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Mais de três toneladas de pescado ilegal são apreendidas no rio Xingu, no Pará
Apreensão de pescado ilegal no rio Xingu, no Pará - Foto: Divulgação Ibama/PA
Santarém/PA (17/02/2025) – Operação de fiscalização ambiental realizada no rio Xingu, no Pará, apreendeu mais de três mil quilos de peixe mapará (Hypophthalmus spp.). A ação foi promovida em Santarém (PA), em 15 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Força Nacional.
O principal objetivo da operação foi coibir a pesca predatória durante o defeso, período reprodutivo da espécie, durante o qual a captura é vedada. A embarcação com o pescado ilegal foi localizada nas imediações da Reserva Extrativista Verde para Sempre. Além do mapará, os fiscais apreenderam apetrechos de pesca, incluindo uma rede do tipo puçá, comumente usada para fazer arrasto de peixes, com mais de 1.000 metros de comprimento e entremalhas com medida proibida por lei.
Na mesma operação, também foram encontrados e apreendidos 60 metros cúbicos de madeira serrada que estavam acondicionados no porão de embarcações sem a devida documentação. Os barcos estavam atracados no Porto de Moz (PA) e seguiriam com a madeira para a região metropolitana da capital paraense, Belém.
Período do defeso
Instituído pela Portaria Ibama n° 48/2007, o período do defeso proíbe a pesca de diversas espécies de peixes durante sua reprodução, entre 15 de novembro e 15 de março. O objetivo é garantir a manutenção dos estoques pesqueiros e o equilíbrio dos ecossistemas.
Nesse intervalo de tempo, fica vedada a captura de: pirapitinga (Piaractus brachypomus), curimatá (Prochilodus nigricans), mapará (Hipophthalmus spp.), aracu (Schizodon spp.), pacu (Myleus spp. e Mylossoma spp.), jatuarana (Brycon spp.), fura-calça (Pimelodina flavipinnis) e branquinha (Curimatá amazonica, C. inorata).
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