dos Saberes da RDS Itatupã-Baquiá.

Para a execução de atividades do Programa Monitora nas UCs, é necessário a confecção de material e moderação de oficinas organizadas pela COMOB. Para isso, a Coordenação conta com recursos da União via execução direta ou em parceria com fundações de apoio, como a FEST, e de projetos especiais, como ARPA, GEF Mar, GEF Terrestre, Bolsa Verde e Brasil Biodiverso. 

A fim de prover a sociedade de acesso às informações sobre a implementação e os resultados do monitoramento nas mais variadas formas de divulgação incluindo relatórios, redes sociais e o site da instituição, a COMOB mantém ativa a página do Programa Monitora no site do governo (https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/monitoramento) e perfis nas redes sociais (@programamonitora_icmbio – Instagram e @ProgramaMonitora – Youtube). 

Ao longo de 2025, a revista eletrônica científica do ICMBio (Revista Biodiversidade Brasileira) publicou artigos referentes às atividades de monitoramento desenvolvidas nas UCs que estão no Programa Monitora (Figura 16), contribuindo para disseminação de dados, informações e conhecimentos técnicos e científicos para a sociedade, a saber: 

leg
leg

Figura 16 – De cima pra baixo, esq-dir.: 1 – capa revista Bio Brasil – Fluxo Contínuo – Programa Monitora; 2 - Artigo sobre o planejamento estratégico do Monitora – Revista CGU; 3 - Artigo do Monitora na revista BioBrasil; 4 - Painel de dados gerenciais do Programa Monitora; 5 - Capa do Relatório Executivo do Bolsa Verde; 6 - Painel do Componente Florestal
Figura 16 – De cima pra baixo, esq-dir.: 1 – capa revista Bio Brasil – Fluxo Contínuo – Programa Monitora; 2 - Artigo sobre o planejamento estratégico do Monitora – Revista CGU; 3 - Artigo do Monitora na revista BioBrasil; 4 - Painel de dados gerenciais do Programa Monitora; 5 - Capa do Relatório Executivo do Bolsa Verde; 6 - Painel do Componente Florestal

No que se refere à gestão de dados do Programa, o Sistema de Gestão de Dados de Biodiversidade do Programa Monitora (SISMonitora) conta atualmente com uma equipe de sete bolsistas, sendo três desenvolvedores do sistema e quatro desenvolvedores de formulários ODK (formulário digital criado e utilizado para coletar dados em campo, com a ajuda de um aplicativo móvel). Ao todo, o sistema já possui 2.980 usuários cadastrados utilizando o sistema e realizando a gestão de aproximadamente 530 mil registros sobre diferentes alvos do Programa Monitora (Figura 17). Uma nova versão do sistema está em estágio avançado de desenvolvimento, prevista para ser disponibilizada nas próximas semanas, estando pendente apenas o processo de homologação da nova versão. No ano de 2025, foram iniciadas as atividades de atualização dos formulários ODK, elaboração de cartilhas para usuários coletores e operadores e teve início a elaboração de conteúdos e estruturação de um curso EAD do SISMonitora a ser ofertado via plataforma AVA do ICMBio. Para auxiliar no resgate dos dados pretéritos (coletados antes da entrada em funcionamento do SISMonitora), foram contratados três bolsistas para sistematização e inserção dos dados. Entre os avanços esperados a partir da nova versão do sistema estão: otimização da funcionalidade de validação dos dados e construção de interface para compartilhamento de dados. 

Figura 17 – Dados da Biodiversidade – SISMonitora até novembro de 2025
Figura 17 – Dados da Biodiversidade – SISMonitora até novembro de 2025

 

Perspectivas para os próximos Exercícios 

O Programa Monitora tem ocupado espaço importante na rotina das equipes de gestão de 1/3 das Unidades de Conservação Federais e, ano a ano, amplia o alcance de seus resultados, atingindo públicos de diferentes perfis e fortalecendo a instituição ao contribuir para o cumprimento de seus objetivos e metas. 

Em 2026, espera-se consolidar o componente Ilha e avançar com a estruturação do componente Praia, ambos do Subprograma Marinho e Costeiro e progredir com os testes dos protocolos que estão em pesquisa para o componente Campestre Savânico, do Subprograma Terrestre. Além disso, objetiva-se apresentar e aplicar o Planejamento Estratégico do Programa Monitora 2023-2027 bem como publicar materiais de apoio para realização de Encontro dos Saberes, roteiros metodológicos para o monitoramento dos componentes Ambiente Recifal e Manguezal, e material de apoio ao uso do SISMonitora. Pretende-se analisar dados coletados no âmbito do componente Manguezal e do alvo pesca e biodiversidade associada, com vistas à organização de relatório e painel de resultados. 

Frente ao desafio de expandir o Programa sem perder a qualidade na implementação das atividades de monitoramento da biodiversidade, é papel do ICMBio garantir as estratégias necessárias para seguir fortalecendo a iniciativa e valorizando seus resultados, para que as equipes envolvidas se mantenham motivadas na construção de uma série temporal de dados sobre a biodiversidade brasileira, os quais colocam o Brasil no cenário internacional de busca por estratégias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.  

Indicador estratégico: Percentual de implementação anual do Plano Estratégico de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do ICMBio. 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

100% 

122% 

 

Indicadores de implementação do PEP ICMBio  

 

Ações 

 

Meta para 2025 

 

Alcançado 

Percentual da meta anual cumprida - dez 

2025 

Número de projetos PIBIC realizados que contemplam eixos do PEP ICMBio 

59 

60 

101% 

Número de pesquisas apresentadas no Seminário que contemplam eixos do PEP ICMBio (excluindo as do PIBIC) 

40 

44 

110% 

Número de e-mails de atendimento a pesquisadores e operadores (Sisbio) 

8.640 

5.095 

59% 

Número de autorizações Sisbio expedidas 

2.454 

2.934 

120% 

Número de publicações divulgando pesquisas ou iniciativas previstas no PEP ICMBio (Instagram, ICMBio 

em Foco, outros) 

 

72 

 

174 

 

242% 

Número de Planos estratégicos de Pesquisa de UCs elaborados e que contemplem eixos do PEP ICMBio 

 

1 

 

1 

 

100% 

Média dos percentuais 

- 

- 

122% 

 *O indicador corresponde à média dos percentuais de seus componentes (ações voltadas à implementação do PEP ICMBio) 

 

Implementação do PEP-ICMBio: 

O Plano Estratégico de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do ICMBio (PEP ICMBio), instituído em 2018 e revisado em 2023, estabelece diretrizes fundamentais para orientar o desenvolvimento de pesquisas que fortaleçam a conservação da biodiversidade no Brasil. O plano contempla projetos executados ou fomentados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e está disponível para leitura aqui. 

Dentro do escopo das estratégias institucionais para conservação nos biomas brasileiros, o PEP ICMBio prioriza ações como: 

  • Identificação e promoção de pesquisas essenciais para a instituição; 

  • Desenvolvimento de produtos estratégicos de gestão do conhecimento; 

  • Facilitação de apoio administrativo-financeiro, incluindo parcerias com fundações e uso de recursos oriundos de compensação ambiental e do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC/ICMBio/CNPq); 

  • Publicação de artigos em revistas científicas de impacto; 

  • Criação de painéis de gestão acessíveis à sociedade; 

  • Oferta de cursos de capacitação voltados à conservação; 

  • Produção de materiais voltados à gestão do conhecimento; 

  • Realização de campanhas de comunicação e divulgação científica para sensibilização pública. 

A visão do PEP-ICMBio é a de Fortalecer o ICMBio como instituto de ciência e tecnologia voltado à conservação da biodiversidade com ênfase em unidades de conservação e proteção das espécies ameaçadas de extinção e modos de vida sustentáveis. Tal visão passou a se concretizar com a instituição do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e a publicação da Política de Inovação Tecnológica (Portaria ICMBio nº 5.597, de 11/12/2025). Estes resultados são fundamentais para consolidação como instituto de Ciência e Tecnologia voltado à conservação da biodiversidade e para adequação e acesso ao Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Além de atender os requisitos trazidos pela legislação, a instituição do NIT e a publicação da Política também garantem maior segurança jurídica para celebração de diferentes arranjos de parceria, acesso às diferentes fontes de fomento, para a proteção dos resultados de pesquisas e para a prestação de serviços previstos no Marco Legal. 

No ano de 2025, várias ações na área de pesquisa e gestão da informação contribuíram para o alcance dos objetivos estratégicos do ICMBio. 

Em 2025, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/ICMBio) ingressou no seu 18º ano. A iniciativa possibilitou o desenvolvimento e a conclusão de 50 projetos de Iniciação Científica (IC) do ciclo 2024/2025, que contribuem para o desenvolvimento de pesquisas com a participação de alunos de graduação espalhados por todo país. Os relatórios dos projetos desenvolvidos estão disponibilizados na página da comunidade PIBIC no ambiente virtual de aprendizagem do ICMBio (https://ava.icmbio.gov.br/course/view.php?id=169&section=5). Em setembro, 60 projetos de iniciação científica foram aprovados e tiveram sua execução iniciada no ciclo 2025/2026 do Programa. 

Além dos projetos com envolvimento de alunos de iniciação científica, foram desenvolvidos 26 projetos de pesquisa, envolvendo centros e unidades de conservação, que abordaram temas do PEP-ICMBio, e 17 eventos científicos. 

Quanto ao fomento à pesquisa utilizando recursos de compensação ambiental, foi lançada, em junho, a Chamada de Propostas - Estratégias de Manejo, Uso e Conservação das Unidades de Conservação Federais Marinhas do Estado de São Paulo no âmbito de Convênio de Cooperação Institucional entre FAPESP, ICMBio, Caixa Econômica Federal e o Fundo de Compensação Ambiental. A Chamada ficou aberta até novembro, tendo recebido 11 propostas que se encontram em análise de habilitação pela FAPESP. 

Em 2025, o ICMBio celebrou Convênio com a Fundação Araucária para o lançamento de Chamada de Projetos de Pesquisa utilizando recursos de compensação ambiental nos moldes da parceria realizada com a FAPESP. 

Ainda na temática de fomento à pesquisa, dois convênios para o desenvolvimento de projetos que preveem atividades de pesquisa têm viabilizado atividades de pesquisa e de gestão da informação. São eles: 

  • Sistemas de Gestão de Dados sobre Biodiversidade do Instituto Chico Mendes: fortalecimento de seu papel nas políticas ambientais do Brasil por meio do desenvolvimento de tecnologias inovadoras; e 

  • Brasil biodiverso: pesquisa e monitoramento em prol da gestão das unidades de conservação federais, da conservação da biodiversidade e do conhecimento tradicional associado. 

 

Esses dois projetos serão desenvolvidos ao longo de três anos, por meio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia - FEST e da Fundação de Apoio ao desenvolvimento da ciência e tecnologia - FACTO, respectivamente. 

Em junho de 2025, foi realizada a Oficina “Sistemas de Dados de Biodiversidade: o papel do ICMBio no Programa de Gestão de Dados sobre Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, com os objetivos de avaliar a complementariedade, os pontos de sobreposição e as lacunas dos sistemas de gestão de dados sobre a biodiversidade brasileira, com ênfase nos sistemas coordenados ou utilizados pelo ICMBio, visando subsidiar propostas de racionalização, integração e fortalecimento institucional das futuras iniciativas de desenvolvimento tecnológico. . 

Em outubro de 2025, foi realizado o XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação do ICMBio com o tema Ciência, Tecnologia e Conhecimento Tradicional na Gestão da Biodiversidade. O evento ocorreu no auditório Rômulo Mello, na Sede do ICMBio em Brasília-DF, e foi transmitido simultaneamente online, contando com 468 inscritos, sendo registradas 326 participações presenciais e 142 remotas (Figura 18). 

Os vídeos do evento encontram-se disponibilizados no canal do ICMBio no Youtube, contando com 1,4 mil, 1,0 mil e 1,0 mil visualizações no 1º, 2º e 3º dia, respectivamente. Os anais, quando prontos, estarão disponibilizados na página da pesquisa no portal do ICMBio (https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/pesquisa/seminarios-de-pesquisa). 

Durante o encontro de iniciação científica foi feita a avaliação final e conclusão dos 50 trabalhos desenvolvidos durante o ciclo PIBIC/ICMBio 2024/2025 com premiação para os trabalhos com as melhores notas resultantes da avaliação. 

Figura 18. Foto tirada no terceiro dia de realização do XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação do ICMBio com orientadores e alunos do PIBIC-ICMBio
Figura 18. Foto tirada no terceiro dia de realização do XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação do ICMBio com orientadores e alunos do PIBIC-ICMBio

 

Em se tratando do Sistema de Autorização e Informação sobre Biodiversidade - Sisbio, em 2025 foram emitidos 2.934 autorizações, licenças e registros, o que representa o maior número dos últimos cinco anos. Houve 5.095 atendimentos ao público por e-mail. 

Foram submetidos, ainda, 5.058 relatórios de atividades referentes às autorizações válidas, ou que tiveram suas atividades encerradas no ano, contribuindo desta forma com mais de 24.000 registros biológicos gerados no período de um ano, das autorizações emitidas pelo Sisbio (Figura 19).  

Group 37, Objeto agrupado
Figura 19. Número de autorizações, licenças e registros expedidos pelo Sisbio entre 2020 e 2025.
 

 

Visando capacitar os usuários externos do Sisbio, o Curso “Sisbio – curso básico para pesquisadores” continuou disponibilizado pela Escola Nacional de Administração Pública - ENAP/EVG. Em 2025, o curso teve 1.721 inscrições. O índice de aprovação/conclusão em 2025 foi de 44%, superior ao observado em 2024 (34%). Como o curso e as atividades avaliativas foram atualizados e simplificados em 2024, as mudanças podem ter surtido efeito positivo nos índices do curso. Em âmbito interno, o curso “Sisbio para Operadores” foi oferecido entre agosto e outubro de 2025, com a participação de 42 servidores. 

No âmbito do “SISBIA - Sistema de Gestão de Dados de Biodiversidade para Avaliação de Impacto Ambiental”, iniciativa conjunta do ICMBio e do IBAMA, seguiram-se os esforços para desenvolver funcionalidades. A publicação da Portaria IBAMA 104/2025 disciplinou a obrigatoriedade do uso do sistema para o cadastro de dados de monitoramento de fauna nos empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental. 

Durante o ano, o gerenciamento do perfil Pesquisa ICMBio no Instagram: (@pesquisa.icmbio) seguiu possibilitando seu crescimento e consolidação como estratégia de divulgação científica e comunicação com o público interno (servidores do ICMBio e colaboradores) e externo (sociedade em geral). Até dezembro de 2025, o perfil alcançou 58,6 mil seguidores (crescimento de 43% em relação ao ano anterior) e 174 publicações de conteúdos relativos às atividades, ações, iniciativas de pesquisa para a conservação e tem propiciado muitas interações e fomentado parcerias. Com mais de 100 mil visualizações por mês, o perfil teve, em média, um acréscimo mensal de 1.550 seguidores em 2025, levando mais informação para a sociedade (Figura 20). 

Figura 20: Estatísticas do perfil @pesquisa.icmbio em dezembro de 2025
Figura 20: Estatísticas do perfil @pesquisa.icmbio em dezembro de 2025

  

Perspectivas para os próximos Exercícios 

Para os próximos exercícios, a atuação da pesquisa e gestão do conhecimento no ICMBio estará orientada à consolidação dos avanços alcançados na implementação do Plano Estratégico de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do ICMBio (PEP-ICMBio), com ênfase no fortalecimento institucional do Instituto como órgão produtor, gestor e integrador de conhecimento científico aplicado à conservação da biodiversidade. As prioridades incluem o aprofundamento da governança dos sistemas estruturantes de autorização e dados de biodiversidade, com foco na racionalização, interoperabilidade e qualificação da informação gerada, bem como na ampliação do uso estratégico desses dados para subsidiar a tomada de decisão e a prestação de contas à sociedade. Também se projeta a continuidade e o aprimoramento das ações de fomento à pesquisa científica, à iniciação científica e à inovação tecnológica, ampliando parcerias institucionais e o uso de recursos de compensação ambiental, em consonância com o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Adicionalmente, se buscará fortalecer as estratégias de comunicação e divulgação científica, ampliando o alcance e o impacto social das pesquisas apoiadas pelo ICMBio, ao mesmo tempo em que aperfeiçoa os mecanismos de atendimento, capacitação e suporte técnico aos usuários internos e externos, promovendo maior eficiência administrativa e sustentabilidade das entregas institucionais. 

No que se refere à Política de Inovação Tecnológica, a expectativa é implementar os mecanismos estabelecidos pela normativa, bem como divulgar e disseminar ações relacionadas à inovação tecnológica, de modo a construir uma cultura inovadora e estimular a participação das diferentes áreas. Além disso, espera-se identificar e estabelecer parcerias estratégicas para a pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação nas áreas de interesse do ICMBio. 

 INICIATIVAS ESTRATÉGICAS 

SIS-Monitora: Sistema de gestão de dados de biodiversidade do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora) 

O Sistema permite automatizar todo o processo de coleta de dados previstos no Programa Monitora, o que facilita a análise e apresentação de resultados para a tomada de decisão. 

PRINCIPAIS PRODUTOS OU SERVIÇOS ENTREGUES 

1 – Formulários de entrada de dados de monitoramento da biodiversidade criados e testados 

2 – Metodologia criada para incorporar dados anteriores aos do Programa Monitora no sistema 

3 – Primeira Versão do sistema desenvolvida 

 

SISBIA: Sistema de Gestão de Dados de Biodiversidade para Avaliação de Impacto Ambiental 

O SISBIA visa a manter um registro único dos dados de biodiversidade levantados pelos estudos biológicos exigidos no licenciamento ambiental, o que amplia o conhecimento utilizado em vários 

processos do ICMBio. 

PRINCIPAIS PRODUTOS OU SERVIÇOS ENTREGUES 

1 – Sistema desenvolvido e entregue 

2 – Normas de uso e operação publicadas 

3 – Melhorias implementadas para o sistema 

4 – Jornadas do Conhecimento usuários 

 

Revista Biodiversidade Brasileira

  • Em 2025, foram publicadas quatro edições (Figura 41) totalizando 87 artigos. Das quais três, além do fluxo contínuo, eram temáticas: gestão do conhecimento e sociobiodiversidade das áreas protegidas de Carajás, sustentabilidade da araucária, Programa Monitora, e ciências ambientais na Amazônia sul ocidental. 

Figura 41: Capas das edições 2025
Figura 41: Capas das edições 2025

  

Sob gestão do novo editor-chefe, o ano foi particularmente positivo, com a publicação da Política Editorial, documento com as diretrizes da revista. Em setembro, a equipe recebeu uma nova servidora, ampliando de dois para três servidores dedicados exclusivamente à revista, o que possibilitou um avanço nas demandas. Também marcou o período a publicação da Portaria ICMBio nº 1.742/2025, que reformulou os objetivos, princípios e a estrutura da revista (processo nº 02070.006574/2025-50), consolidando seu papel como periódico científico do ICMBio dedicado à gestão e conservação da biodiversidade. 

Além disso, a publicação candidatou-se ao DOAJ, tendo sido aprovada (nos primeiros dias de 2026) mediante comprovação do cumprimento de critérios diversos de qualidade. O DOAJ (Directory of Open Access Journals) é um diretório internacional que reúne revistas científicas de acesso aberto, avaliadas quanto à qualidade editorial, transparência e boas práticas científicas. Estar indexada no DOAJ aumenta a visibilidade, credibilidade e alcance internacional da revista. 

Atenta às boas práticas em editoração científica, a revista promoveu, em 20 de junho, em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o minicurso Editoração Científica e IA (Figura 42), por videoconferência. 

Figura 42: Minicurso ocorrido em junho de 2025
Figura 42: Minicurso ocorrido em junho de 2025

Para divulgar suas ações, a revista vem desenvolvendo um trabalho consistente na rede social Instagram, ampliando o número de seguidores de 5.000 para 15.000 (Figura 43). 

Figura 43: Perfil da Revista Biodiversidade Brasileira no Instagram - @revistabiobrasil.icmbio
Figura 43: Perfil da Revista Biodiversidade Brasileira no Instagram - @revistabiobrasil.icmbio

Perspectivas para os próximos Exercícios 

Para 2026, a revista realizará alguns eventos de comemoração aos seus 15 anos. Estão previstos o lançamento da chamada para renovação do Comitê Temático, a construção do regimento interno e a submissão da candidatura a outros indexadores internacionais. 

  

OBJETIVO ESTRATÉGICO: Fortalecer a capacidade de resposta da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias - COECE frente às emergências climáticas, assegurando agilidade, eficiência e eficácia na proteção dos ecossistemas vulneráveis, visando a proteção da biodiversidade nacional e a mitigação de impactos socioambientais. 

Indicador Estratégico 1: Percentual de unidades de conservação e fauna silvestre atendidas frente às emergências climáticas e epizootias 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

80% 

100% 

 

A COECE atuou junto a 44 unidades de conservação e territórios impactados por eventos climáticos extremos, emergências ambientais, tecnológicas ou epizootológicas. Do total de 344 unidades de conservação federais geridas pelo ICMBio, cerca de 13% enfrentaram algum tipo de emergência. Esse esforço resultou no monitoramento de 100% das situações formalizadas, superando a meta estabelecida. 

No que se refere aos mamíferos aquáticos, o apoio técnico e operacional fornecido configura estratégia fundamental ao monitoramento de ecossistemas marinhos e continentais. Os grupos de mamíferos aquáticos de maior interesse para as ações de atendimento a encalhes são os cetáceos (baleias, golfinhos e botos) e os sirênios (peixes-boi), os quais podem ser afetados por causas naturais ou antrópicas, como captura acidental em redes de pesca, colisões com embarcações, intoxicação por contaminantes, ingestão de resíduos sólidos, doenças infecciosas, ataques de predadores, entre outros fatores. 

Cinco Unidades de Conservação receberam suporte em resposta a encalhes: quatro na Região Norte, em ocorrências envolvendo peixes-boi-da-amazônia (Trichechus spp.), e uma na Bahia, referente ao encalhe de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. As ações desenvolvidas incluíram a promoção de articulações interinstitucionais, a disponibilização de recursos para atendimento às emergências e o subsídio a estratégias de monitoramento de encalhes, em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos - CMA/ICMBio e gestores locais. Nesse sentido, cabe destacar a participação da COECE na pactuação do fluxograma para tomada de decisão em emergências envolvendo o resgate de peixes-boi-amazônicos, o que representa um importante avanço para atendimento mais tempestivo a esse tipo de ocorrências. 

No âmbito das emergências e epizootias enfrentadas em 2025, destaca-se a ocorrência de circovírus, um vírus altamente contagioso que infecta psitacídeos, em indivíduos de Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii), no Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul, localizado no interior da REVIS Ararinha Azul. 

Coordenou-se diversos atendimentos em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social - MDS para a mitigação dos impactos de eventos extremos, articulando entrega de cestas básicas a famílias em situação de insegurança alimentar em razão dessas emergências. A articulação junto às 21 UCs afetadas pelo agravamento da Seca Amazônica alcançou 9.831 famílias com a entrega de 23.076 cestas até o dia 31/12/2025. Até a conclusão da emergência, que segue em curso em razão de problemáticas institucionais/logísticas, estima-se que 11.717 famílias sejam beneficiadas, com a distribuição de 26.848 cestas básicas. 

Ainda sobre a Emergência Seca Amazônica, acompanhou-se ativamente a Sala de Monitoramento da Seca Amazônica, contribuindo nos Eixos de Logística, Assistência Humanitária e Proteção, na elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal (PNEAP) em vistas de ser publicado em março do ano corrente. 

Emergências climáticas de outras ordens 

  • Forte chuva de granizo em Humaitá: O PARNA Lagoa do Peixe/RS demandou 90 cestas básicas à 20 famílias de população tradicional; 

  • Enchente do Rio Madeira: A FLONA Humaitá demandou 273 cestas básicas para o atendimento à 61 famílias. 

  • Duas emergências tecnológicas: 

    • Um incidente envolvendo embarcação à deriva com risco potencial de causar degradação ambiental ou acidentes com outras embarcações, nos limites de Unidades de Conservação do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE) -Em articulação com a Marinha do Brasil, após análise conjunta das instituições, constatou-se a ausência de risco potencial significativo, o que resultou no encerramento do incidente, observado o fato de a embarcação ter naufragado em área de profundidade superior a 4 mil metros, afastando ameaças de ordem ambiental ou de segurança à navegação. 
    • Uma emergência que afetou a APA do Rio do Descoberto ocorrida no Aterro Sanitário Ouro Verde, localizado no município de Padre Bernardo (GO), onde registrou-se um evento crítico caracterizado pela ruptura do maciço de resíduos sólidos, resultando no deslocamento de milhares de metros cúbicos de resíduos. Devido à gravidade do incidente, instaurou-se um gabinete de crise interinstitucional para discutir a implementação de medidas emergenciais e reavaliar as condições de segurança das estruturas vinculadas ao sistema de manejo de chorume. A emergência foi concluída com a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), apresentação de Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e encerramento definitivo da operação do empreendimento. 

  

Tipos de Emergências enfrentadas pelas Unidades de Conservação (UC) Federais e coordenadas pela Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE) em 2025: 

Emergência 

N° de UC atendidas 

UCs 

Enchente Humaitá 

1 

FLONA de Humaitá 

 

Encalhe Peixe-Boi 

 

4 

APA do Arquipélogo do Marajó RDS Itatupã-Baquiá 

RESEX Gurupá-Melgaço 

FLONA Tefé 

Encalhe Baleia Jubarte 

1 

PARNA Marinho dos Abrolhos 

Tempestade de Granizo 

1 

PARNA Lagoa do Peixe 

Lixão Ouro Verde 

1 

APA da Bacia do Rio Descoberto 

Navio à deriva 

1 

MONA São Pedro e São Paulo 

 

 

Gripe Aviária 

 

 

13 

REVIS Ilha dos Lobos ESEC do Taim 

NGI ICMBIO Santa Cruz PARNA do Lagoa do peixe RESEX Marinha de Soure 

MONA do Arquipélago das Ilhas Cagarras 

 

 

REVIS do Arquipélago de Alcatrazes NGI Antonina Guaraqueçaba RESEX Marinha do Arraial do Cabo APA Delta do Parnaíba 

PARNA Marinho de Abrolhos APA Cananéia-Iguape-Peruíbe 

REBIO do Atol das Rocas 

Circovírus Ararinha Azul 

2 

REVIS Ararinha Azul 

APA da Ararinha Azul 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seca Amazônica 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21 

PARNA de Pacaás Novos 

RESEX Riozinho da Liberdade 

PARNA da Serra do Divisor 

ESEC de Cuniã 

RESEX Barreiro das Antas 

REBIO do Guaporé 

RESEX do Rio do Cautário 

RESEX do Lago do Cuniã 

RESEX do Rio Ouro Preto 

FLONA do Aripuanã 

FLONA do Iquiri 

RESEX Ituxí 

PARNA Mapinguari 

FLONA de Humaitá 

FLONA de Balata-Tufari 

REBIO do Abufari 

RESEX do Médio Juruá 

RESEX do Lago do Capanã Grande 

RESEX Renascer 

RESEX Verde Para Sempre 

RESEX Chico Mendes 

 

Indicador Estratégico 2: Número de emergências instauradas. 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

4 

7 

 

Foram implementadas 7 emergências para responder a situações críticas, como enchentes, secas extremas e surtos de epizootias, com ações de monitoramento de fauna atingida por emergências climáticas e proteção de habitats críticos, apoio a famílias em situação de insegurança alimentar, ultrapassando, assim, em 75% a meta estabelecida. 

Emergências atendidas: Gripe Aviária 

Em face da nova onda de surtos de gripe aviária (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade - IAAP) na América do Sul, e da detecção recente de dois focos da doença no Brasil em 2025, adotou-se medidas de vigilância e enfrentamento à doença, a fim de minimizar eventuais danos ambientais, sociais e econômicos, proteger a biodiversidade e manter a segurança de equipes do ICMBio, visitantes e moradores de unidades de conservação federais (UCs). Para tanto, foram desenvolvidos pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres – CEMAVE/ICMBio critérios para priorização das ações nas UCs, a partir da definição de cinco níveis de alerta, informando as respectivas medidas que devem ser tomadas para cada nível. Vale ressaltar contribuição dos Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do Instituto CEMAVE e CMA, com a análise técnica, o monitoramento do cenário epidemiológico e a consolidação de informações necessárias ao planejamento e à tomada de decisão. 

Diante do cenário, instaurou-se oficialmente a Emergência Gripe Aviária 2025, em 03 de junho de 2025. De acordo com os níveis de alerta já estabelecidos, 13 unidades de conservação iniciaram atividades de monitoramento das áreas de uso de aves migratórias, com apresentação do formulário Sistema Comando de Incidente - SCI - 234 (matriz de análise de trabalho). As unidades foram: REVIS Ilha dos Lobos, ESEC Taim, NGI Santa Cruz, RESEX Soure, PARNA Lagoa do Peixe, MONA Cagarras, REVIS do Arquipélago de Alcatrazes, NGI Antonina-Guaraqueçaba, RESEX Marinha Arraial do Cabo, APA Delta do Parnaíba, NGI Abrolhos, REBIO Atol das Rocas e APA Cananéia-Iguape-Peruíbe (Figuras 21 e 22). 

Os objetivos gerais de resposta dessa emergência consistiram na prevenção e mitigação da disseminação da epidemia de gripe aviaria H5N1 no Brasil, por meio da adoção de ações de monitoramento, controle de acesso e destinação adequada das carcaças de animais silvestres infectados nas Unidades de Conservação federais. 

Para enfrentamento da emergência foram envolvidas 193 pessoas, sendo 16 bolsistas, 4 terceirizados e 173 servidores. Foram avistados um total de 1026 animais entre aves e mamíferos. Não foram identificados animais sintomáticos ou positivados para gripe aviária H5N1. 

Considerando ausência de focos nas UCs, atual cenário epidemiológico e a vigilância estabelecida dentro das cadeias de resposta no enfrentamento a IAAP no país, cujo contexto foi apresentado pelo CEMAVE, ocorreu a finalização formal da declaração de emergência no âmbito do ICMBio, sem prejuízo da continuidade do monitoramento, e com previsão de reativação imediata caso o cenário epidêmico indique aumento do risco, registro de eventos significativos próximos às unidades de conservação ou acometendo aves e mamíferos silvestres. 

 

Figura 21: Unidades de Conservação em níveis de alerta para Gripe Aviária
Figura 21: Unidades de Conservação em níveis de alerta para Gripe Aviária

 

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Figura 22 – Monitoramento de mamíferos no REVIS Ilha do Lobos/RS - Foto: Acervo ICMBio
Figura 22 – Monitoramento de mamíferos no REVIS Ilha do Lobos/RS - Foto: Acervo ICMBio

 

Lixão Ouro-Verde 

O Aterro Ouro Verde, inserido na APA da Bacia do Rio Descoberto, colapsou em junho de 2025 causando grande dano ambiental (Figura 23). Desde 2017, o ICMBio autuou e embargou o empreendimento por diversas vezes devido aos riscos ambientais, local inadequado e falta de autorizações necessárias cujo funcionamento era via liminar judicial. O empreendimento está inserido em Zona de Conservação da UC que não admite este tipo de atividade. 

Nesse contexto, foi instaurado um Comando Unificado, composto pelo ICMBio, Instituto Brasília Ambiental do Distrito Federal - IBRAM, Corpo de Bombeiro Militar do Goiás - CBM, que somaram esforços para estabelecer estratégias de enfrentamento ao incidente, disponibilizando equipes técnicas, apoio logístico, financeiro e operacional (Figura 24). Foram utilizadas como estratégias a realização do desvio de curso do Córrego Santa Bárbara e o represamento do chorume para não contaminar os rios e o ecossistema local. Amostras de águas superficiais dos corpos d’água foram coletadas para análise da qualidade da água para consumo humano e dos animais de criação. Ainda, foram realizados coleta e remanejamento de parte dos entulhos para outras áreas do próprio empreendimento, além de produção de material audiovisual para mensuração dos danos e aplicação de multas diárias de modo a cessar o dano. 

Uma vez estabilizada a situação, entendeu-se que, por competência institucional, a coordenação da resposta deveria ser conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás, mantendo-se o apoio técnico e logístico contínuo do Instituto à UC. 

 

 

Figura 23: Lixão Ouro Verde em Padre Bernardo/GO após o deslizamento - Foto: Fábio Miranda
Figura 23: Lixão Ouro Verde em Padre Bernardo/GO após o deslizamento - Foto: Fábio Miranda

 

Figura 24: Visita técnica da COECE ao Lixão Ouro Verde em Padre Bernardo/GO - Foto: Suriel Apolinário
Figura 24: Visita técnica da COECE ao Lixão Ouro Verde em Padre Bernardo/GO - Foto: Suriel Apolinário

 Navio à Deriva 

Em 15 de abril de 2025, o Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Grandes Unidades Oceânicas foi informado pelo setor pesqueiro da frota de Natal (RN) sobre uma embarcação à deriva, sem tripulantes, possivelmente abandonada e sob risco de naufrágio, localizada dentro dos limites do Monumento Natural do Arquipélago de São Pedro e São Paulo e da Área de Proteção Ambiental do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, nas proximidades do Arquipélago de Fernando de Noronha (PE). O NGI acionou a Marinha do Brasil, que confirmou estar ciente e monitorando a situação, informando que ainda se investigava a origem da embarcação e a existência ou não de carga em seu interior (Figura 25). 

Figura 25: Navio-tanque à deriva nos limites de Unidades de Conservação do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, nas proximidades do Arquipélago de Fernando de Noronha.
Figura 25: Navio-tanque à deriva nos limites de Unidades de Conservação do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, nas proximidades do Arquipélago de Fernando de Noronha.

Em face do risco potencial de acidentes por colisão com outras embarcações, assim como do risco de degradação ambiental por derramamento de óleo, o caso foi encaminhado à COECE que instaurou um Sistema de Comando de Incidente - SCI e passou a acompanhar a questão em conjunto com o NGI e a Marinha. 

No mês de junho, informações prestadas pela Marinha do Brasil indicaram que a embarcação teria afundado, com base na ausência de novos avistamentos desde 17 de abril, e que o naufrágio teria ocorrido em área cuja profundidade ultrapassa 4 mil metros, afastando riscos ao meio ambiente e à segurança da navegação. Constatada a ausência de riscos adicionais, procedeu-se ao encerramento do incidente. 

 

Seca Amazônica 

Desde fevereiro de 2025 indicou-se a necessidade de acompanhamento e ação interinstitucional referente à Seca Amazônica, promovendo no mês de maio, na sede da Gerência Regional – GR-1/ICMBio, em Santarém/PA, a Oficina sobre Lições das Secas 2023 e 2024, dando- se início à coordenação da Emergência da Seca Amazônica, com atendimento à 21 UCs em parceria com o MDS para a mitigação dos impactos de eventos extremos, por meio da entrega de cestas básicas a famílias em situação de insegurança alimentar, em razão do agravamento da seca, conforme demonstrado na tabela abaixo: 

Unidade Federativa 

Unidade de Conservação 

Quantitativo de Cestas Básicas 

Número de Famílias 

Acre 

RESEX Chico Mendes 

5.742 

2.871 

RESEX Riozinho da Liberdade 

2.100 

700 

PARNA Serra do Divisor 

1.500 

500 

Amazonas 

FLONA Aripuanã 

224 

56 

FLONA de Balata-Tufari 

632 

158 

FLONA De Humaitá 

380 

95 

FLONA do Iquiri 

160 

40 

REBIO Abufari 

2.032 

508 

RESEX Ituxi 

530 

175 

RESEXLago do Capanã Grande 

1.800 

470 

RESEX Médio Juruá 

4.896 

1.224 

Pará 

RESEX Renascer 

850 

850 

RESEX Verde Para Sempre 

3.320 

3.320 

Rondônia 

ESEC Cuniã 

48 

18 

REBio do Guaporé 

424 

106 

RESEX Barreiro das Antas 

40 

12 

RESEX Lago do Cuniã 

240 

120 

RESEX Rio Cautário 

560 

140 

RESEX Rio do Ouro Preto 

1.140 

280 

PARNA do Pacaás Novos 

130 

49 

PARNA Mapinguari 

100 

25 

 

 

26.848 

11.717 

 

Mobilizou-se cerca de 191 pessoas, sendo 168 servidores do ICMBio e 23 colaboradores que participaram diretamente na ação de distribuição de cestas básicas (Figura 26), alcançando um total de 9.831 famílias com a entrega de 23.076 cestas até o dia 31/12/2025. 

Até a conclusão da emergência, ainda em curso, prevê-se que serão beneficiadas 11.717 famílias, com 26.848 cestas básicas. Tal previsão se baseia no fato de que a RESEX Chico Mendes (AC), que compreende mais de um milhão de hectares e sete municípios, e que recebeu até então o maior número de cestas básicas dentre as UCs (5.742), tem enfrentado desafios logísticos para conclusão da ação em quatro municípios (Xapuri, Rio Branco, Sena Madureira e Capixaba), pois a ação de entrega também envolve defesas civis municipais. 

Cabe ressaltar que toda a ação de mapeamento das famílias em situação de insegurança alimentar e a entrega de cestas básicas envolveu diversas associações e lideranças comunitárias, contando com a colaboração de centenas de comunitários voluntários. 

Figura 26: Entrega de cestas básicas em Unidades de Conservação federais, no âmbito da emergência da seca Amazônica, em 2025
Figura 26: Entrega de cestas básicas em Unidades de Conservação federais, no âmbito da emergência da seca Amazônica, em 2025

 Enchente Humaitá 

A FLONA Humaitá, em razão da enchente do Rio Madeira (Figura 27), ocorrida em abril de 2025, solicitou apoio na articulação junto ao MDS para o atendimento a 61 famílias que devido ao isolamento provocado pela cheia, encontravam-se em situação de vulnerabilidade. Na ocasião, foi viabilizada a entrega de 273 cestas básicas, envolvendo a colaboração de 7 servidores da UC e 20 militares do Exército Brasileiro. 

Figura 27: Enchente no rio Madeira, na Flona de Humaitá, em 2025
Figura 27: Enchente no rio Madeira, na Flona de Humaitá, em 2025

Tempestade de Granizo 

No dia 16 de fevereiro de 2025, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Unidade de Conservação de proteção integral que abrange os municípios de Tavares/RS e Mostardas/RS, registrou a ocorrência de uma forte chuva de granizo que atingiu o município de Tavares, causando impactos em diversas áreas, incluindo residências de pescadores artesanais beneficiários da UC, Figura 28. Os pescadores artesanais autorizados a atuar no Parque, conforme o Termo de Compromisso firmado entre o ICMBio e a Colônia de Pescadores Z11, tiveram suas atividades afetadas devido aos danos causados pela tempestade. Relatos indicaram prejuízos materiais significativos, além de dificuldades temporárias para a continuidade da pesca artesanal, especialmente no que concerne à infraestrutura utilizada pelos pescadores. 

Tendo em vista o Decreto Emergencial da Prefeitura Municipal de Tavares/RS, e considerando a relevância da pesca artesanal para a subsistência das famílias e a necessidade de apoio diante do evento climático extremo, a Unidade articulou junto a COECE resposta a essas emergências, com entrega de 90 cestas básicas para amenizar a situação de vulnerabilidade. 

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Figura 28: Residências de pescadores atingidas pela tempestade de granizo no Parque Nacional da Lagoa do Peixe
Figura 28: Residências de pescadores atingidas pela tempestade de granizo no Parque Nacional da Lagoa do Peixe

 Circovírus em Ararinha Azul 

 Em maio de 2025, o ICMBio foi notificado quanto à presença de 7 (sete) animais positivos para circovírus, agente causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos, considerada gravíssima para este grupo de aves, no Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul em Curaçá/BA (CCCPRAA), sendo 6 (seis) integrantes do grupo selecionado para a soltura em 2025 e 1 (um) filhote nascido na natureza. Em resposta, foi aberta a Ordem de Emergência nº 1/2025 COECE/CGPEQ/DIBIO/ICMBio, e instaurado o Sistema de Comando de Incidente - Emergência Circovírus em Psitacídeos, atualmente composto pelo ICMBio, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - INEMA e Polícia Federal. Considerando o cenário apresentado, foram mobilizados ornitólogos e médicos- veterinários que, em conjunto com fiscais do ICMBio, a equipe da COECE e instituições parceiras, permaneceram em campo no período de setembro a dezembro, em sistema de rodízio, totalizando em 212 (duzentos e doze) dias em atividade. A emergência em questão mobilizou um total de 63 (sessenta e três) pessoas. Estima-se os custos envolvidos no processo em R$ 920.000,00. 

No que se refere às ações de monitoramento da crise sanitária reportada, com a finalidade de cumprir o protocolo de coleta de amostras biológicas estabelecido, foram realizadas 5 (cinco) campanhas de amostragem para pesquisa de circovírus nas aves do Criadouro, sob supervisão do ICMBio e INEMA. 

Dentre os principais objetivos da emergência instaurada, destaca-se: a) avaliar o risco de disseminação do circovírus; b) garantir a aplicação dos protocolos sanitários; c) acompanhar a captura de animais de vida livre para a realização da bateria de testes completas; d) acompanhar as coletas de amostras biológicas dos animais, a fim de cumprir com o protocolo estabelecido para monitoramento da disseminação do vírus dos animais internalizados no Criadouro; e e) identificação, observação, monitoramento e coleta de amostras dos ninhos de psitacídeos das áreas no entorno do criadouro (Figura 29). 

Figura 29 - A) Ararinhas Azuis soltas na natureza nas dependências do criadouro. Foto: Miguel Monteiro; B) indivíduo sendo amostrado para pesquisa de circovírus. Foto Miguel Monteiro; C) Coleta de material biológico em caixas-ninho utilizadas pelas ararinhas azuis no Criadouro Ararinha Azul. Foto: Miguel Monteiro; D) Monitoramento ambiental para pesquisa de circovírus em outros grupos de psitacídeos. Foto: Marcelo Dias; E) 11 indivíduos de ararinhas azuis capturados para pesquisa de circovírus cujo resultado foi positivo. Foto: Cláudia Sacramento
Figura 29 - A) Ararinhas Azuis soltas na natureza nas dependências do criadouro. Foto: Miguel Monteiro; B) indivíduo sendo amostrado para pesquisa de circovírus. Foto Miguel Monteiro; C) Coleta de material biológico em caixas-ninho utilizadas pelas ararinhas azuis no Criadouro Ararinha Azul. Foto: Miguel Monteiro; D) Monitoramento ambiental para pesquisa de circovírus em outros grupos de psitacídeos. Foto: Marcelo Dias; E) 11 indivíduos de ararinhas azuis capturados para pesquisa de circovírus cujo resultado foi positivo. Foto: Cláudia Sacramento

Encalhe de Peixe-boi 

 Considerando o grau de vulnerabilidade da espécie e, tendo em vista sua importância no equilíbrio ecológico, constituindo-se na cadeia de valor das UCs que lhe abrangem, foi pactuado institucionalmente que encalhes da espécie sejam tratados como emergências ambientais em conjunto aos grandes cetáceos, obedecendo fluxograma específico e indicado o apoio da COECE, em caso de incidentes. 

Foram formalizadas duas ocorrências: 

  • Encalhe de um filhote de 105 cm de comprimento pesando 19kg, no entorno da FLONA de Tefé/AM, em que a UC informou da emergência e primeiras providências tomadas em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) no resgate do indivíduo e fornecimento de cuidados veterinários iniciais (Figura 30). Solicitou-se apoio para articulação, conjuntamente com o CMA e UC, visando a destinação do indivíduo à instituição parceira, haja vista a ausência de estrutura no IDSM e na UC para sua permanência, ficando temporariamente aos cuidados do IDSM. Registra-se que a Brigada de Infantaria de Selva (Exército Brasileiro) obteve êxito no transporte aéreo, destinando o filhote aos cuidados do Instituto de Pesquisas Amazônicas (INPA) em Manaus/AM. 

 

Figura 30: cuidado e aleitamento de filhote Peixe-boi.
Figura 30: cuidado e aleitamento de filhote Peixe-boi.

 

  • Diante da informação do NGI Gurupá da ocorrência de diversos casos de óbitos de peixes-bois (Trichechus spp), na região de Gurupá/PA, ocorridas no fim de junho de 2025, sendo 07 (sete) óbitos registrados no final de junho e início de julho de 2025 e, no final de agosto de 2025, mais 06 (seis) carcaças encontradas boiando na região, a COECE foi acionada para contribuir na articulação, conjuntamente com o CMA e o NGI, na tomada de providências (Figura 31) 

Figura 31: Imagem retirada de reportagem Bom dia AP/Globo sobre os encalhes em Gurupá/AP.
Figura 31: Imagem retirada de reportagem Bom dia AP/Globo sobre os encalhes em Gurupá/AP.

 

Tratou-se de ocorrência incomum relacionada a peixes-boi, dado que grande parte dos indivíduos eram jovens/adultos sem marcas aparentes de interação antrópica, quando normalmente ocorrências com peixes-boi na Amazônia estão relacionadas à caça, onde não há carcaças inteiras boiando, e ao resgate de filhotes de peixes-boi. Destaca-se que na mesma região onde foram encontradas as carcaças de peixes-boi foram encontradas carcaças de búfalos e bois, motivando articulação interinstitucional com diversas instituições governamentais e não governamentais, como o Instituto Federal do Amapá (IFAP), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), o Instituto Bicho d´Água (IBD) e o ICMBio, representado pela COECE, CMA e NGI Gurupá, em reunião articulada pela superintendência do IBAMA-PA (Figura 33). 

Figura 33 - Reunião interinstitucional de alinhamento para estabelecimento de estratégias de enfrentamento da situação
Figura 33 - Reunião interinstitucional de alinhamento para estabelecimento de estratégias de enfrentamento da situação

 

Da ampla reunião acima mencionada, o CMA, com apoio da COECE e do NGI Gurupá, se responsabilizou pelo levantamento das necessidades para a investigação das causas do evento de mortandade de peixes-bois (equipamentos, combustíveis, pessoal, análises laboratoriais, etc.), identificando as lacunas e a investigação de possíveis patógenos em novas carcaças e/ou rebanhos da região (swab e análises na FioCruz). 

Para dar cumprimento aos objetivos elencados, foi articulado pelo CMA junto às instituições que realizaram o recolhimento da carcaça, o envio de amostra do material biológico para Fiocruz, viabilizado com o apoio da COECE. 

Houve ainda o planejamento e execução de uma ação de monitoramento na região das ocorrências, para possível resgate a tempo de recolhimento para amostras científicas, com pessoal local da RESEX Gurupá-Melgaço e médico veterinário do IBD de Belém/PA. 

A ação de monitoramento ocorreu entre os dias 23 e 28 de novembro, com o desenvolvimento das seguintes atividades: 

  • Monitoramento ativo da região; 

  • Recolhimento de uma carcaça de Tucuxi (Sotalia fluviatilis); 

  • Coleta de amostras para investigação; 

  • Informes e esclarecimentos junto aos comunitários da reserva acerca dos procedimentos ao encontrar encalhes de mamíferos aquáticos; 

  • Capacitação técnica de três servidores do ICMBio NGI Gurupá para coleta de amostras de mamíferos aquáticos mortos para investigação da causa mortis (Figura 33). 

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Figura 33 - Oficina de Preparação do Monitoramento de Peixe- Boi na região de ocorrência da mortandade de mamíferos aquáticos para coleta de amostras para investigação de causa mortis.
Figura 33 - Oficina de Preparação do Monitoramento de Peixe- Boi na região de ocorrência da mortandade de mamíferos aquáticos para coleta de amostras para investigação de causa mortis.

 

Encalhe de Baleia Jubarte 

No dia 22 de agosto de 2025, durante atividade no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, a equipe de monitoramento ambiental reportou o encalhe de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) adulta, macho, de cerca de 12 metros de comprimento, na Ilha de Santa Bárbara (Figuras 34 e 35). A ocorrência foi comunicada à gestão do ICMBio Abrolhos, que procedeu à mobilização de equipes institucionais e parceiras para resposta à emergência. 

Figura 34: Carcaça fresca de baleia-jubarte encontrada no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, em 22/08/2025. Foto: Marina Angeli
Figura 34: Carcaça fresca de baleia-jubarte encontrada no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, em 22/08/2025. Foto: Marina Angeli

 

As primeiras ações incluíram registro fotográfico terrestre e aéreo e avaliação da carcaça, bem como tentativa de desencalhe com a lancha institucional Abrolhos, envolvendo mais de 10 pessoas, entre marinheiros, monitores ambientais, equipes de proteção ambiental, profissionais do Instituto Baleia Jubarte (médicos veterinários e assistentes de campo), voluntários e estagiários. No dia seguinte, houve nova tentativa de reboque da carcaça, com deslocamento da baleia por aproximadamente 1km, além de necrópsia e coleta de material biológico. 

 

Figura 35: Carcaça de baleia-jubarte encalhada em segundo ponto, após tentativa de reboque, no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Foto: Alessandra Salles
Figura 35: Carcaça de baleia-jubarte encalhada em segundo ponto, após tentativa de reboque, no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Foto: Alessandra Salles

Em razão da insuficiência das ações empregadas para a remoção da carcaça e do avanço do processo de decomposição, articulou-se o apoio de um rebocador particular para resolução do incidente. Nesse contexto, a COECE foi demandada a apoiar na logística operação. A emergência foi finalizada em 24 de agosto de 2025, quando se realizou a remoção da baleia para um ponto previamente avaliado, localizado fora dos limites do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, de forma a encerrar o incidente e restabelecer as condições de segurança ambiental da Unidade de Conservação. 

 

Outras ações incluíram: 

Capacitação: 

Implementação dos cursos: SCI-200 - Sistema de Comando de Incidentes Básico para Resposta Inicial e SCI-300 - Sistema de Comando de Incidentes Intermediário para Incidentes em Expansão, realizado no período de 2 a 5/12/25, na ACADEBIO com a participação total de 28 pessoas, sendo 21 servidores do ICMBio, 5 servidores da Funai e 2 servidores do Ibama (Figura 36). 

Os cursos têm como objetivos estabelecer deveres, responsabilidades e capacidades de um SCI eficaz na gestão de incidentes em expansão; praticar a implementação do processo de gerenciamento de incidentes e elaborar um Plano de Ação de Incidentes (PAI) para um incidente simulado em expansão. 

Essas ações formativas foram parte do esforço do ICMBio de implementar e certificar os cursos de SCI sendo a primeira vez que a instituição organizou e certificou em cursos de SCI. Anteriormente, os cursos sobre essa temática ocorreram via Grupo de Trabalho do Sistema de Comando de Incidentes (GT de SCI) como parte do Projeto Manejo Florestal e Prevenção de Incêndios no Brasil, do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS), certificados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e apoio técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outras instituições que integram esse GT. 

A nomenclatura e estrutura pedagógica desse curso seguem, conforme acordado pelo GT de SCI, a trilha de aprendizagem da Federal Emergency Management Agency (FEMA), Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos, sendo esse curso uma tradução e adaptação dos cursos de SCI da FEMA. 

Figura 36: Servidores capacitados nos cursos SCI 200 e SCI 300.
Figura 36: Servidores capacitados nos cursos SCI 200 e SCI 300.

 

Participação Institucional em Eventos: 

Oficina Estadual de Capacitação em Gestão de Praias 

A participação na oficina de capacitação em gestão de praias realizada pelo SPU/MPF, a Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE) teve participação ativa que foi além da condição de ouvinte, contribuindo diretamente para a qualificação do debate ao atuar como palestrantes na oficina. Na apresentação foi evidenciando o papel estratégico da coordenação na articulação entre gestão costeira, resposta a eventos extremos e conservação da biodiversidade. Essa participação reforçou o caráter técnico e interinstitucional da oficina, aproximando a temática das emergências climáticas da agenda prática de gestão de praias e do ordenamento territorial costeiro. 

Oficina de Lições Aprendidas na Seca Amazônica 

Em 2024, a seca extrema evidenciou a importância de sistematizar e incorporar as lições aprendidas à gestão institucional, especialmente no que se refere à garantia da segurança alimentar de populações residentes em Unidades de Conservação Federais e em seu entorno, que ficaram sob risco de isolamento em função da redução dos níveis dos rios. A resposta coordenada pelo ICMBio, com atuação integrada da COECE, DISAT, DIPLAN, coordenações territoriais e unidades de conservação, e apoio do MDS, mostrou tanto a capacidade de articulação interinstitucional quanto a existência de desafios logísticos e operacionais na distribuição das cestas na região da Amazônia, devido a extensão do território e logística diferenciadas para cada localidade. Nesse contexto, a consolidação dessas experiências por meio da oficina “Lições Aprendidas da Seca Amazônica 2024” foi estratégica para transformar a experiência emergencial em aprendizado organizacional, aprimorar processos, fortalecer o planejamento e qualificar a preparação institucional para eventos extremos futuros (Figura 37). 

Figura 37: Lições Aprendidas da Seca Amazônica.
Figura 37: Lições Aprendidas da Seca Amazônica.

 

Encontro Temático de Emergências Ambientais da APA da Baleia Franca; 

A participação da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE) no Encontro de Emergências Ambientais da APA da Baleia Franca representa um reforço estratégico à articulação interinstitucional e ao fortalecimento da capacidade de resposta a desastres ambientais na zona costeira de Santa Catarina. Ao integrar o debate técnico com órgãos ambientais municipais, estaduais e federais, bem como com o sistema de proteção e defesa civil, a COECE contribuiu para o alinhamento de procedimentos, a troca de experiências e a difusão de boas práticas em prevenção, preparação e resposta a emergências, especialmente aquelas associadas a eventos climáticos extremos e impactos ambientais de grande escala. Essa atuação qualifica a gestão da unidade de conservação, amplia a integração entre as instituições envolvidas e fortalece a proteção da biodiversidade marinha e costeira, bem como a segurança das comunidades locais. 

Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro; 

A participação da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE) no XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO) foi estratégica para integrar a agenda de gestão de riscos, desastres e eventos extremos ao debate sobre o futuro da política marinho-costeira brasileira (Figura 38). 

Ao contribuir tanto nas discussões técnicas quanto nos grupos de trabalho voltados à construção do PNGC III, a COECE fortalece a inserção da perspectiva de preparação, prevenção e resposta a emergências ambientais no planejamento costeiro e marinho, além de promover a articulação entre as políticas de conservação da biodiversidade e de adaptação às mudanças climáticas. 

Foram apresentados dois trabalhos: Resumo 1: O Sistema de Comando de Incidentes (SCI) como ferramenta para a gestão de emergências climáticas costeiras em Unidades de Conservação: o caso da gripe aviária e Resumo 2: A Informação Pública no Gerenciamento Costeiro Integrado: reflexões à luz do Sistema de Comando de Incidentes (SCI). 

 

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Figura 38: Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO)
Figura 38: Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO)

XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação Científica do ICMBio - 2025. 

No XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação Científica do ICMBio – realizado entre 14 e 16 de outubro de 2025, em Brasília/DF, com o tema “Ciência, Tecnologia e Conhecimento Tradicional na Gestão da Biodiversidade” – a participação da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE) foi fundamental para integrar a temática de riscos ambientais e desastres às discussões científicas e de gestão contribuindo com a apresentação do trabalho: Oficial de Informação Pública (OIP) como parte do protocolo de resposta às emergências climáticas em Unidades de Conservação: estudo de caso sobre as inundações no Rio Grande do Sul no ano de 2024. 

 

Curso: Introdução e Operação de Drones 

A COECE conta com dois drones Mavic 3 Thermal para suporte em emergências. Recentemente, duas servidoras foram capacitadas para o manuseio desses equipamentos no curso Introdução e Operação de Drones (24 horas) nos dias 24/09/25 a 26/09/25 no SERNAR/DF (Figura 39). 

Figura 39: Introdução e Operação de Drones (SENAR/DF)
Figura 39: Introdução e Operação de Drones (SENAR/DF)

Respostas a emergências climáticas: Atendimento a emergências climáticas em 81 Unidades de Conservação Federais; 

Parcerias: Fortalecimento da colaboração com órgãos federais, organizações não governamentais e comunidades locais, que desempenharam um papel relevante no atendimento às emergências. 

Processos administrativos: Em maio de 2025 foi publicado, no sítio https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/protecao/seja-um-agente-temporario- ambiental/2025/sede/processo-seletivo-agente-temporario-ambiental-coece-2, um edital de Processo Seletivo Simplificado para contratação de Agente Temporário Ambiental – ATA, para atuação na COECE. Para esse processo seletivo foram abertas quatro vagas, e um total de 152 pessoas solicitaram inscrição. Os quatro selecionados tiveram seus contratos assinados em junho de 2025. 

Perspectivas para os próximos exercícios

  • Intensificar ações de prevenção dos efeitos das mudanças climáticas e epizootias, com foco em territórios vulneráveis. 

  • Revisão, atualização e consolidação dos protocolos de resposta a emergências 

  • Elaboração do Roteiro Metodológico de Adaptação às Mudanças Climáticas das UCs. 

 

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