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O DNOCS completa 97 anos buscando sua modernidade
Neste dia 21 o DNOCS completa 97 anos de atividades em que, ao
longo desse período, tornou-se um verdadeiro ícone do processo de
transformação econômica e social do semi-árido brasileiro. No atual
momento, o desafio maior é colocar o Departamento na trilha da
modernidade e em sintonia de convivência sustentável com o grande
espaço físico e geográfico em que atua, caracterizado por
desequilíbrios climáticos, processos avançados de desertificação e
outros problemas ambientais.
Para a consecução desse objetivo, o Diretor-Geral do DNOCS, Eudoro
Santana, apresentou recentemente a todos os funcionários da ativa e
aposentados, além de importantes segmentos do setor produtivo
nordestino, o projeto “DNOCS 100 – um Novo DNOCS para um Novo
Século”, centrado em três eixos: gestão dos recursos hídricos, gestão
do conhecimento e gestão do patrimônio. Para Eudoro Santana, quase
um século se passou e o Departamento acumulou patrimônio material
e intelectual, surgindo daí, também, a premente necessidade de se
modernizar para continuar acumulando capital, principalmente o social,
pois o foco de sua missão é contribuir cada vez mais para o
desenvolvimento sustentável das comunidades sertanejas que vivem
no semi-árido brasileiro. “O DNOCS passou anos e anos construindo
obras físicas, sem qualquer plano de manutenção. Precisamos
reformar tudo, além de implantar um novo modelo de gestão que evite
os desperdícios”, afirmou Eudoro Santana.
Também foi realizado uma oficina de trabalho, cuja finalidade foi
elaborar planos para o fortalecimento do DNOCS dentro da política de
desenvolvimento regional preconizada pelo Ministério da Integração
Nacional. Discutiu-se questões relativas ao papel do Departamento
sobre os recursos hídricos do semi-árido, infra-estrutura e gestão,
estratégia de desenvolvimento e alternativas para um novo modelo
jurídico-institucional. Na ocasião foi colocada em debate sua missão e
a busca de um novo perfil que deverá ser desenhado a partir de
definições sobre o desenvolvimento e a gestão dos recursos hídricos, o
uso racional da água, as questões ambientais, as parcerias com
instituições públicas e privadas e com a sociedade civil e os recursos
necessários para a consecução de uma política de desenvolvimento
regional sustentável para o semi-árido.
O processo de modernização e redesenho do DNOCS já foi iniciado
com a completa reestruturação física do prédio da Administração
Central, em andamento, e aquisição de mobiliário, máquinas e
equipamentos necessários, além de viabilizar o concurso público e a
sua reestruturação institucional. Conforme disse Eudoro Santana, a
nova proposta do órgão na gestão dos recursos hídricos é a de levar a
água das barragens às comunidades, os resultados das pesquisas e
os projetos de piscicultura e de agricultura irrigada às populações
ribeirinhas, aos pescadores aos irrigantes e aos trabalhadores, com o
fim de implantar um projeto estruturado, que permita ajudar a
sociedade a conviver com o semi-árido e não apenas combater as
secas com obras físicas.