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As ações do DNOCS na Piscicultura
Atuando nesta área desde 1932, o DNOCS tem sido o responsável pelas ações de
governo mais significativas neste período, preservando as espécies regionais,
mantendo a piscosidade dos açudes através do povoamento e repovoamento com
alevinos da melhor qualidade, além de ter feito introduções bem sucedidas de
espécies alóctones, como tilápias, carpas, tambaquis, pirarucus, tanto de outras
regiões brasileiras quanto de outros países, como Israel, Hungria, Costa do
Marfim, Tailândia. Isso possibilitou a instalação bem sucedida da aquicultura
continental como agronegócio, bem exemplificada no reservatório do Castanhão,
onde, apesar de três seguidos anos de seca, ainda se produz cerca de 1.000
toneladas de tilápias/mês.
Do ponto de vista estrutural, é também o DNOCS a instituição pública mais
preparada para esta ação pois, além de um Centro de Pesquisas em Aquicultura,
localizado em Pentecoste, Ceará, onde se desenvolveram e se desenvolvem
pesquisas aplicadas e se faz o melhor trabalho de difusão de tecnologias,
através da capacitação de técnicos, produtores e estudantes.
Dispõe também de 12 estações de piscicultura distribuídas por todo o Nordeste
brasileiro, que produzem anualmente cerca de 35 milhões de alevinos das mais
diversas espécies, que atendem tanto a piscicultores particulares como ao
peixamento de açudes públicos.
É tradicional, no entanto, a falta de recursos orçamentários para o
desenvolvimento desta atividade. Nos anos de 2013 e 2014, trabalhamos somente
com recursos oriundos de destaques orçamentários, pois a Lei Orçamentária Anual
(LOA) destes dois anos foi ausente. Para 2015, há uma proposta orçamentária (que
ainda não foi votada) que daria fôlego para a continuidade dessas ações.
De modo geral, estamos muito limitados em termos de recursos para produção, pois
nossa capacidade instalada é suficiente para produzirmos anualmente 150 milhões
de alevinos, podendo assim atender toda a demanda regional.