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Costa do Marfim forneceu primeiras tilápias e busca qualidade genética no DNOCS
Mais de quatro décadas depois que o DNOCS importou as
primeiras tilápias do Nilo da Costa do Marfim, na África, do Centro de
Pesquisa de Piscicultura em Bouaké, fará o caminho inverso para
buscar em Pentecoste, no Centro de Pesquisas em Aquicultura Rodolfo
von Ihering, material genético de qualidade do mesmo peixe. O
coordenador de Aquicultura e Pesca do DNOCS, Pedro Eymard de
Mesquita, informa que uma delegação oficial daquele país africano
visitará as instalações do DNOCS em Pentecoste no dia 6 de dezembro
para estreitar laços de cooperação e conhecimento nas áreas de
piscicultura e pesca para desenvolvimento de pesquisa biológica e
absorção de técnicas e tecnologia.
Além do material genético, a delegação africana tem como objetivo
aprender como se cria a tilápia e faz a conservação do banco genético
da Costa do Marfim, a ser renovado na visita ao Ceará. O encontro se dá
no âmbito da cooperação técnica entre o Ministério da Pesca do Brasil e
o Ministério dos Recursos Animais e Haliêuticos, que estão
desenvolvendo um projeto de cooperação técnica entre os dois países.
Em comunicado sobre a visita, assinado pelo representante
encarregado dos Recursos Animais, Pesca e Segurança Alimentar, Mel
Emmanuel, a Embaixada da Costa do Marfim em Brasília informa que a
viagem foi precedida por visita ao país africano por técnicos do Ministério
da Pesca e Aquicultura do Brasil. O projeto de cooperação técnica dos
dois países abrange ações relacionadas ao arcabouço legal, propostas
de reforma com vistas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros,
transferência de tecnologia e a carpintaria naval.
O representante da Embaixada lembra que na década de 70 o
Brasil importou plantel de tilápia do Centro de Pesquisa de Piscicultura
localizado em Bouaké, no centro de Costa do Marfim, para o
desenvolvimento do cultivo de tilápia para aquicultura. “Nos dias de hoje,
considerando o desenvolvimento e o brilhantismo alcançados na
criação de tilápias pelo DNOCS, está em fase de construção a
cooperação técnica e científica para melhoramento genético de tilápia na
Costa do Marfim”, afirma.
Mel Emmanuel acrescenta que a parceria terá ações voltadas para
a transferência com expertise no cultivo, tendo em vista que os açudes
do Ceará foram povoados com matrizes e reprodutores de tilápia
advindos da Costa do Marfim. Por ocasião da visita, o coordenador de
Aquicultura e Pesca do DNOCS estará em Lima, no Peru, para participar
de um encontro internacional sobre Reprodução em Cativeiro do
Pirarucu nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, onde profere palestra sobre o
tema. Segundo ele, o DNOCS conseguiu sucesso na criação, no
acasalamento em cativeiro e no domínio da identificação da sexualidade
no pirarucu, técnica que utiliza equipamento de endoscopia.