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Pesquisas sobre Pirarucu no DNOCS mostram resultados
Iniciadas em abril de 2005, as pesquisas sobre engorda e
reprodução em cativeiro da espécie de peixe pirarucu - oriundo da bacia
amazônica – prosseguem no Centro de Pesquisas em Aqüicultura
Rodolpho von Ihering (CPAq) do DNOCS, localizado no município de
Pentecoste, a 90km de Fortaleza. Segundo o chefe do CPAq, Pedro
Eymard Mesquita, os primeiros trabalhos foram de engorda dos
alevinos (filhotes) adquiridos de uma empresa do centro-oeste
brasileiro com peso médio de 150 gramas e em um ano conseguiu-se
chegar a 10 quilos.
Pedro Eymard explica que os experimentos atuais se direcionam para a
identificação do sexo do pirarucu, já que a espécie não tem dimorfismo
sexual externo, diferenças que identifiquem o sexo do animal. Já foram
feitos exames de ultrassonografia, endoscopia e testes de DNA, mas
este método, por ser muito caro, ficou inviável. No momento as
pesquisas são por exame de dosagem de hormônio, esperando,
assim, chegar ao resultado esperado, permitindo a sua produção
comercial em cativeiro.
As primeiras pesquisas com peixes da espécie pirarucu no DNOCS
remontam à decada de 40 do século passado, quando foram
introduzidos exemplares nos açudes administrados pelo Departamento
e foi retomada por decisão da atual administração do órgão. Por ser um
peixe carnívoro e de grandes dimensões, eles estavam devorando as
espécies menores, causando desequilíbrio ambiental. Agora, a
reintrodução é em cativeiro e com alimento balanceado, por meio de
ração industrial.