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GESTÃO
Comunicação e liderança pautam Encontro de Líderes do FNDE
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), realizou, na manhã desta terça-feira (29/04), a primeira edição do Encontro de Líderes de 2026. O evento ocorreu no auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB) e reuniu aproximadamente 200 participantes, entre gestores e coordenadores.
A programação contou com palestra da presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, que abordou o tema “Missão que se vive: alinhando discurso, propósito e entrega”. Durante a apresentação, a gestora destacou que muitos desafios da administração pública têm origem na comunicação e na forma como as instituições traduzem suas ações para a sociedade.
Segundo ela, desde 2023 o FNDE vem conduzindo um processo estruturado de revisão de sua missão, visão e valores, com o objetivo de promover maior alinhamento entre o discurso institucional e os resultados efetivamente entregues à população. “A gente quer transformar o que faz e fazer com que as pessoas compreendam o nosso papel”, afirmou.
Ao longo da exposição, a presidente enfatizou a necessidade de deslocar o foco da comunicação institucional dos entes federativos para os cidadãos diretamente impactados pelas políticas públicas. “O que realmente define o FNDE está fora do gabinete. Está nas crianças que serão alfabetizadas na idade certa e terão toda a sua trajetória transformada por isso. Está na redução da evasão escolar. Está em programas que garantem permanência, como o Pé-de-Meia. Está nas mais de 500 mil vagas criadas a partir da retomada de obras que estavam paralisadas há mais de uma década. Isso é impacto real. Isso é transformação”, disse a presidente.
Comunicação interna e externa
Outro ponto abordado foi a importância de alinhar a comunicação interna e externa, de modo que todos os servidores atuem como agentes da missão institucional. “Precisamos sair de uma narrativa focada em recurso e processo e avançar para uma narrativa focada em pessoas e resultados. Menos técnica pela técnica. Mais significado. Mais vida. Porque, no fim, não fazemos políticas públicas para entes abstratos. Fazemos para gente. E isso muda tudo. Significa reconhecer o FNDE como um agente direto de transformação social na educação brasileira. Não como um coadjuvante, não como um mero executor, mas como parte essencial dessa engrenagem que faz a política pública acontecer de verdade. Para isso, nossa comunicação — interna e externa — precisa estar completamente alinhada”, pontuou Pacobahyba.
Comunicação que constrói confiança
Na sequência, o jornalista, escritor e palestrante Pedro Doria conduziu a palestra “Comunicação que constrói confiança – narrativas, tecnologia e reputação na sociedade conectada”. Em sua apresentação, abordou os desafios da comunicação em um contexto de intensas transformações sociais e institucionais.
A exposição também trouxe uma reflexão sobre democracia e o papel das instituições públicas na construção de confiança. O palestrante destacou que a comunicação está diretamente ligada à capacidade do Estado de se apresentar como uma estrutura impessoal, orientada por regras e comprometida com o interesse coletivo. Nesse contexto, ressaltou princípios como igualdade perante a lei e responsabilidade dos governantes perante a sociedade.
Doria também abordou a formação histórica das sociedades, enfatizando o papel da linguagem e das narrativas compartilhadas na construção do pertencimento coletivo. “Quando você tem uma língua comum e o texto escrito traz uma língua comum, você começa a fazer com que as pessoas tenham alguma coisa em comum”, afirmou.
Já a coordenadora de Análise de Infraestrutura Educacional do FNDE, Dandara Caldeira, destacou os impactos práticos do aprimoramento da comunicação na execução das atividades institucionais. “A melhoria na comunicação entre o FNDE e os entes, por exemplo, tende a reduzir o tempo até a aprovação de iniciativas de infraestrutura, que é a área em que atuo. Já a melhoria da comunicação interna contribui para organizar os processos e facilitar a articulação entre as equipes. Além disso, a possibilidade de termos uma missão mais alinhada ao que executamos no dia a dia também traz mais clareza e sentido para o trabalho”, completou.