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Câmara Municipal homenageia Cássio Borges como Cidadão Fortalezense
A Câmara Municipal de Fortaleza homenageia nesta quarta-feira
(dia 13), às 19h30, o engenheiro civil Manfredo Cássio de Aguiar Borges
com o título de Cidadão Fortalezense. O título será concedido por
iniciativa do vereador Iraguassu Teixeira.
Nascido em 1933, em Sobral, Cassio Borges, como é conhecido,
ingressou no DNOCS como estagiário em 1958 pelas mãos do então
diretor geral do DNOCS, José Cândido Castro Parente Pessoa. Depois
passou para “pessoal de obra” e engenheiro ao graduar-se em
Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade Católica de
Pernambuco, em 1960.
Atuou de início no então Serviço de Estudos do DNOCS,
posteriormente, Diretoria de Planejamento, Estudos e Projetos do
DNOCS-DPEP, em Recife. Em 1962, Cássio, já na condição de
engenheiro do DNOCS, foi designado para acompanhar, no Laboratório
Hidrotécnico Saturnino de Brito, no Rio de Janeiro, os Estudos
Hidrológicos do Açude Banabuiú, e os Estudos em Modelo Reduzido do
Sangradouro do Açude Orós.
Em 1966, o homenageado foi cedido à Superintendência do
Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para trabalhar no Grupo de
Estudos do Vale do Rio Jaguaribe (GVJ), onde estava sendo ultimado o
Estudo de Base do Vale do Rio Jaguaribe, no Ceará, tendo à frente a
Association pour l`Organizasion des Missions de Cooperation
Technique (ASMIC), da França, em convênio com o Departamento de
Recursos Naturais (DRN), daquela superintendência. Ele ficou na
Sudene até quando aceitou ser designado, pelo então Diretor Geral do
DNOCS, com o endosso do pessoal da Sudene, para gerenciar a
implantação do Projeto de Irrigação de Morada Nova no Ceará, recém-
concluído naquela superintendência.
Nos seus 80 anos, Cássio Borges segue firme e intransigente na
luta em defesa de assuntos ligados à área hidrológica e dos recursos
hídricos, em especial no Ceará. O engenheiro afirma que continua
sendo um dos maiores defensores do DNOCS. Como exemplo, cita sua
reação contra a extinção daquele Órgão pela Medida Provisória nº
1795/1999, de 1° de janeiro de 1999, do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Cássio Borges relata que convidou colegas e amigos da Instituição
e em seu próprio apartamento foi criado uma espécie de pequeno
Comitê em Defesa do DNOCS, que contou com a participação de
companheiros do BNB e da UFC e ajuda do então deputado federal
José Barroso Pimentel. Foi produzido o documento “Por Um Novo
DNOCS”, de repercussão local e nacional que resultou numa
mobilização da sociedade nordestina em favor da manutenção da
Instituição. Deste movimento, surgiu a Sociedade dos Amigos do
DNOCS-SOAD, tendo Cássio sido o seu Coordenador Técnico Científico
até bem pouco tempo.