Gestão Socioambiental
Coordenação Geral de Gestão Socioambiental - CGSAM
Mapa Estratégico
Contribuição para a sociedade: Unidades de Conservação geram benefícios e melhoria na qualidade de vida e saúde das pessoas.
Incremento nos resultados institucionais:
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Aprimoramento da governança e da gestão participativa nas unidades de conservação;
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Comunidades tradicionais encontram nas unidades de conservação meios para o seu bem viver.
Objetivos estratégicos:
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Aprimorar o procedimento e incrementar a elaboração de instrumentos de compatibilização e afirmação de direitos;
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Aprimorar os instrumentos de gestão territorial integrada;
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Ampliar e qualificar os espaços de participação e gestão social, com ênfase nos Conselhos de Unidades de Conservação;
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Incrementar e aprimorar instrumentos fundamentais para gestão das unidades de conservação.
OBJETIVO ESTRATÉGICO: Gestão das Sobreposições Territoriais
Objetivo - Promover a transição para uma economia que estimule as cadeias de valor da biodiversidade, as soluções baseadas na natureza e o modo de vida e os conhecimentos dos povos e comunidades tradicionais, de forma inclusiva, com repartição justa e equitativa de seus resultados.
Objetivo Específico - Melhorar a situação socioeconômica dos povos e comunidades tradicionais e promover a gestão sustentável dos seus territórios.
Entrega - Direitos compatibilizados em áreas de sobreposição entre unidades de conservação federais e territórios de povos indígenas ou comunidades tradicionais.
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Indicador Estratégico: Número de instrumentos de compatibilização de direitos celebrados ou tornados permanentes, ou em fase de finalização. |
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Meta 2025 |
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Previsto |
Realizado |
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34 |
35 |
O Termo de Compromisso (TC) é o principal instrumento de gestão socioambiental utilizado para compatibilizar direitos em situações em que se constata a existência de sobreposições territoriais entre Unidades de Conservação (UC), sobretudo as de proteção integral e territórios de Povos e Comunidades Tradicionais. A sua elaboração se dá com ampla participação das comunidades implicadas, o que envolve o reconhecimento, o respeito e a valorização dos sistemas de organização e de representação desses grupos sociais. Com isso, objetiva-se a garantia dos direitos e da reprodução material e cultural relacionada ao modo de vida tradicional, protegidos na Constituição Federal de 1988 (mil novecentos e oitenta e oito) como os “modos de criar, fazer e viver” (Art. 216, II), sem que sejam comprometidos os objetivos de conservação da UC. Esses acordos de compatibilização melhoram a gestão da área protegida, ao permitirem que os esforços da equipe de gestão possam ser direcionados para outras frentes.
Os procedimentos relacionados à compatibilização de direitos têm recebido cada vez mais atenção enquanto instrumentos de gestão de áreas protegidas. Não à toa, têm sido considerados como meta nas políticas públicas voltadas ao fortalecimento da gestão dessas áreas, tais como os Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas nos biomas brasileiros.
Ao longo dos anos, o Instituto Chico Mendes tem firmado vários termos de compromisso, ou acordos afins, com diferentes segmentos de povos e comunidades tradicionais. No ano de 2025 (dois mil e vinte e cinco), 3 (três) Termos de Compromisso foram prorrogados, 1 (um) foi renovado - pois tinha perdido a vigência em 2023 - e 1 (um) novo termo foi celebrado. Vencidas as fases de elaboração e celebração desse instrumento, inicia-se sua implementação e o monitoramento das ações pactuadas, seguido da avaliação participativa de seus efeitos, tarefa que passou a ser conduzida pela nova Divisão de Monitoramento e Acompanhamento de Acordos (DIMOA), vinculada à Coordenação de Gestão e Compatibilização de Direitos Territoriais (COGCOT).

Adicionalmente, em 2025 (dois mil e vinte e cinco), foi criada a Coordenação de Caracterização de Povos e Comunidades Tradicionais (COCAR), visando um nivelamento e padronização na caracterização de povos e comunidades tradicionais em ambas as categorias de unidades de conservação, as de proteção integral e de uso sustentável. Dentre as atribuições da COCAR estão a elaboração dos Perfis de Família Beneficiária em UCs e o Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU), um instrumento jurídico que regulariza a posse de terras públicas para povos e comunidades tradicionais.
No âmbito da busca por um diagnóstico amplo sobre os povos e comunidades em UCs que possa aprofundar os processos de caracterização, foi elaborado - em parceria com o projeto de Gestão do Conhecimento da Coordenação Geral de Gestão Socioambiental (CGSAM) - um projeto de levantamento e atualização do uso e ocupação das UC federais por povos e comunidades. Dividido em 4 (quatro) etapas, e visando abranger a totalidade das UC, em 2025 teve sua primeira etapa – atualização de dados sobre uso e ocupação das UC com base em dados secundários – finalizada no âmbito da Gerência Regional Nordeste (GR2) e Gerência Regional Centro-Oeste (GR3).
Como uma estratégia de reconhecimento dos povos e comunidades tradicionais em UC, também houve a implementação de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Instituto Chico Mendes, a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e o Ministério Público Federal (MPF), visando o fortalecimento da Plataforma dos Territórios Tradicionais (PTT). A PTT é uma ferramenta digital construída pelos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) do Brasil para fortalecer sua luta por direitos. Objetivando ampliar a visibilidade e uso dessa plataforma, foi realizado, no âmbito do ICMBio o Curso da Plataforma dos Territórios Tradicionais, que formou 40 (quarenta) pessoas, entre servidores e comunitários.
Dentre os processos formativos do Instituto, em nível nacional, podemos ainda destacar a realização, em 2025 (dois mil e vinte e cinco), do V Ciclo de Gestão Socioambiental e do componente de Gestão Socioambiental do curso de Formação em Gestão da Biodiversidade para os novos servidores, ajudando a fortalecer o entendimento de servidores e comunitários da importância de uma gestão ambiental que promova a participação social, a valorização dos povos e comunidades tradicionais na conservação do meio ambiente e a compatibilização de direitos em áreas sobrepostas. Este curso promove a implementação de projetos inovadores com as comunidades tradicionais.
Em nível regional, foram realizados Seminários com as Gerências Regionais Nordeste, Sudeste e Sul (GR2, GR4 e GR5 respectivamente), com a participação de servidores e comunitários, para discutir e planejar a temática da sobreposição de territórios tradicionais e UC, suas implicações e perspectivas dentro da gestão ambiental pública.
No que diz respeito aos esforços de articulação com outras instâncias governamentais e da sociedade civil, é importante destacar a participação ativa em importantes fóruns interinstitucionais como o Comitê Gestor da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (CG PNGATI), Comitê Gestor da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (CG PNGTAQ), o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e a Comissão Nacional das Reservas Extrativistas Federais (CONAREX).
Por fim, ao longo de 2025 (dois mil e vinte e cinco), a Coordenação Geral de Gestão Socioambiental capitaneou as tratativas de negociação do ICMBio com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que resultaram na celebração, em dezembro de 2025 (dois mil e vinte e cinco) de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT), com vistas a uma atuação mais coordenada na gestão de UC em situação de sobreposição, justaposição, proximidade geográfica ou interface territorial com Terras Indígenas.
OBJETIVO ESTRATÉGICO: Conselhos das Unidades de Conservação
Objetivo - Conservar, recuperar e valorizar os biomas terrestres e as zonas costeira e marinha, para a manutenção da diversidade biológica, dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos, combatendo o desmatamento, os incêndios e a exploração predatória dos recursos naturais.
Objetivo Específico - Ampliar e consolidar a proteção, a conservação e a conectividade dos ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos, em especial por meio de áreas protegidas.
Entrega - Unidades de conservação federais com conselhos gestores ativos para ampliar a efetividade e a qualificação da participação social na gestão.
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Indicador Estratégico: Percentual de conselhos ativos |
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Meta 2025 |
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Previsto |
Realizado |
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78 |
81 |
Os Conselhos constituem-se em fóruns de excelência para promover o diálogo permanente com a sociedade e construir com as comunidades e demais atores locais as soluções para os desafios a serem enfrentados pela gestão das Unidades de Conservação.
Os Conselhos atuam em colaboração com o órgão gestor no alcance dos objetivos de criação das UCs e possuem diversas competências, definidas pelo Decreto n° 4.340, de 22 (vinte e dois) de agosto de 2002 (dois mil e dois), que regulamentou artigos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e detalhadas pela Instrução Normativa (IN) n° 09/2014, dentre as quais vale destacar: atuar pela conservação da biodiversidade e para o alcance dos objetivos da Unidade de Conservação; conhecer, discutir, propor e divulgar as ações da UC, promovendo ampla discussão sobre seu papel e a efetividade de sua gestão; identificar os problemas e conflitos e propor formas para sua gestão; identificar as potencialidades da Unidade de Conservação e propor iniciativas que as fortaleçam; compatibilizar os interesses dos diversos setores relacionados com a UC; buscar a integração da Unidade Conservação com o contexto local e regional no qual está inserida; manifestar-se sobre assuntos que afetam a Unidade e seu território de influência; demandar e propor, aos órgãos competentes, ações e políticas que promovam a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento socioambiental da Unidade de Conservação e seu território de influência; definir os mecanismos de tomada de decisão para a participação efetiva dos diferentes setores representados no Conselho; participar da elaboração, implementação, monitoramento e avaliação dos instrumentos de gestão da Unidade de Conservação.
Atualmente, 313 (trezentos e treze) unidades de conservação federais possuem conselhos gestores instituídos, o que corresponde a mais de 91% (noventa e um por cento) das UCs federais. Para além disso, mais de 10 (dez) outras UCs já iniciaram processos de formação de seus conselhos.
Em 2025 (dois mil e vinte e cinco), o Instituto seguiu empreendendo esforços para a adequada criação, modificação e implementação dessas instâncias colegiadas de gestão das UCs. Os principais números alcançados neste ano são:
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91% (noventa e um por cento) das UCs possuem Conselhos instituídos;
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9 (nove) UCs tiveram seus Conselhos criados:
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UC |
Portaria de criação |
GR |
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Floresta Nacional de Santa Rosa do Purus |
3553/25 |
GR1 – Norte |
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Área de Proteção Ambiental Bacia do Paraíba do Sul |
5405/25 |
GR4 – Sudeste |
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Área de Proteção Ambiental do Arquipélago de Trindade e Martim Vaz |
1317/25 |
GR2 – Nordeste |
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Monumento Natural das Ilhas de Trindade, Martim Vaz e do Monte Columbia |
1317/25 |
GR2 – Nordeste |
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Reserva Extrativista Itapetininga |
249/25 |
GR2 – Nordeste |
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Reserva Extrativista Arapiranga-tromaí |
3356/25 |
GR2 – Nordeste |
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Floresta Nacional do Parima |
1314/25 |
GR1 – Norte |
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Reserva Extrativista Filhos do Mangue |
4032/25 |
GR1 – Norte |
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Reserva Extrativista Viriandeua |
3984/25 |
GR1 – Norte |
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16 (dezesseis) UCs realizaram modificação na composição de seus Conselhos por meio de portarias das Gerências Regionais. São elas:
Estação Ecológica de Jutaí-Solimões; Reserva Biológica Augusto Ruschi; Reserva Biológica do Córrego Grande; Reserva Extrativista Marinha Arai-Peroba; Estação Ecológica Alto Maués; Floresta Nacional de Mulata; Floresta Nacional de Pau-Rosa; Reserva Extrativista Marinha de Gurupi-Piriá; Reserva Extrativista Marinha Tracuateua; Reserva Extrativista do Alto Tarauacá; Reserva Extrativista Arapixi; Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa; Floresta Nacional de Chapecó; Floresta Nacional de Jacundá; Reserva Extrativista Baixo Juruá; Reserva Extrativista Médio Juruá.
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41 (quarenta e uma) UCs homologaram o quantitativo de vagas e a relação das instituições representativas de cada setor que compõe seus respectivos Conselhos Gestores. São elas:
Área de Proteção Ambiental Cavernas do Peruaçu; Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João - Mico-leão-dourado; Área de Proteção Ambiental de Petrópolis; Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira; Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa; Área de Proteção Ambiental Ilhas e Várzeas do Rio Paraná; Área de Proteção Ambiental Serra da Ibiapaba; Área de Relevante Interesse Ecológico Mata de Santa Genebra; Área de Relevante Interesse Ecológica Matão de Cosmópolis; Estação Ecológica de Jutaí-Solimões; Estação Ecológica Tupinambás; Estação Ecológica do Castanhão; Floresta Nacional de Jacundá; Floresta Nacional de Mulata; Floresta Nacional de Pau-rosa; Parque Nacional Cavernas do Peruaçu; Parque Nacional da Chapada Diamantina; Parque Nacional de Ilha Grande; Reserva Biológica de Poço das Antas; Reserva Biológica União; Reserva Extrativista Médio Juruá; Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá; Reserva Extrativista Marinha Arai-Peroba; Reserva Extrativista Marinha Tracuateua; Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns; Reserva Extrativista Arióca Pruanã; Reserva Extrativista do Alto Tarauacá; Reserva Extrativista Arapixi; Reserva Extrativista Ituxi; Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz; Área de Proteção Ambiental Costa das Algas; Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais; Estação Ecológica Alto Maués; Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes; Área de Proteção Ambiental do Arquipélago de Trindade d Martim Vaz; Monumento Natural das Ilhas de Trindade, Martim Vaz e do Monte Columbia; Reserva Extrativista Arapiranga-Tromaí; Reserva Extrativista Baixo Rio Branco-Jauaperi; Floresta Nacional do Parima; Reserva Extrativista Filhos do Mangue; Reserva Extrativista Viriandeua.
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Aproximadamente 74% (setenta e quatro por cento) do total das UC federais possui Conselhos ativos*
Importante registrar que, no ano de 2025 (dois mil e cinte e cinco), foi empreendida uma iniciativa estruturante que visa consolidar ferramenta de monitoramento e avaliação da efetividade dos Conselhos Gestores. Neste sentido, logrou-se garantir recursos do projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (Amazon Sustainable Landscapes - ASL) para contratação de consultoria, pessoa jurídica, para avaliar e aplicar os Protocolos de Avaliação e Monitoramento da Efetividade dos Conselhos Gestores em um conjunto de Unidades de Conservação pré-selecionadas, assim como elaborar propostas de aperfeiçoamento aos referidos Protocolos e a seu Guia de Aplicação. No momento, estamos aguardando o último produto da consultoria, que deve incluir versão final do Manual de aplicação dos Protocolos de Avaliação e Monitoramento de Efetividade dos Conselhos Gestores.
* A apuração realizada pela COPAR apontou que, pelo menos, 254 UCs realizaram ao menos uma reunião de seus Conselhos entre 2024 (dois mil e cinte e quatro) e 2025 (dois mil e cinte e cinco), o que totaliza o percentual de 81% (oitenta e um por cento) de UCs com conselhos instituídos ativos, equivalente a 74% (setenta e quatro por cento) do total de UCs federais existentes.
OBJETIVO ESTRATÉGICO: Voluntariado
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Indicadores Estratégicos do Programa de voluntariado previstos para os ciclos avaliativos de junho a maio e realizados no ano de 2025: |
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Meta ciclo avaliação de desempenho (Junho/2024 – Maio/2025): Número de vagas ofertadas pelo Programa de Voluntariado |
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Previsto |
Realizado |
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3000 |
4450 |
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Meta ciclo avaliação de desempenho (Junho/2025 – Maio/2026): Número de unidades ativas no Programa de Voluntariado |
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Previsto |
Realizado |
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133 |
122 |
O Programa de Voluntariado do ICMBio se configura como uma das estratégias institucionais para ampliar e qualificar os espaços de participação e gestão social nas unidades organizacionais do Instituto, gerando oportunidades e ganhos, inclusive de transformações pessoais e profissionais, tanto para a sociedade como para o instituto. Com execução descentralizada, as unidades aderidas ao Programa divulgam as oportunidades de voluntariado por meio de sua página eletrônica e gerenciam a implementação do Programa por meio do Sistema de Gestão do Programa de Voluntariado (Sisvol), onde os dados e informações estão consolidados.
Em 2025 (dois mil e cinte e cinco), o Programa de Voluntariado teve sua regulamentação atualizada por meio da Instrução Normativa nº 25, de 28 (vinte e oito) de agosto de 2025 (dois mil e cinte e cinco). Esta norma traz novas formas de adesão ao Programa, fortalece a atuação e reconhecimento dos voluntários, incentiva o estabelecimento de parcerias com coletivos de voluntários e define o Sisvol como ferramenta de gerenciamento do Programa. A obrigatoriedade de utilização do Sisvol por gestores e voluntários do Programa visa a qualificação dos dados assegurando maior confiabilidade das informações, a ampliação da capacidade institucional de monitoramento e avaliação do Programa, o reconhecimento da atuação voluntária e a transparência das ações de voluntariado desenvolvidas no âmbito do ICMBio.
Acompanhando as inovações normativas, adotou-se um novo indicador de desempenho institucional vinculado ao Programa: o número de unidades organizacionais ativas no Programa de Voluntariado. Para fins de mensuração, considera-se unidade ativa aquela que possui chamadas ou mutirões de voluntariado publicados ou voluntários com período de atuação vigente no Sistema. A adoção desse indicador qualifica a aferição da implementação do Voluntariado no Instituto.
O Programa conta, atualmente, com adesão de 255 (duzentas e cinquenta e cinco) unidades organizacionais, das quais 122 (cento e vinte e duas) estiveram ativas ao longo de 2025 (dois mil e cinte e cinco). A distribuição das unidades aderidas e ativas por Gerência Regional (Figura 1) evidencia a capilaridade do Programa e sua presença em todo o território nacional.

Neste ano foram abertas 4.450 (quatro mil quatrocentas e cinquenta) vagas para atuação voluntária por meio de chamadas e mutirões distribuídas nas áreas temáticas elencadas na Figura 2. Além destas, foram incorporadas as áreas temáticas de emergências climáticas e epizootias e de criação e planejamento de unidades de conservação. A diversidade de áreas temáticas amplia as possibilidades de engajamento dos cidadãos e contribui para o fortalecimento da gestão participativa.

Os resultados alcançados em 2025 (dois mil e cinte e cinco) reafirmam o papel do voluntariado no cumprimento dos objetivos estratégicos do ICMBio e alcance da missão institucional de cuidar da natureza com as pessoas.
OBJETIVO ESTRATÉGICO: Educação Ambiental
O Instituto Chico Mendes, por meio da Coordenação de Educação Ambiental e Formação Cidadã (COEDU) esteve à frente de diversas ações estruturantes no ano de 2025 (dois mil e cinte e cinco). Dentre estes, podemos citar a participação na organização do III Encontro Nacional das Juventudes dos Povos e Comunidades Tradicionais, ocorrido em Brazlândia, que envolveu 150 (cento e cinquenta) jovens. O evento, realizado em articulação com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e a Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (CONFREM), teve como principal resultado consolidar as bases para o Programa de Educação Ambiental das Juventudes de Povos e Comunidades Tradicionais, a ser instituído via Portaria do Instituto Chico Mendes. Com esse intuito, foi elaborada minuta de Portaria do Programa.
Com o objetivo de fomentar a formação de populações tradicionais pesqueiras, extrativistas e ribeirinhas, e prover o acesso dessas comunidades ao Ensino Superior, com a integração entre saberes tradicionais e conhecimento científico, a COEDU apoiou a Escola das Marés e das Águas, iniciativa da COMFREM, desenvolvida por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB/CAPS). Em 2025 (dois mil e cinte e cinco) foram ofertadas vagas em cursos de graduação e pós-graduação para comunidades localizadas em unidades de conservação, e foram iniciadas as aulas no curso de Turismo Comunitário, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), beneficiando 150 (cento e cinquenta) pessoas.
Também foi realizada Chamada de Projetos de Educação Ambiental voltado às unidades descentralizadas do Instituto Chico Mendes. Foram selecionados 14 (quatorze) projetos e, dentre esses, 10 (dez) projetos em educação ambiental foram executados com recursos orçamentários, beneficiando diretamente cerca de 1050 (mil e cinquenta) pessoas. Os projetos fomentados tiveram como objetivo ampliar e qualificar a participação social, visando o fortalecimento dos instrumentos de gestão da UC e processos e espaços da gestão pública da biodiversidade.
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