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Definidas as Ações Estratégicas para funcionamento do Centro de Economia Solidária
As entidades envolvidas formularam o Plano de Ação Estratégica para
inauguração e funcionamento do Centro Público de Economia Solidária (CPES) que é
um mercado do produtor em implantação na área das antigas oficinas do DNOCS no
bairro do Pici, em Fortaleza. Esse Centro Público vai fazer a comercialização
direta ao consumidor dos produtos dos perímetros irrigados, dos assentamentos de
reforma agrária e da rede de sócio-economia solidária, compreendendo frutas,
legumes, produtos alimentícios básicos, artesanato e outros produtos oriundos
dessas áreas rurais.
O empreendimento resulta de uma nova cultura no DNOCS que é a de por à
disposição da sociedade o patrimônio edificado e a do trabalho articulado com
instituições e entidades que objetivam o desenvolvimento sustentado como é o
caso do Incra, Delegacia Regional do Trabalho, Sebrae, associações comunitárias,
organizações não-governamentais, MST, Fetraece, Universidade Federal do Ceará,
Prefeitura de Fortaleza, Amora e outras. Para o diretor-geral do DNOCS, Eudoro
Santana, alem de fortalecer a "economia solidária", hoje um movimento mundial, a
instalação do Centro é uma estratégia simples para conter a
interferência de atravessadores que aviltam os preços de compra aos produtores e
encarecem os preços de venda aos consumidores.
O Plano de Ação Estratégica define o mês de outubro para inauguração do mercado
do produtor (CPES). Até lá as ações ordenadas pelos agentes envolvidos, sob a
coordenação do DNOCS, obedecem uma cronologia com a seguinte ordem: definição de
questões sobre cessão do espaço e assinatura do comodato, recebimento das
instalações, acompanhamento e suporte ao plano de ação, formatar um modelo de
gestão, promover campanha de sensibilização e mobilização da comunidade e dos
envolvidos no projeto, programar evento de avaliação do plano de ação, programar
a data exata da inauguração, definir valor da taxa de manutenção do Centro e
efetivar a realização da primeira feira no espaço.
As entidades parceiras, que contam com a participação do Banco do Nordeste,
esperam que todas essas questões estejam resolvidas, possibilitando a que em
2007 a população de Fortaleza possa contar com um novo mercado de venda, onde o
produtor e o consumidor possam realizar seus negócios sem a interferência de
intermediários, barateando o preço dos produtos e possibilitando uma fonte
segura de emprego e renda ao produtor das áreas públicas implantadas pelo DNOCS,
Incra, Governo do Estado e outras entidades associativas.