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Produção de peixe no açude Castanhão é grande fonte de renda no interior do Ceará
Apesar da incidência de seca, que já perdura por quatro anos no semiárido brasileiro, o açude Castanhão – o maior reservatório construído pelo DNOCS para usos múltiplos – apresentou uma produção de peixe relevante em 2014. No período, foram produzidos e pescados 12.901.400 (doze milhões, novecentos e hum mil e quatrocentos) quilos, que renderam aos produtores e pescadores o valor de R$ 79.833.800,00 (setenta e nove milhões, oitocentos e trinta e três mil e quatrocentos reais).
A criação intensiva de tilápia em tanques-rede aproveitando seu espelho d'água totalizou 12.220.000 ( doze milhões, duzentos e vinte mil) quilos, que, vendido pelos produtores a preço médio de R$6,31 o quilo, totalizou uma renda bruta de R$77.108.200,00 (setenta e sete milhões, cento e oito mil e duzentos reais). A pesca extrativa, feita de modo extensivo pelos pescadores cadastrados, alcançou 681.400 quilos, vendido a preço médio de R$4,00, totalizando R$ 2.725.600,00. Dentre as espécies pescadas, se destacam a tilápia, o tucunaré, a pescada, o curimatã comum, a traíra e o camarão.
Esses números explicam a importância dessa barragem construída no vale do rio Jaguaribe no Ceará, capaz de acumular 6,7 bilhões de m² de água e que se tornou o maior polo de produção intensiva de tilápias no Brasil, além de suas águas irrigarem projetos hidroagrícolas e abastecerem cidades à sua jusante e a região metropolitana de Fortaleza, beneficiando cerca de quatro milhões de pessoas.