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DNOCS, SEAP e Instituto Aquarural vão instalar complexo de beneficiamento de peixe no Castanhão.
O Instituto Aquarural quer instalar no açude Castanhão um complexo de
beneficiamento e agregação de valor do pescado, composta por quatro
unidades produtivas, visando dar suporte sócio-econômico à produção
do pescado daquele açude, principalmente a tilápia. Para isso, enviou à
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da
República -SEAP e ao DNOCS exposição de motivos, com dados
técnicos e econômicos, priorizando o interesse social e a geração de
emprego e renda. O Instituto é uma entidade constituída por produtores
e técnicos, com mais de 15 anos de experiência na atividade
aqüícola e ligada à Associação Cearense de Aqüicultores e à
Cooperativa dos Produtores de Tilápia - Cotilápia. Essa entidade já atua
junto ao DNOCS no Estado de Alagoas e agora quer viabilizar um
grande empreendimento em parceria com o Departamento e a SEAP no
parque aqüícola que está sendo implantado no Castanhão.
O complexo produtivo será formado por quatro setores: unidade
frigorífica para beneficiamento de pescado que beneficiará o peixe
inteiro eviscerado resfriado e congelado, os filés frescos e congelados
e gravatinhas congeladas; setor de agregação de valor ao pescado que
produzirá, entre outros, a bolinha de peixe, empanados, bifes, nuggets,
hamburger, embutidos, defumados e sardinhagem; unidade de
produção de farinha e óleo de pescado e unidade de curtume de pele
de pescado que produzirá o couro de peixe, a gelatina e a cola.
Segundo o Diretor-Geral do DNOCS, Eudoro Santana, a produção atual
registrada de tilápias no açude Castanhão é da ordem de 120
toneladas/mês e seu beneficiamento, através dessas unidades
produtivas, gerará, de imediato, 120 empregos diretos e 600 indiretos.
Com a ampliação da produção para 240 toneladas/mês, a capacidade
de geração de emprego será de 220 diretos e 1.200 indiretos, com uma
receita anual superior a R$ 36 milhões.
O Instituto Aquarural participará com o projeto e a instalação do
complexo industrial; o DNOCS com a supervisão, concessão de uso
dos imóveis e equipamentos, treinamento dos técnicos e piscicultores;
as prefeituras da área de influência com o apoio logístico necessário,
inclusive o cadastramento dos produtores e a SEAP com os recursos
necessários da contrapartida governamental.