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Monitor de Secas e gestão de risco são indicados como instrumentos para uma política proativa
Como instrumentos da gestão proativas de secas, o diretor geral do DNOCS,
Emerson Fernandes Daniel Júnior, defendeu a importância do Monitor de Secas no
seminário iniciado ontem (3), que discute o tema até hoje em Natal, realizado
pelo Ministério da Integração e governo do Rio Grande do Norte. Esta ferramenta
reúne as indicações da ciência em um mapa com quatro patamares de gravidade do
fenômeno associados ao disparo de ações, como, por exemplo, a dispensa de
licitação no evento extremo para a eficácia no atendimento à população.
Emerson Daniel enfatizou a importância da gestão de risco, e a adoção de uma
política permanente com planejamento nos anos de chuva ou seca. O Diretor Geral
destacou a importância da reestruturação do DNOCS para cumprir o seu papel como
órgão de desenvolvimento regional com sua missão nas áreas de recursos hídricos,
obras de infraestrutura, mas também no atendimento à população difusa com poços
e sistemas simplificados de abastecimento de água.
Além da atualização de pessoal com a contratação de novos profissionais por
concurso, Emerson Daniel argumentou que o DNOCS do Século XXI precisa utilizar
novas tecnologias como reuso de água e a dessalinização da água do mar em
municípios próximos à costa e da água salobra. O seminário teve caráter
sub-regional com a participação de representantes dos estados do Rio Grande do
Norte, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte e se deu em paralelo a outros eventos
em Salvador e Maceió com estados vizinhos que culminarão com um seminário
regional em Fortaleza no fim deste mês que reúne as contribuições de todo
Nordeste para a construção uma política de gestão proativa das secas.
Paulo Varella, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), debatedor na mesa
que discutiu a situação da infraestrutura hídrica e a gestão dos recursos
hídricos no semiárido, abordou o Programa de Integração da Bacia do São
Francisco (PISF) à ótica do tema em pauta. “A obra de engenharia é a parte mais
fácil neste processo. É preciso maior envolvimento dos estados”, afirmou.
O diretor da ANA chamou a atenção para a gestão de oferta e de demanda dos
recursos hídricos e para a importância da operação dos reservatórios. Segundo
ele, é preciso operar muito bem, de acordo com uma reflexão sobre a perspectiva
de trabalhar melhor o guardar.
“Na hora da crise é preciso agir. É preciso ter redundâncias”, recomendou
Paulo Varella. “Se a gente sabe de tudo isso, porque que a gente não faz?” – ele
questionou. O diretor da ANA defendeu a necessidade de garantir e perseguir a
segurança hídrica e propos sair da gestão de crise para a gestão de risco. “O
semiárido tem valor extraordinário”, ele afirmou.