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Perímetro Irrigado do DNOCS faz experiência com mudas de mamona
O Perímetro Irrigado Várzea do Boi ,administrado pelo DNOCS no município de
Tauá, na região dos Inhamuns, Estado do Ceará, está fazendo experiência com
trinta mil mudas de mamona em viveiros, cujo objetivo visa melhorar a qualidade
dessa oleoginosa, uma matéria-prima do biodiesel – sempre buscando o aumento da
produção e da produtividade do produto. Quando atingirem 21 dias essas mudas
serão transplantadas para as áreas cultivadas pelos colonos dedicadas ao plantio
da mamona. A experiência está sendo realizada a pedido do diretor-geral do
Dnocs, Eudoro Santana, um dos entusiastas do biodiesel no Nordeste.
O empreendimento é da própria Cooperativa dos Irrigantes do perímetro irrigado
Várzea do Boi (COVAB), com incentivo da Direção-Geral do Dnocs. Segundo o
gerente do Várzea do Boi, Lailton Cavalcante, a experiência vem se conduzindo
dentro do esperado, apresentando excelentes resultados. Acrescenta que a medida
vai permitir o incremento da cultura não só no perímetro como também nos
Inhamuns, e com certeza, contribuir para alavancar o programa do biodiesel no
estado e na geração de renda para os produtores.
Em 2006, vários irrigantes do Várzea do Boi iniciaram o cultivo da mamona em
suas áreas, adiantando-se em relação a outros centros, tornando-se um pólo de
produção do denominado 'combustível do sertão' , no semi-árido nordestino.
Ressalte-se que o Várzea do Boi é um perímetro lidado a grandes desafios. Na
década de 80, foi iniciado com sucesso o cultivo de uvas (verde e vermelha), em
áreas do projeto, em pleno sertão dos Inhamuns, castigado pelas secas e pelas
erosões. Outro empreendimento foi a instalação de uma fábrica de doce de banana
e de goiaba, com predominância para a primeira que na época era o carro-chefe do
que se produzia no perímetro. Por falta de recursos, essas duas iniciativas
tiveram que ser deixadas de lado, apesar da aceitação dos produtos pelos
comerciantes e pelo povo.