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Perímetro do Moxotó está sendo revitalizado
O Perímetro Irrigado do Moxotó, maior projeto de Irrigação do
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas -DNOCS em
Pernambuco (12.396ha), encravado na região do Sertão do Moxotó entre
os municípios de Ibimirim e Inajá, implantado nas décadas de 70 e 80 e
desativado desde 1996 em decorrências de problemas hídricos, voltou
a operar em 2005, a partir da iniciativa e investimentos do Governo
Federal, da ordem de R$3.500.000,00.
A partir de 2003, em parceria com os irrigantes, através da Associação
dos Irrigantes - UNIVALE, o DNOCS já reabilitou 118.000m de canais
adutores principais e secundários, beneficiando, inicialmente, 210
famílias de agricultores assentados nos lotes agrícolas, o que deu
como conseqüência, o incremento da economia local e dos municípios
circunvizinhos, com a geração de postos de trabalho (construção civil,
insumos agrícolas, equipamento de irrigação, indústria alimentícia) na
região de menor IDH do país.
Além disso, o DNOCS vem investindo, em Assistência Técnica e
Extensão Rural colocando a disposição dos produtores 8 técnicos
como também, na infra-estrutura logística com a renovação do parque
de máquinas do perímetro e aquisição de veículos necessários ao seu
funcionamento. Atualmente, encontra-se em produção 650ha
destacando-se a banana, o milho industrial e o tomate como culturas
de maior expressão, abastecendo o mercado local, região
metropolitana do Recife além de outras capitais e cidades do Nordeste,
incentivando também a reativação e ampliação do parque industrial da
região.
Convêm mencionar que o Departamento, preocupado com a melhoria
da eficiência no uso e com a sustentabilidade dos recursos hídricos do
semi-árido, vem envidando esforços no sentido de promover a
reconversão do sistema de irrigação atual, inundação por sulco que
requer altas vazões, para métodos mais eficientes como a
microaspersão e o gotejamento.
A reativação parcial do Perímetro do Moxotó poderá chegar, em curto
prazo a 3.400ha irrigados, beneficiando diretamente 565 famílias de
pequenos produtores familiares e tem gerado cerca de 1.500 empregos
diretos, permanentes e temporários e 1000 indiretos considerando a
cadeia do agronegócio.
Outro marco de investimento do DNOCS naquela região do Moxotó, foi a
recuperação e reativação da Estação de Piscicultura, hoje com
capacidade para a produção de 10 milhões de alevinos/ano das
espécies de tilápia tailandesa, carpa, tambaqui e curimatã. Já foram
distribuídos, entre 2005 e 2006, para repovoamento de açudes
federias, estaduais, municipais e comunitários, cerca de 11,5 milhões
de alevinos para produção de proteína animal, beneficiando a
população de baixa renda do estado.
O DNOCS também vem avançando nos trabalhos para instalar a
Comissão Gestora do Açude Poço da Cruz de 504 milhões de m3 que
abastece o Perímetro, tornando dessa forma, a Gestão dos recursos
hídricos descentralizada, participativa e integrada, envolvendo assim,
todos os usuários, a sociedade civil organizada além dos poderes
públicos, nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal.