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Litoral produz acerola para exportação (*)
O Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS) vai produzir acerola
orgânica no perímetro irrigado dos Ta-buleiros Litorâneos, na região de
Parnaíba. De acordo com o gerente executivo do Perímetro, Josenilto Lacerda
Vasconcelos, no ano passado foi assinado um contrato com uma empresa do Ceará
para exportação do produto. “Assinamos o contrato ainda em março de 2005 e em
dezembro começamos a fazer as remessas”, diz.
Segundo Josenilto, essa é a primeira área do Piauí de produção orgânica de
frutas já certificada. “Esse é um projeto pioneiro. Estamos com dois anos desde
a sua implantação, sendo um ano de plantio das mudas e quatro meses de início da
colheita, e ela não pára, produz o ano inteiro”, acrescenta ele.
A comercialização do produto é feita através de grupos informais dentro do
próprio projeto ou individualmente. Uma cultura que se destaca bastante é a
produção de melancia. Só na Safra referente a fevereiro de 2005 a fevereiro de
2006 foram produzidas 7,5 mil toneladas, distribuídas em 250 hectares, o que
daria cerca de 30 toneladas por hectare.
Direcionados aos mercados de Teresina e São Luís (em maior volume), Belém,
Imperatriz, Norte do Piauí, Oeste do Ceará e Leste do Maranhão. “Essas regiões
são abastecidas quase o ano inteiro pela melancia produzida nos Tabuleiros
Litorâneos. Um município que também vem se destacando na produção de melancia é
Jatobá do Piauí, que é plantada e cultivada sem irrigação, mas que já vem
conseguindo se inserir no mercado de forma competitiva, embora num período muito
curto”, diz Josenilto.
Já a área plantada de melão é bastante pequena, abastece apenas o mercado de
Parnaíba e região. Segundo o gerente, o melão dos Tabuleiros é de excelente
qualidade, com alta produtividade e a utilização de tecnologias. Ele diz porém
que é preciso dar um salto maior em termos de área, para buscar outros mercados.
O melão não passa nos padrões de classificação de exportação da região Sudeste.
Produção de goiaba abastece municípios
Outra cultura que se destaca nos Tabuleiros Litorâneos é a produção de goiaba.
São 106 hectares, dos quais 20 se encontram em plena produção. É destinada tanto
ao mercado de mesa como o da indústria para a processamento de polpas, doces e
outros.
“Atualmente abastecemos os mercados de Parnaíba, Teresina e este ano conseguimos
exportar para São Luís. Devemos ampliar ainda mais a área plantada, os demais
hectares vão entrar em produção ainda este ano”, afirma o gerente do Dnocs, José
Carvalho Rufino.
A produção de coco também vem crescendo. De acordo com Josenilto, a região de
Parnaíba consumia em média de sete a oito mil cocos por semana. Hoje esse número
cresceu em torno de 28 a 40 mil, dependendo da época. “Esse aumento se deu por
causa da produção de cocos dos Tabuleiros, passou-se a ofertar o produto em
praticamente todos os pontos de vendas da região, seja em supermercados,
quitandas e sacolões. Hoje é possível encontrar coco verde em qualquer ponto da
cidade. Além de enviarmos também para Teresina e São Luís”, enfatiza Josenilto.
O gerente executivo diz que os projetos Tabuleiros Litorâneos são de grande
importância para o desenvolvimento do Estado, principalmente para a geração de
emprego e renda. Ele diz que a cultura de melancia é que mais gera empregos, e a
segunda mais importante no momento é a produção de acerola orgânica, que começa
a se expandir com a assinatura do contrato com a empresa cearense.
“Essa produção de acerola orgânica é toda destinada ao beneficiamento de
extração de vitamina C e outros componentes. É enviado para a unidade industrial
da empresa cearense, que fica na cidade de Tianguá - CE e de lá é exportado para
outros países”, afirma. (K.R.)
(*) Matéria publicada no Jornal Meio Norte-PI, de 26.03.06.