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DNOCS e MI querem Barragem de Bujari inclusa no PAC III
O projeto da construção da Barragem de Bujari, no município de Nova Cruz (RN),
foi tema de uma videoconferência realizada, ontem (27/05), entre o diretor geral
do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Emerson Fernandes
Daniel Júnior, o ministro da Integração Nacional (MI), Francisco Teixeira, a deputada
federal, Fátima Bezerra, e o prefeito de Nova Cruz, Cid Arruda.
Durante a reunião, que durou cerca de 1h20, os gestores públicos discutiram e
analisaram possibilidades e ações que podem ser desenvolvidas para dar
celeridade aos processos de inclusão da obra de Nova Cruz no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC III).
A Barragem de Bujari, que deverá ter capacidade de 33 milhões de metros cúbicos,
tem como principal obstáculo a liberação das licenças socioambientais que, até o
momento, ainda não foram concedidas pelo Ibama-RN. O órgão ambiental está
questionando, entre outros pontos, e existência de um sítio arqueológico na
região (desconhecido pelos gestores) e problemas relacionados à salinidade do
local, que foram relatados em um estudo realizado em um período de “extrema” seca.
De acordo com o prefeito de Nova Cruz, a obra é um sonho da população do
município que, há 60 anos, anseia pela barragem. Para ele, a construção
oferecerá maior segurança hídrica e desenvolverá a piscicultura na região,
beneficiando cerca de 200 mil pessoas. “Quando chove, a água corre para o
oceano. O agreste está desprestigiado de projetos que alavanquem a sua
economia”, lamentou.
A deputada Fátima Bezerra sugeriu um “mutirão” entre os ministérios para que os
problemas sejam solucionados, fazendo a obra sair do papel. A parlamentar
ressaltou que a região não tem tradição na construção de barragens e que as
tratativas com o Ibama devem ser realizadas para que sejam esclarecidos os
pontos divergentes, já que recursos existem. “A barragem é um sonho de gerações.
Temos recursos, mas o nó está nas questões ambientais”.
O diretor geral do DNOCS explicou que, além dos licenciamentos necessários,
ainda estão sendo analisadas várias volumetrias para a barragem. Entretanto,
Emerson Daniel garantiu que marcará uma reunião com os técnicos do Ibama (RN)
para solucionar os imbróglios dos processos e acelerar a liberação
socioambiental da barragem.
“Essa barragem vai pegar toda uma região do agreste que passa por carência de
água. Se fala desta barragem desde a década de 1950. Há estudos que indicam uma
dimensão menor, mas não faz sentido ser menos do que 33 milhões de metros cúbicos”.
O ministro Francisco Teixeira ressaltou que os recursos existem, mas os projetos não
podem ser realizados sem a finalização dos estudos necessários. Segundo ele, sem
organização e conclusão dos processos as obras são impossibilitadas de serem
entregues à população. “Estamos nos esforçando para garantir a obra no PAC III,
mas é preciso ter todos os estudos”, completou.